<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263</id><updated>2011-10-06T13:40:16.663-03:00</updated><title type='text'>Diário de uma Garota em Apuros</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3403351833916050496</id><published>2011-03-27T18:54:00.000-03:00</published><updated>2011-03-27T18:54:02.095-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 57</title><content type='html'>Então. Essa foi rápida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estudava comigo na faculdade. Fazíamos trabalhos juntos, conversávamos, brincávamos, mas não éramos grandes amigos. Então, seu pai teve o trabalho transferido para outro Estado e ele precisou ir junto. Preparamos uma festinha de despedida. E eu percebi, estranhamente, que estava mais sentida com a sua partida do que esperava. E foi o que escrevi para ele, no cartão de despedida que todos lhe fizemos. Depois que ele foi embora, uma amiga sua, que também era amiga minha, e que continuou em contato com ele, de vez em quando vinha me contar que ele perguntara por mim, e me avisou que ele viria visitar-nos na faculdade no feriado, cerca de um mês depois de sua partida. Veio, trouxe-me um chocolate e um pingente, chamou-me para o cinema, beijou-me, começamos a namorar. Uma das primeiras coisas que ele falou foi: “Tenho medo de que  a distância atrapalhe”. Eu disse que também tinha. Mas decidimos que, se não arriscássemos, nunca saberíamos. Passamos a nos ver a cada 15 dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorar à distância com Emerson era assim: quando ele estava prestes a vir, eu ficava na maior ansiedade, fazia milhões de preparativos, mal dormia; quando ele chegava, aproveitava o máximo o pouquinho de tempo que tínhamos juntos, uma vez que ele também precisava dar atenção à família e aos amigos, tão cheios de saudades quanto eu; quando ele ia embora, sentia meu coração se partindo em vários pedacinhos, e me subia uma vontade danada de chorar, que eu segurava bravamente; enquanto estava longe, a saudade ia se atenuando, a comunicação entre nós ia ficando mais fria, mais burocrática, e, então, aproximava-se a data da sua chegada e a ansiedade recomeçava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde, quando ele chegou de viagem, foi me buscar na faculdade e, em seguida, deixou-me em casa para me arrumar. Após algumas horas, buscou-me. Fomos juntos para o casamento de um primo dele. Depois, seguimos para a festa de formatura de uma amiga sua. Eu estava louca para ficar sozinha com ele, namorar um pouquinho. Às três horas da manhã, quando ele parou o carro na frente da minha casa para me deixar, eu falei: “Vamos entrar, para ficar um pouquinho juntinhos?” Ele estacionou. Entramos. Sentamos. Eu começava a me aconchegar em seus braços,  quando ele falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Lembra que eu tinha medo de que a distância atrapalhasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu fiquei olhando para ele, sorrindo, esperando que ele dissesse algo como: “Eu estava enganado. Está cada vez melhor. Eu estou completamente apaixonado por você”. Mas, os segundos foram passando, e ele não falava nada. Meu coração batia rápido, enquanto eu aguardava a sua primeira declaração de amor. E ela não vinha. Resolvi dar um empurrãozinho, para ver se ele criava coragem para continuar e falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Lembro... e então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pois é. Atrapalhou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento, não entendi. Fiquei parada, olhando para ele, tentando assimilar o que estava acontecendo, o sorriso desaparecendo dos meus lábios.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Depois de um tempo, soprei um: “Como assim?” E ele pôde falar que não era mais a mesma coisa, havia esfriado, não ansiava mais tanto por me ver. E eu pude falar que, se era para romper comigo, ele não devia ter me feito esperar quinze dias pela sua chegada, e, então, ter me pego na faculdade, trazido em casa, levado para um casamento, depois para um baile de formatura, entrado aqui aceitando meu convite de ficarmos juntinhos, para somente aí, às três horas da manhã, dizer que não queria mais! Que espécie de torturador era ele? Ele argumentou que precisara desse tempo ao meu lado para descobrir se era mesmo essa a decisão acertada. A essa altura, eu já me sentia tão mal, tão mal, meu estômago revirava, e tudo o que eu queria era que ele fosse logo embora. Depois que meu estômago se acalmou, dormi, exausta. No meio da noite, acordei, assimilei o que havia acontecido, e chorei, chorei, chorei até não poder mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora já estou bem. A distância é um ótimo remédio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3403351833916050496?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3403351833916050496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2011/03/postagem-57.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3403351833916050496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3403351833916050496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2011/03/postagem-57.html' title='POSTAGEM 57'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3754901828369570390</id><published>2010-12-16T18:48:00.000-03:00</published><updated>2010-12-16T18:48:17.649-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 56 - Siga a ordem das postagens a partir da 54</title><content type='html'>A praça estava bem vazia quando cheguei, ontem, para o encontro com Eduardo. Eu estava a cerca de dez metros dele, quando o vi. Claro que não o reconheci imediatamente. Precisei olhar discretamente ao redor para, por comparação com as outras poucas pessoas que estavam na praça, chegar à conclusão de que era ele quem mais se aproximava da estatura, postura, cor, fisionomia de Eduardo.  O que me fez ter certeza de que ele era ele foi o fato de ele ter demonstrado que me reconheceu no momento em que reparou na minha presença. Seus olhos abriam um pouquinho, ele ficou ligeiramente mais alto e levantou o rosto. Era como se ele estivesse prestes a acenar para mim, mas tivesse se lembrado de que não deveria fazê-lo se quisesse descobrir se eu o reconheceria ou não.  Então, eu fui diretamente para ele, sem titubear. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então: ele não é gay, não é padre, não é doente terminal em seus últimos dias de vida, não é um fugitivo que está prestes a ser preso, não veio de outra dimensão para a qual precisa retornar com urgência. O impedimento a que Eduardo estava se referindo é um namoro que ele mantém há sete anos. (Pam, que é uma pessoa muito mais sensata que eu, deduziu isso bem antes de mim, nos comentários que fez à postagem passada. Valeu, Pam!). Pois bem. A namorada de Eduardo está escrevendo a monografia de final de curso e o está deixando escanteado e, por isso, ele tem saído tanto. Eu disse a Eduardo que saber que ele tinha um impedimento fora, para mim, um grande alívio porque eu não tinha certeza de que queria me envolver noutro namoro agora, tendo acabado de sair de um relacionamento tão intenso e quando estou voltando a viver dias maravilhosos, fazendo novos amigos na faculdade, saindo tanto, e brinquei dizendo que, talvez por isso, meu subconsciente estivesse impedindo que o cérebro realizasse sua tarefa de corrigir minha visão, quando se tratava de reconhecê-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ele ficou um pouco desapontado com o fato de eu desistir dele tão facilmente quando soube do namoro, chegou a falar que não gostara muito do fato de eu haver me sentido aliviada  e que o namoro não era bem um impedimento.  Mas claro que ele não poderia fazer abertamente a proposta de que fôssemos amantes depois que lhe falei que poderíamos ser realmente bons amigos, pois nós nos demos muito bem e ele se mostrou um rapaz bastante honesto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim: sinceramente, foi bom assim. Em primeiro lugar, esses acontecimentos demonstraram que as outras pessoas deixaram de ser cinzentas para mim, como estavam desde o fim do meu namoro com Rodrigo: elas agora recuperaram suas cores, e falando especificamente de Eduardo, que cores, meu Deus! Em segundo lugar, tudo isso serviu para provar que eu sou, sim, capaz de vencer a timidez, paquerar, puxar assunto, tomar a iniciativa,  e que, com isso, eu não tenho nada a perder, e muito a ganhar! E em terceiro lugar, ele é inteligente demais, culto demais, escreve tão bem, é bem humorado e é lindo, lindo mesmo, à perfeição, e se eu ficasse com ele, eu iria amá-lo perdidamente, profundamente, antes mesmo de ter tido a oportunidade de aproveitar ao máximo a minha vida de solteira universitária, antes mesmo de fazer todos os novos amigos que quero fazer, e as coisas  certamente não seguiriam um bom caminho, considerando que ele tem uma namorada, e eu não tenho vontade de voltar a sofrer tão cedo.  Foi melhor assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3754901828369570390?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3754901828369570390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-56-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3754901828369570390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3754901828369570390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-56-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 56 - Siga a ordem das postagens a partir da 54'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-883291757134551832</id><published>2010-12-15T19:56:00.000-03:00</published><updated>2010-12-15T19:56:19.059-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 55 - Siga a ordem das postagens a partir da 54</title><content type='html'>Bom. Enviei hoje a seguinte mensagem:  “Oi, Eduardo! Desculpa não ter te reconhecido ontem! Meu cérebro não devia estar corrigindo os 3,5 graus de astigmatismo e, sem encontro marcado, não consegui deduzir que aquele lindo menino sem barba que agora sorria para mim era o  mesmo rapaz de barba lindo com quem, naquela mesma praça, eu trocara olhares uma semana atrás. Desculpa! Vamos nos encontrar pessoalmente para que eu possa reparar essa falta? Beijos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Super corajoso, não foi? Mas, também, o que eu tinha a perder? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas horas depois, recebi a resposta dele: “Não me avexo. Sei do teu problema na vista , que até lindo me faz parecer. Em todo caso, gostaria sim de expiar tua culpa contigo, mesmo que o faça com culpa. É que tenho um impedimento do qual tu talvez devesses ficar a par. Beijos proibidos, Edu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, através dessa sua mensagem tão bem escrita, eu descobri que ele tem um impedimento. Agora tudo fazia sentido: três encontros, tanta conversa, nada acontecera! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi: “Gostei muito da sua mensagem, Edu! Fiquei bem contente com sua franqueza. E confesso que também fiquei um bocado aliviada! Vamos nos encontrar para conversar hoje à noite? Um encontro inocente que não dê motivo para sentirmos qualquer culpa?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me telefonou logo depois. Estou indo para o encontro agora. Depois conto o que se passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-883291757134551832?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/883291757134551832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-55-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/883291757134551832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/883291757134551832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-55-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 55 - Siga a ordem das postagens a partir da 54'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-6800660529259703746</id><published>2010-12-14T23:59:00.017-03:00</published><updated>2010-12-15T01:24:08.225-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 54</title><content type='html'>Um dia, muitos anos atrás, eu fui no oftalmologista, fazer check-up. Ele examinou minha visa na maquininha e disse: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você tem três graus e meio de astigmatismo.&lt;br /&gt;Eu disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso só pode estar errado. Eu vejo muito bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico, então, me pediu para ler as letrinhas e, de fato, eu lia tudo perfeitamente. Ele então me disse que meu cérebro corrigia a deficiência dos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito tempo depois, eu fui fazer o exame de vista do DETRAN. O examinador me disse para ler a cartela. Eu comecei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– São números.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu falei, então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– 4... – E acertei todo o restante da cartela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, eu vejo tudo, desde que meu cérebro saiba qual o contexto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Descobri aqui na cidade uma praça em que, todas as noites, o pessoal da vizinhança se reúne, para conversar, beber, tocar, cantar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana atrás, eu estava nessa pracinha, sentada num banco, conversando com uma amiga. Havia, no banco do outro lado da praça, um grupo de três amigos e, entre eles, um rapaz lindo, arrumadinho, com barba e óculos. Ficamos um tempo trocando olhares. Em determinado momento, ele se levantou e demonstrou alguns movimentos para os amigos, de alguma luta marcial que não consegui identificar bem. Seria o assunto perfeito para começar uma conversa, principalmente agora que eu tivera uma aula de aikido, mas eu sabia que essa ocasião nunca chegaria se mantivéssemos a praça inteira entre nós. Resolvi, então, sentar perto dele. Eu e minha amiga fomos cruzando a praça, com muita determinação e coragem até que, de repente, quando já estava a uns cinco metros dele,  senti um tremendo frio na barriga  e desviei o caminho abruptamente, arrastando minha amiga junto. Disfarcei, comprando um refrigerante numa barraquinha que ficava mais adiante. Então retomei a coragem e a determinação e sentei, junto com a minha amiga, no mesmo banco que ele e seus amigos, de frente para ele. Estávamos a apenas um metro e meio de distância e ainda trocávamos olhares, agora sem a discrição permitida pelo afastamento. Mas ninguém tomava  qualquer atitude, refém, cada um, do seu próprio grupo de amigos. Assim, concluí que, para que algo acontecesse, precisávamos nos encontrar a sós.  Quando ele se levantou para usar o banheiro de um bar próximo, contei alguns segundos e fui atrás. Quando ele saiu da cabine,  encontrou-me lá fora, esperando na fila e, naturalmente, pudemos conversar um pouco. Claro que perguntei que luta era aquela que ele estava demonstrando, e lógico que, depois de responder, ele quis saber o que eu conhecia de artes marciais, evidentemente, contei a minha experiência no aikido, e obviamente isso levou a algumas risadas e outros assuntos. Depois de um ou dois minutos, precisei realmente de ir ao banheiro, embora não tivesse vontade, para justificar minha presença ali. Quando retornei à praça, nós nos juntamos todos no mesmo grupo. Ele se chama Eduardo, faz mestrado em psicanálise e me pareceu muito inteligente! Foi uma conversa animada que durou cerca de duas horas. Trocamos nossos telefones na despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quatro dias depois, eu estava a caminho da praça onde encontraria dois amigos, quando Eduardo me mandou uma mensagem: “Vamos para a praça?”. Respondi: “Amanhã?”. Ele: “Hoje!”. Eu: “ Hoje estou indo encontrar dois amigos por acaso também na praça. Se quiser se juntar a nós...”. Ele: “Também, por acaso, encontro um amigo lá. Talvez nos juntemos todos. Até já.”  Quando cheguei, meus amigos ainda não haviam chegado. Vi um rapaz sentado num dos bancos. Fazia tanto tempo! Não sabia se era Eduardo. Peguei o celular para ligar e o rapaz acenou. Sim, era Eduardo. Eu me aproximei e falei: “Desculpa. Eu sou muito ruim de lembrar fisionomias”. Sentei-me com ele, conversamos. Logo, nossos amigos chegaram. Foi uma ótima noite. Ficamos seis horas conversando e Eduardo me acompanhou ao ponto de taxi na saída. Descobri que, além de lindo e inteligente, Eduardo também tem uma cultura geral imensa, e é engraçado, bem humorado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se três dias. Hoje à noite, eu estava chegando na mesma praça com outra amiga, quando vi um rapaz na nossa frente, a cerca de três metros de nós, e comentei com ela: “Menininho bonito o de verde”. Ele então sorriu para mim, muito simpático, um sorriso aberto, franco.  E eu cumprimentei acenando e falando: “Tudo bom?” Na hora, pensei que ele estava me paquerando de volta. E me voltei para minha amiga, meio encabulada. Ele seguiu para o grupo dele e eu e minha amiga seguimos na direção do bar quando pensei que aquele talvez fosse Eduardo, pois ninguém poderia ser tão corajoso de cumprimentar tão abertamente uma completa desconhecida que só cruzou olhar com ele por menos de um segundo. Então reparei que um dos amigos do grupo dele parecia o rapaz que estava com ele no dia em que o conheci. A meu pedido, minha amiga ligou para o celular de Eduardo e o menino de verde atendeu! Era ele mesmo! Voltamos até ele e eu falei: “Tu ficas muito diferente sem barba. Eu não reconheci!” Ele falou: “Eu falei contigo”. Respondi: “Pois é. Eu pensei que você devia me conhecer de algum lugar. Então reconheci seu amigo e percebi quem era você! Seu amigo não mudou”. Logo depois, eu e minha amiga seguimos para o bar e ele ficou com os amigos na praça. E foi isso. Não o vi mais hoje.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom. Ele é psicanalista. Deve achar que sou muito doida. Quando nos conhecemos ficamos nos olhando por um século e depois passamos um tempão conversando. Quatro dias depois, quando marcamos de nos encontrar novamente na praça, eu não o reconheci e tive de ligar para ele para localizá-lo.  Ficamos juntos por seis horas. Agora, apenas três dias depois disso,  ele tirou a barba e não reconheci de novo.  Se não acha que sou doida, deve achar então que simplesmente não estou nem aí para ele! O que não é verdade, pois eu continuo o achando lindo, mesmo sem saber que ele é ele! Que coisa estranha. Se eu namorasse com o primeiro e estivesse assim paquerando o segundo, eu o estaria traindo consigo mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui criando coragem para ligar ou escrever para ele, para mostrar que, mesmo doida, me importo com ele. &lt;b&gt;Vocês têm sugestões para o que eu posso dizer ou escrever? Queria fazer isso até amanhã.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-6800660529259703746?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/6800660529259703746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-54.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6800660529259703746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6800660529259703746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-54.html' title='POSTAGEM 54'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-409482454914792861</id><published>2010-12-06T23:26:00.003-03:00</published><updated>2010-12-07T20:24:31.236-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 53                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>“Experiência: a mais brutal das professoras. Mas você aprende. Meu Deus! Você aprende.” C. S. Lewis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo me telefonou novamente. Alegava que queria que eu o ajudasse a procurar nos jornais da semana passada que ele tinha em casa o artigo que falava da participação de um curta meu num festival daqui. Eu lhe informei em que data a matéria fora publicada mas ele respondeu que não encontrara. Então eu lhe disse que procurasse no site do jornal e ele me pediu para ir a sua casa ajudá-lo a procurar na Internet. Evidentemente, ele não queria realmente ler o artigo, estava usando o artigo como desculpa para me ver. E a desculpa só mostra que ele realmente não mudou. Ele continua orgulhoso demais para dizer o que ele quer comigo de verdade, se realmente quer algo comigo, e o que ele sente de verdade, se é que ele é capaz de sentir alguma coisa! E a brutal experiência que tive me fez aprender que não quero conviver com tanto orgulho novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, é até mesmo uma vantagem que ele continue orgulhoso assim, pois isso torna extremamente fácil manter distância dele. Se, ao contrário, ele me dissesse abertamente, pela primeira vez na vida, que me ama, que sofreu muito com o fim do namoro, que devia ter confiado em mim, que meu amor, meu desejo e minha dedicação a ele deviam ter servido como provas suficientes de minha fidelidade, que se arrepende de ter me causado tanta dor, que pede meu perdão, que sente muitas saudades, que fará tudo o que for necessário para me ter novamente ao seu lado, se ele dissesse sinceramente TUDO isso, então, talvez, eu corresse o risco de ter uma recaída. Mas como sei que ele nunca seria capaz de qualquer humildade, sinto-me bastante segura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, alguma dura experiência já lhe ensinou alguma coisa? Me conta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-409482454914792861?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/409482454914792861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-53-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/409482454914792861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/409482454914792861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-53-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 53                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-2897858113655189720</id><published>2010-12-04T15:44:00.005-03:00</published><updated>2010-12-04T20:14:25.675-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 52                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Rodrigo me telefonou anteontem. Inesperadamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal razão pela qual ligou era porque queria que eu editasse para ele duas imagens no Photoshop. Dá para acreditar? Ele termina cruelmente comigo, eu sofro tanto, tanto, ele passa um bom tempo tentando me manipular, intercalando declarações de desprezo, de amor e de vítima para me manter emocionalmente presa a ele, sem, no entanto, tomar qualquer medida concreta de aproximação, eu corto relações, nós nos reencontramos, eu deixo claro que ele não merece ser meu amigo, e ele ainda tem a desfaçatez de me ligar para pedir para fazer edições para ele!!! Déjà vu imediato de quando ele, depois de dizer que eu zerara os pontos que tinha com ele, depois de me ameaçar de voltar para a ex-namorada, depois de falar que ainda tínhamos muito para nos conhecer,  me ligou para me pedir para revisar um artigo seu! (ver postagem 34). Claro que recusei o trabalho. E claro que ele insistiu à exaustão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda razão por que ele me ligou era porque queria me ver. Como eu recusasse também o encontro, revelou que queria esclarecer duas coisas. A primeira: queria saber o que acontecera no nosso último encontro, em que eu o abandonara no meio da rua, sem me despedir. Respondi que cansara das competições e provocaçõezinhas, que, naturalmente, ele negou que tivesse feito. A segunda:  queria descobrir se eu já mudara, se eu já admitia que o fato de eu ter mantido contato com Ilma fora infiel de minha parte, fora o erro que pusera tudo a perder. Evidentemente, respondi que Ilma era minha amiga, que a infidelidade que ele via na nossa relação estava apenas na cabeça dele, que meu único erro havia sido ceder à pressão dele e tentado ocultar ou mudar meu jeito de me comunicar com meus amigos, incluindo ela, para não aborrecê-lo, e conseqüentemente, não ser perturbada por ele, e que quem pusera tudo a perder fora ele. A conversa foi girando durante algumas dezenas de minutos em torno desse último assunto até que concluí dizendo que não fazia sentido entrarmos em contato depois de tanto tempo para ouvir e dizer as mesmas coisas de sempre e pedi que ele só me procurasse novamente quando tivesse mudado seu discurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ontem saí com dois amigos meus, um dos quais havia namorado  uma colega minha de colégio. Por essa razão, conversávamos sobre relações com ex-namorados. Os meninos comentavam que, quando encontravam suas ex-namoradas, sempre viam despertar um pouquinho da atração que antes sentiam por elas, e que nunca poderiam ter com elas uma relação de amizade totalmente desinteressada, do ponto de vista emocional ou sexual. E essa é uma opinião completamente divergente daquela que eu e todas as minhas amigas temos. Para nós, meninas, a pessoa que menos desperta atração na face da terra é um ex-namorado, porque, uma vez encerrada totalmente a relação, cortada a ligação emocional ou sexual, ela só deixa, em seu lugar, raiva, indiferença ou carinho, mas de, forma nenhuma, qualquer espécie de desejo ou amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, de repente, pensei que essa divergência, que eu julgava de ocorria apenas entre mim e Rodrigo, talvez seja algo mais universal, uma diferença geral entre homens e mulheres! E talvez seja por isso que Rodrigo não consiga entender que posso ter uma relação de amizade desinteressada com uma ex, porque, quando ele se coloca em situação semelhante, quando pensa na sua relação com suas ex-namoradas, não consegue concebê-la de maneira desinteressada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se pode resolver isso? O que vocês acham?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-2897858113655189720?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/2897858113655189720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-52-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/2897858113655189720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/2897858113655189720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/12/postagem-52-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 52                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-9079325750742270324</id><published>2010-11-29T22:44:00.000-03:00</published><updated>2010-11-29T22:44:36.316-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 51                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Rodrigo fazia aikido quando era mais novo e era absolutamente apaixonado por esse esporte. Pensei: talvez eu pudesse freqüentar aulas de aikido, para ver se lá encontro alguém que me desperte tanto interesse quanto ele!  Hoje, fui fazer uma aula de experiência numa escola de artes marciais perto de casa. Cheguei na escola me sentindo um homenzinho com o figurino que fora orientada a usar: camiseta frouxa e calça de moletom.  Lá, todos estavam com seus kimonos muito bem amarrados.   O mestre me encaminhou para um instrutor que me encaminhou para outro aluno. O aluno me ensinou como se deveria entrar no tatame. Eu tinha de encostar o joelho direito, depois o esquerdo, depois a mão esquerda, em seguida a direita, depois o cotovelo direito, em seguida o esquerdo, então a testa, e depois o pé direito e, em seguida, o esquerdo... uma coreografiazinha difícil que não cheguei a decorar. Entrando lá, comecei, naturalmente, a puxar conversa com os outros alunos. Queria saber se era difícil, a quanto tempo faziam, como funcionava...  e achava estranho que eles hesitassem para me responder, limitando-se a uma ou outra palavra apenas, ditas em sussurros. Quando o instrutor entrou, o aluno me falou baixo e rápido: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Os alunos iniciantes ficam do lado esquerdo da sala. Os graduados do lado direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era a única iniciante e fui  para o meu lado sozinha, enquanto uma fileira de alunos graduados formava-se do outro lado.  O instrutor se posicionou na frente da sala, olhou para mim e orientou, com um gesto de mão, que eu me aproximasse na direção do altar. Eu andei um passo. Ele repetiu o gesto. Dei mais dois passos. Mais gestos, mais passos. Quando cheguei na frente, ele mudou o gesto, indicando que eu seguisse na direção da parede, que ficava à minha esquerda. Dei um passo. Ele repetiu o gesto. Outro passo. Mais um gesto. Mais passos. Ele só parou quando eu estava quase encostada na parede, totalmente envergonhada por estar isolada naquele canto, por ter virado o centro das atenções, por estar retardando a aula, que só começaria quando eu estivesse devidamente posicionada, por não saber direito onde eu deveria ficar e não entender com clareza toda a mímica do instrutor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas reverências padronizadas ao altar, onde fica a foto do fundador do aikido, ditas em japonês e acompanhadas de uma coreografia específica, o instrutor me indicou com mais um gesto que eu me juntasse à fileira dos graduados e sentasse. Encostei as costas na parede e cruzei as pernas, enfim à vontade, quando um olhar de leve censura por parte do instrutor me fez perceber que os outros alunos estavam todos sentados sobre os calcanhares, sem tocar na parede. Constrangida, imediatamente assumi posição idêntica a eles. Em seguida, o mestre subiu ao tatame para o início da aula, que consistia no seguinte: o mestre demonstrava o movimento no centro do tatame, repetindo-o duas vezes e, em seguida, as duplas se levantavam e treinavam o movimento. Eram uns movimentos complexos, umas coreografias circulares, em que posicionamentos de braços e pernas e algumas trocas de peso terminavam fazendo com que uma das pessoas acabasse no chão. Não eram movimentos que eu conseguisse aprender olhando duas vezes. Aliás, não eram movimentos que eu conseguiria fazer nem olhando vinte vezes.  Depois das duas demonstrações do primeiro movimento,  cheguei a rir quando o mestre nos indicou, com uma palavra japonesa qualquer, que começássemos a repetir o que ele fizera. Mas ninguém riu junto.  Meus sucessivos pares se posicionavam diante de mim e faziam um gesto. E eu não entendia se o gesto que eles faziam eram da sua parte na coreografia, ou se eram da minha parte e eles estavam me ensinando ou se eram algo que eu deveria fazer neles. Eu perguntava, mas eles respondiam com mais gestos, que me deixavam ainda mais confusa.  Parecia que, ao subir no tatame, eu entrara numa outra dimensão, em que o mestre e o instrutor eram japoneses e todos os outros habitantes eram mudos! A aula durou apenas uma hora, mas pareceram três. Quando enfim acabou, levantei-me apressadamente para fugir daquela dimensão e voltar ao mundo real. Estava prestes a sair do tatame quando o aluno veio correndo desesperadamente atrás de mim para me fazer aprender a coreografia de saída do tatame!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma experiência que não pretendo mais repetir, mas que me revelou claramente mais um aspecto de Rodrigo: seu gosto por formalidades e pela criação de regras a serem seguidas cegamente está plenamente de acordo com sua paixão pelo aikido.  E isso revelou também claramente um aspecto importante meu: eu não conseguiria viver muito tempo sob as formalidades e as regras nem do aikido nem de Rodrigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-9079325750742270324?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/9079325750742270324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-51-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/9079325750742270324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/9079325750742270324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-51-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 51                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-1967562016083187178</id><published>2010-11-27T00:38:00.002-03:00</published><updated>2010-11-27T11:24:22.903-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 50                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>É claro que eu sinto saudades de Rodrigo. Saudades de deitar-me com ele à noite, com o desejo a adiar a hora de dormir, saudades de despertar ao seu lado pela manhã, com a vontade antecipando a hora de levantar, saudades de seu cheiro, seu gosto, saudades imensas de aconchegar-me em seu corpo, e ficar assim, somente assim, sentindo seu calor, sua respiração, o pulsar do seu coração. Beijar, abraçar, tocar e ser tocada, sexo... tudo isso é tão melhor quando a gente ama, é tão sublime, tão raro... Como Rodrigo pôde desperdiçar isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, em nossos reencontros, Rodrigo tivesse dito que me amava, se ele tivesse deixado de lado o orgulho e tivesse assumido que sofrera com o fim do namoro, se ele tivesse admitido que errara, que deveria ter aceitado meu amor, meu desejo e minha dedicação como provas de minha fidelidade, que deveria ter  confiado em mim e acolhido-me como sou, com o jeito, as roupas e os amigos que tenho, se ele tivesse sido mais humano, talvez eu não tivesse sentido tanta raiva, repugnância, indiferença quando o revi, talvez eu sentisse reacender o amor ou o desejo que tive por ele. E, então, se ele me pedisse desculpas sinceras e insistisse para que eu o aceitasse de volta, talvez eu esquecesse todo o sofrimento que ele me fez passar e voltasse para ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil voltar à nossa cidade sem tê-lo ao meu lado, encontrando em cada esquina uma lembrança de nós dois: diante dessa paisagem, o nosso primeiro encontro; nesse restaurante, o nosso primeiro jantar; nesse clube, a nossa primeira dança; nesse cinema, o nosso primeiro beijo; naquela praça, o pedido de namoro; nessa casa, a nossa primeira vez; nesse apartamento, o nosso lar, onde vivemos juntos, comemos juntos, tomamos banho juntos, dormimos juntos, acordamos juntos, namoramos tanto, e que ele me fez inundar de lágrimas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha sido melhor mesmo que nosso reencontro tenha acontecido exatamente como se deu.  Naquele tempo, no nosso tempo, foi maravilhoso viver um amor e um desejo como aqueles, mesmo seguido por tanta dor. No tempo presente, quero só o amor e o desejo, não aceito mais a dor. E acho que Rodrigo não seria capaz de me dar os primeiros sem acarretar a última. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vocês acham?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-1967562016083187178?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/1967562016083187178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-50-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/1967562016083187178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/1967562016083187178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-50-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 50                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-6107936695092658117</id><published>2010-11-14T09:38:00.000-03:00</published><updated>2010-11-14T09:38:07.654-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 49                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Quando comecei a viver esse romance mágico, esse conto de fadas, com Rodrigo, achei que essa seria a história que viria a concluir esse diário, pois tinha absoluta certeza de que, dessa vez, eu já não estaria em apuros!  Qual! Nosso relacionamento acabou se transformando num dos maiores apuros por que já passei  na vida (especialmente considerando o comentário que Manuela fez à postagem 47. Obrigada, Manuela!!!)! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim que o tempo presente chega a esse diário e é assim que ele me encontra hoje: aliviada por saber que o tempo curou a dor,  a imensa dor pela qual Rodrigo me fez passar, triste por perceber que, para que a dor cessasse, foi necessário também que todo o amor, todo aquele intenso amor que senti por Rodrigo, simplesmente sumisse, desaparecesse, evaporasse, como se nunca tivesse existido, mas ainda esperançosa de que essa maravilhosa sensação de amar profundamente torne a surgir no futuro, mas seja, dessa vez, melhor direcionada, melhor aproveitada, verdadeiramente retribuída!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-6107936695092658117?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/6107936695092658117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-49-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6107936695092658117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6107936695092658117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-49-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 49                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-6378420616267072062</id><published>2010-11-13T18:40:00.011-03:00</published><updated>2010-11-22T01:04:41.447-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 48                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Dois meses se passaram. O projeto terminou e voltei à minha cidade. De alguma maneira, Rodrigo deve ter percebido que eu voltara, pois começou a tentar falar comigo pelo telefone. Quando atendi, depois de várias ligações dele, ele quis marcar de me encontrar. Depois de algumas semanas de relutância, acabei aceitando. Estava mesmo curiosa para vê-lo. E ansiosa também. Não sabia como iria me sentir diante dele. Eu o amei tanto, tanto, e não sabia se ainda amava. Ele me fez sofrer tanto, tanto, e eu não sabia se seria capaz de perdoá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, aconteceu uma coisa estranhíssima. Logo que entrei na sorveteria, onde marcamos o encontro, eu não o reconheci. Ele não estava diferente. Tinha o mesmo rosto, o mesmo corpo, o mesmo corte de cabelo, nada mudara. Mas eu não reconheci, simplesmente. Precisei identificá-lo pela estampa da camiseta, da qual ainda recordava. Aos poucos, fui descobrindo o porquê do estranhamento: agora eu o via com novos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me aproximei de sua mesa, não sorri, não me inclinei, não dei dois beijinhos. Ele perguntou se eu queria sorvete, eu disse que sim, fui para a fila do caixa, ele foi atrás dizendo que já tinha pego a comanda, eu me dirigi então para o balcão e ele ficou atrás de mim. Quando se aproximava, roçava em alguma parte do meu corpo e eu era capaz de perceber seu cheiro tão conhecido, eu sentia uma espécie de repugnância que me obrigava a afastar-me dele, aproximando-me mais do balcão, e ele, então, dava mais um passinho para a frente, o que me obrigava a dar outro, para me afastar mais um pouco, de modo que, quando, enfim, peguei o sorvete, já estava com a barriga colada no vidro.  Era estranho demais que aquele mesmo corpo, aquele mesmo cheiro que antes me davam tanta excitação, tanto prazer, de repente tivessem se tornado motivo de ojeriza. Talvez meu subconsciente tivesse associado aquele corpo, aquele cheiro, aquele homem ao enorme sofrimento que ele me fizera sentir, e, assim, despertasse em mim um nojo que me impedia de me aproximar novamente dele, para não sofrer mais tudo aquilo. Eu não conseguia nem mesmo olhar para ele! Assim que terminei de tomar meu sorvete, eu falei que ia embora, que eu estava desconfortável, que aquele encontro estava esquisito, que eu não entendia por que estava lá, que não fazia sentido, que eu estava perdendo meu tempo. Levantei, fui para o carro, ele foi atrás, abri a porta do carro, fui entrar, ele tentou me dar dois beijinhos e eu falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não encoste em mim! – com horror a ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que você quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quero que fiquemos bem.  Você viu meus e-mails? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu vi até você dizer que me escreveria quando quisesse. Achei falta de respeito, achei que era maldade sua me escrever mesmo sabendo que isso me fazia mal, e bloqueei seu e-mail. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu vou mudar de e-mail para escrever para você então. Ou mandar mensagem para o celular, essas você recebe, não é? Não tem como bloquear. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não quero ser sua amiguinha, Rodrigo. Vá arrumar um amigo para conversar com ele e me deixe em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porque você é mau, você é sádico, e você me fez muito mal, você não merece minha amizade. Eu posso ser amiga de Ilma. Ilma é boa pessoa. Melhor até do que eu fui para ela. Mas você é mau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falei tudo que eu achava perverso nele. Tudo. A contagem de pontos, as avaliações, os testes, a necessidade de encontrar falhas, as desconfianças, as investigações, os inquéritos, as acusações, a frieza e o desprezo com que terminou comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu perguntei se ele já havia amado alguém perdidamente alguma vez na vida. Ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Está na minha frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda dessa vez não teve coragem de usar o verbo amar. Nunca teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não me amou. Você somente achava que eu era um produto que você estava adquirindo e que, por isso tinha de testar, avaliar, procurar falhas, desconfiar, tratar sem apego emocional para ver se valeria o preço. Agora escute: quem você pensa que é para fazer isso? Eu nunca lhe disse isso para não humilhá-lo, mas agora, vou falar: você não é nada, nada, você nunca fez nada de valor na vida, nenhum trabalho importante, nenhuma conquista importante, nada, você adota essa postura superior para tentar ocultar essa sua infinita mediocridade, mas você não tem a menor condição real de ficar me julgando! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que ele ficou pálido, mas não alterou o tom da voz, enquanto eu falava com tanta raiva. Houve um momento em que passaram pessoas, e ele me disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fala bai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O quê? Você ainda acha que pode me controlar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele se calou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra hora ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não adianta mais. Você nunca pedia desculpas, exceto forçado, sem vontade de dizer. Mas agora, de repente, inventa de pedir. Para me manipular, não é? Para ver se dessa vez eu caio? Eu não caio mais, Rodrigo. Você não consegue mais me manipular. Acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me falou, quando enfim consegui vencer a barreira que ele fazia e sentei no assento do carro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Obrigado por ter vindo. Foi bom ver que você está bem. Também. Eu queria que você soubesse que você foi espetacular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei que eu fui espetacular. E você foi muito idiota e não me mereceu. &lt;br /&gt;Bati a porta do carro e fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, na semana seguinte, ele mandou várias mensagens para o meu celular: “Não te importunarei mais querendo conversar com você, nunca mais. Já sei como você está e isso era o que me importava.”; “Sua decisão de sair da cidade foi rápida e até uma surpresa para mim”;  “Estou cada vez melhor, estou recompondo a minha vida e você me mostrou que é possível porque já não acreditava”; "Não sou idiota!!! Nem poderia por estar mais observando você que a mim mesmo!!! E como foi bom isso e perceber que poderia ser. Vou continuar tentando, seja onde for, com quem for, como for"; “Nunca quis te deixar triste, apesar de eu ter ficado com o que aconteceu. Enfim, sem saudosismo.”; “Sempre me lembrarei de você, do nosso tempo”;  “Nunca imaginei que pudesse me tratar daquela forma. Não sou nem quero ser nada do que disse.”; “Liguei para você para confirmar o recebimento das mensagens”; “Queria que estivesse mais calma, mesmo assim, adorei te ver, viu?”; “Sei que está em outra como eu, só queria te dizer que foi espetacular e continuará. Reconheço, agora. Não tem mais motivo de nos relacionarmos nem como ex-qualquer coisa, mas, para mim, você é minha ex-mulher e quero muito bem a você.”;  “Aprendi muito, até o que não queria. Foi uma experiência ótima e valeu poder viver isso contigo, minha ex-mulher!!! Nunca se esqueça disso, nunca!!!”; “Escrevi essas mensagens porque não tive como falar tudo que queria. Bom que agora completei!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que dava para perceber o padrão de sempre nas mensagens: primeiro diz algo que sugere a importância que tive para ele, depois fala algo para demonstrar que não está tão ligado a mim, depois volta a tentar me seduzir, depois tenta novamente me afastar... seu joguinho manipulador de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, eu tinha vontade de lhe dar uma segunda chance. Na verdade, me dar uma segunda chance. Porque eu não conseguia acreditar que todo o amor que eu sentira por ele pudesse ter-se esvaído dessa maneira, deixando apenas um vazio que eu preenchia com ódio e repugnância.  Então, liguei para ele. Ele perguntou se eu estava recebendo as suas mensagens. Eu não respondi e sugeri: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por que não nos encontramos na próxima semana e conversamos pessoalmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois disso, até nosso segundo encontro cerca de uma semana depois, ele não me mandou mais nenhuma mensagem, o que apenas comprovava o seu joguinho: usava mensagens para me seduzir e, quando percebia que alcançara o objetivo, afastava-se novamente. Assim, fui eu que acabei ligando para ele na semana seguinte, &lt;b&gt;NO DIA DE ONTEM&lt;/b&gt;, para marcar o encontro para algumas horas antes de uma sessão de cinema combinada anteriormente com um colega de faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi muito o que mudou nos meus sentimentos em relação a ele de um encontro para o outro.  A ojeriza ainda era a mesma. Mas a raiva já não era tão grande. Fora substituída por uma espécie de desprezo. De repente, eu percebia quão imaturo ele era e sempre fora: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pizzaria, houve um momento em que ele colocou o excesso de gelo que havia em seu copo dentro da fonte decorativa vizinha à mesa. Eu percebi que o garçom vira o seu movimento e expliquei: “É apenas gelo”. Rodrigo então falou que o garçom só devia ter reparado nessa ação dele porque estava olhando para mim. Eu respondi que algumas pessoas naturalmente chamam a atenção, sem que intencionalmente provoquem isso. As pessoas reparavam em mim, mesmo que eu não estivesse fazendo nada de mais.  Imediatamente, ele tratou de dizer que as pessoas reparavam nele também, especialmente as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutra ocasião, meu colega ligou para mim para acertar o horário e a ida ao cinema. Imediatamente depois que desliguei o celular, Rodrigo pegou o celular dele para ligar para uma antiga colega de curso para também marcar de fazer algo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, naturalmente, em algum outro momento, como sempre,  insistiu que seríamos amigos, porque, mesmo que ele, durante o namoro, tenha me perturbado tanto ao afirmar que não se pode ser amigo de um ex, agora que terminamos, somente porque eu consigo ser amiga de uma ex, ele também acha que pode ser amigo de uma ex, que sou eu! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a rir disso tudo. Eram tão ridículas essas competiçõezinhas que ele precisava fazer para tentar demonstrar que ele era ou estava melhor do que eu, ou, pelo menos, que não era nem estava pior do que eu! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, ele fez os mesmos discursos de sempre, tentando justificar as desconfianças e acusações de sempre, e também as avaliações, os testes, as notas. E, ao mesmo tempo, em contraposição, usava o discurso do quanto eu fora importante para ele. E, em seguida, tratava de revelar sutilmente que estava noutra, que não estava só. Tudo isso um chatíssimo "morde e assopra". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, fui ficando muito irritada e acabei revelando como de fato me sentia. Por exemplo, disse-lhe que não encostasse em mim porque me dava uma sensação ruim o toque dele, pois já passara o tempo em que era bom senti-lo. Contei até que não o reconhecera na sorveteria não porque ele estivesse diferente, mas porque perdera a aura que eu antigamente via nele, a aura de interesse que o amor que eu sentia criava ao seu redor.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de tal forma dele que o abandonei no meio da rua, indo para casa sem me despedir, nem sequer me voltar. Ele provavelmente ficou com raiva, porque, &lt;b&gt;ONTEM MESMO&lt;/b&gt;, me mandou diversas mensagens em que dizia:  “Você é muito malcriada! Vive me destratando! Por favor, não precisa mais falar. E sabe por quê isto? Porque se foi ruim para você, para mim foi péssimo. E tem mais: se fui ruim para você antes, você foi ruim antes para mim também!!!  E não precisamos passar mais por isto!!! Mais para frente você saberá apenas dar o valor que lhe dei. Tchau!!!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu pensei: Fui mal educada de abandoná-lo no meio da rua, mas por que não o faria, se ele continuava com o mesmo morde e assopra de sempre?  Se ele continuava tão infantil, tão cheio dessa necessidade de competir comigo, mesmo agora, na mensagem, em que fazia questão de dizer que o mal que eu passei durante o namoro e passava agora não eram maiores que o mal que ele também passara ou passava. E ainda dizia que havia me dado valor? Essa era de fazer rir! Quando ele teria me dado valor? Quando estava me avaliando, testando, pontuando, julgando para ver se eu valia a pena? Quando estava desconfiando de mim e me acusando de infidelidades que nunca cometi? Quando terminava friamente o namoro comigo, num total desprezo? Ou agora, quando mordia e assoprava e dava sempre um jeito de competir comigo? Sinceramente, não sabia do que ele podia estar se queixando, porque tenho certeza de que,  somente agora, depois de nove meses de namoro e quase três meses de fim de namoro, é que ele recebia de mim o mesmo valor que ele me dera!  E, estranhamente, também somente agora, estávamos plenamente de acordo. E, por fim, somente agora, eu realmente poderia responder à sua mensagem com um “Idem”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-6378420616267072062?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/6378420616267072062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-48-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6378420616267072062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6378420616267072062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-48-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 48                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-7122983120557620383</id><published>2010-11-09T13:41:00.002-03:00</published><updated>2010-11-09T13:56:30.911-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 47                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Décimo segundo dia fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rodrigo,&lt;br /&gt;Eu o amei incondicionalmente, a ponto de querer deixar de lado a minha vida para ficar com você, onde quer que você estivesse, a ponto de perdoar todo o sofrimento que você me causou, as avaliações em pontos, os seus julgamentos cheios de presumida superioridade, as injustas desconfianças, as infundadas acusações, a imensa frieza como terminou comigo, as várias tentativas de me manipular, como um fantoche, cruelmente, sem qualquer consideração por meus sentimentos. Isso é o que diz a minha consciência, e que você deveria enxergar na sua. &lt;br /&gt;Até ontem, achava que você me amava demais e fugia de mim porque descobria que, junto com um amor tão profundamente verdadeiro,  vem um medo enorme de perder, e, com esse medo, uma certa dose de insegurança, ciúme, ansiedade, sofrimento. &lt;br /&gt;Mas agora acho que você simplesmente não me ama e que seu discurso confuso (ora próximo, ora distante, ora quente, ora frio, repleto de declarações de amor, mas desacompanhado das atitudes correspondentes) é apenas uma tentativa de me manter presa a você, para você me usar quando e como for conveniente. Se você me amasse,  não teria terminado o namoro ou já teria voltado para mim, se me amasse,  faria qualquer esforço para ter-me de volta, lutaria para tentar recuperar o que você mesmo pôs a perder. &lt;br /&gt;Seja qual for o caso, você sempre sai perdendo! Se me ama, desperdiçou, por medo, a rara oportunidade de viver um amor realmente grande e verdadeiro na sua vida. Se não me ama, nunca teve sequer a chance de viver um amor como esse! É mesmo uma pena! Uma pena para você. &lt;br /&gt;Por favor, não me escreva mais. ” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três horas depois, ele me respondeu: &lt;br /&gt;“Escrevo sim, hoje e quando tiver vontade!!! Sempre percebi que somos melhores distantes e isso independente de qualquer coisa. Perdemo-nos, mas nem de longe estamos perdidos. O motivo da inconstância talvez esteja no fato de nos gostarmos como se estivéssemos vivendo de alguma forma no jardim da infância. Querendo um ao outro, mas não podendo estar juntos.. &lt;br /&gt;O BOM É QUE AGORA SOMOS DOIS QUE ACHAMOS ISTO!!!&lt;br /&gt;Fico por aqui..&lt;br /&gt;Rodrigo&lt;br /&gt;Obs: Você contiNua em mim, até quando ...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na resposta, só provou duas coisas. Uma: que não me respeitava e não tinha mesmo consideração pelos meus sentimentos, pois me escrevia embora eu tivesse lhe pedido para não fazê-lo. Outra: que simplesmente não prestava atenção no que eu falava, preferindo criar ele mesmo as minhas opiniões, mesmo que fossem opostas ao que eu vinha expressando o tempo todo, afinal, em nenhum momento de nosso namoro ou do final dele eu concordei com o seu discurso de que nós somos melhor distantes, de que nós não podemos estar juntos, muito pelo contrário, em sempre insisti que nós deveríamos lutar por um amor tão mágico e tão intenso como o nosso! Ou seja, ele era mesmo muito mau e muito, muito, muito  doido! E fiquei bem mais tranqüila agora que passei a ter consciência de que ele nunca me amou, apenas me teve como uma propriedade, sobre a qual ele ainda achava que tinha direitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que bloqueei o seu e-mail, tirei-o da minha vida e encerrei um romance lindo que poderia ter sido e não foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-7122983120557620383?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/7122983120557620383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-47-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7122983120557620383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7122983120557620383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-47-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 47                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-5562173250759177318</id><published>2010-11-09T08:09:00.002-03:00</published><updated>2010-11-28T00:52:25.001-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM  46                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Décimo dia fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo respondeu à noite: &lt;br /&gt;“Tinha tanto para te contar!!! Você foi minha cúmplice por um bom tempo, mas só em ficar na tua companhia já valeria muito ... &lt;br /&gt;Lembrança ...    &lt;br /&gt;Rodrigo &lt;br /&gt;Obs: Poderia ser em mês que vem ...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem: eu escrevera, româtica, “Que tal vir passar o próximo final de semana aqui e conversamos pessoalmente, ou nem conversamos, só ficamos juntinhos, enroscadinhos, colados, esquentando os 14 graus que fazem aqui?” e ele respondeu, burocrático, “Tinha tanto para te contar!!! Você foi minha cúmplice por um bom tempo, mas só em ficar na tua companhia já valeria muito ...”; eu me despedira com “Um beijo” e ele se despediu com “Lembrança...”; eu  falara “A maneira como vamos ficar só depende de nós! E nós podemos ser felizes JUNTOS! Só que agora já não estou aí, e isso requer um pouquinho mais de esforço! (...) Vamos lutar por esse gostar tanto, por esse sentimento que é seu e é meu, e viver mais momentos inesquecíveis.” e ele, sem qualquer justificativa, propôs  vir apenas depois de um mês!!!!!!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu liguei imediatamente para ele para dizer que mês que vem era tarde demais. Falei que sabia que ele estava me enrolando, me chaleirando, e ele negou. Perguntei o que ele queria. Ele disse: “A gente está dando um tempo.  Até perdi peso. Voltei a fazer exercício. Você vai ver quando eu chegar aí. Vou estar um filé.” Eu falei que a gente tinha que se encontrar enquanto está quente, enquanto nós ainda somos coloridos e o resto do mundo é cinzento. Ele disse que não dava, que tinha coisas para fazer. Eu disse que era só um final de semana, ele disse que por um final de semana não valia a pena. Eu perguntei se ele queria vir só no mês que vem para conciliar com a viagem que ele faria para um congresso, num Estado vizinho, ele confirmou e eu zombei da mixaria do seu sacrifício. Ele disse que eu queria sempre as coisas do meu jeito. E eu disse que ele pusera tudo a perder, que quem terminara fora ele, que eu só estava aqui porque ele dissera que não continuaria comigo mesmo se eu ficasse na nossa cidade, e era ele quem tinha de consertar, que eu estava lhe dando a última chance. Ele disse que não fora ele que pusera tudo a perder, que eu brincara com ele, que estava aqui rindo dele, com postura, com gestos, que eu avaliasse minha consciência. Eu respondi que na minha consciência eu só via que o tinha amado incondicionalmente, a ponto de fazer tudo, tudo por ele, a ponto de aceitar deixar de lado meu trabalho para ficar com ele, e que tinha sido completamente fiel a ele, por mais que as suas interpretações deturpadas não conseguissem enxergar isso. Eu disse que, se o que ele me escrevera era verdade, se esse amor (amor não, porque quem falou de amor não foi ele, foram as letras das músicas), se esse gostar tanto era verdade, ele viria, ele faria um sacrifício para estar aqui esse mês, ele teria de provar com ações que aquelas palavras eram verdadeiras. Eu disse que ele não me procurasse mais, que eu gostava dele demais para ser sua amiga. Ele disse que eu iria ser sua amiga. Eu repeti: não vou ser sua amiga. E ele disse novamente: “você vai ser minha amiga, você vai ser minha amiga, você vai ser minha amiga”. Eu disse: “É isso que você quer, que eu seja sua amiga? Você não quer namorar comigo?”. Ele respondeu: “Eu não sei”. Ele quis saber quanto tempo eu ficaria fora, se eu voltaria para nossa cidade, e que, no momento, a vida dele era lá, e a minha era melhor que fosse aqui. Em algum momento dessa discussão, a ligação caiu, provavelmente porque seu crédito acabou. Então eu liguei de volta para todos os seus números. Chamou até disparar, ele não atendeu. Pouco depois, mandou a mensagem para o meu celular: “e-mail novo... pena!”. E o e-mail era: “Nem sempre as coisas são como a gente quer, pena! Se cuida ...Rodrigo”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-5562173250759177318?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/5562173250759177318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-46-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5562173250759177318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5562173250759177318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-46-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM  46                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-512327505101726440</id><published>2010-11-08T15:05:00.000-03:00</published><updated>2010-11-08T15:05:22.107-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM  45                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Nono dia fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo me respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quero você de bem comigo!!! Precisava estar te dizendo isso por tudo que passamos juntos. Por ter marcado tanto, simplesmente porque foram momentos inesquecíveis. Fui muito feliz contigo, mesmo sentindo na pele os contratempos que você me fez passar (brincou muito) e sempre tocando no meu ponto fraco. E como, o sangue ferve, acabei extravasando, atingindo-te, irritando-te.. Desculpa!!! Poderia aqui estar listando esses momentos ruins, mas não vale a pena lembrar destas situações pontuais que me entristeceram por demais. &lt;br /&gt;Foram 6 meses + 3 meses para despertar ... Nem imagina como gosto tanto de você!!! Tenho sim, uma vontade de externar isso pela importância que você representa pra mim, por ser incomparável em todos os sentidos, e isso é muito mais que um reconhecimento ..     &lt;br /&gt;Nós, realmente, passamos a nos conhecer muito!! O reflexo disso é que mesmo distante, destacou nas letras musicais, exatamente, o que tinha de mais importante para nós, naquelas. Sim: O seu sentimento é meu.. Queria que soubesse isso!!!  E independe de como vamos ficar ..Eu posso ser feliz, você pode ser feliz... &lt;br /&gt;Rodrigo”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confuso! Vago! Com assim ficar “de bem” com ele? O que ele quer dizer com isso, na prática? Como assim “contratempos”, “brincou muito, tocando no meu ponto fraco”, “situações que me entristeceram por demais”? Se tem alguém que fez outra pessoa passar por contratempos, que brincou com os sentimentos da outra, e que a deixou triste, foi ele, comigo! Tantas declarações de amor, mas eu continuava sem saber o que ele queria, e se ele me queria!  Era preciso dar um ultimato. E foi o que eu fiz, quase imediatamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rodrigo, &lt;br /&gt;A maneira como vamos ficar só depende de nós! E nós podemos ser felizes JUNTOS! Só que agora que já não estou aí, isso requer um pouquinho mais de esforço! Que tal vir passar o próximo final de semana aqui e conversamos pessoalmente, ou nem conversamos, só ficamos juntinhos, enroscadinhos, colados, esquentando os 14 graus que fazem aqui?&lt;br /&gt;Este fim de semana, a Gol está com promoção de passagens a R$ 1,00, para esse mês. Também recebi o banner em anexo, de um agência de turismo com passagem de ida e volta para cá bem em conta. &lt;br /&gt;Venha. Vamos lutar por esse gostar tanto, por esse sentimento que é seu e é meu, e viver mais momentos inesquecíveis. &lt;br /&gt;Um beijo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-512327505101726440?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/512327505101726440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-45-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/512327505101726440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/512327505101726440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-45-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM  45                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-5753667446294816054</id><published>2010-11-07T20:27:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T20:39:30.706-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM  44                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Sétimo dia fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo pela manhã, ele me mandou mais um e-mail:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Diante de meias palavras ou nenhuma delas, reconheço que não temos mais motivo para nos relacionar, nem como ex- qualquer coisa. Só quero que saiba que Você foi diferente de tudo que já havia vivido. Isso ficará como uma agradável descoberta em mim...&lt;br /&gt;Rodrigo  &lt;br /&gt;- &lt;br /&gt;Eu Te Amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘É bom olhar pra trás&lt;br /&gt;E admirar a vida que soubemos fazer&lt;br /&gt;É bom olhar pra frente&lt;br /&gt;É bom, nunca é igual&lt;br /&gt;Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo&lt;br /&gt;É bom, e é tão diferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou chorar,&lt;br /&gt;Você não vai chorar,&lt;br /&gt;Você pode entender que eu não vou mais te ver por enquanto&lt;br /&gt;Sorria e saiba o que eu sei:&lt;br /&gt;Eu te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom se apaixonar&lt;br /&gt;Ficar feliz, te ver feliz me faz bem&lt;br /&gt;Foi bom se apaixonar&lt;br /&gt;Foi bom, é bom e o que será?&lt;br /&gt;Por pensar demais, eu preferi não pensar demais&lt;br /&gt;Dessa vez&lt;br /&gt;Foi tão bom, e por que será?’ ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui baixar a música na internet e descobri que não se chama “Eu te amo”, mas sim “Dessa vez”, de Nando Reis.  O “Eu te amo” foi uma declaração de amor, então, considerando também que veio fora das aspas, sendo esta, assim, a primeira vez na vida em que ele teria me dito que me amava, ou ele simplesmente não sabia o nome da música?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu resolvi responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha resposta para Rodrigo foi a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rodrigo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra que eu lhe falei que eu amo você demais para ser apenas sua amiga? Quando você me escreve ou telefona, tudo o que eu quero é que você diga que nosso amor é importante demais para ser desperdiçado dessa maneira, que nós temos o direito de vivê-lo tão intensamente e que devemos encontrar um jeito de ficarmos juntos a qualquer custo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao contrário, na maior parte das vezes que você entrou em contato comigo, insistiu em dizer que tudo o que havia entre nós já passara: “Percebo que você está aceitando melhor o que se passa conosco. Claramente, o fim de nosso relacionamento estava revelado desde o sexto mês” ou “Não briguei contigo, só sabia antes que não dávamos mais certo juntos. (...) DEIXA! Temos nossas vidas pra seguir.” ou “Futuro: o tempo vai nos dizer o que já foi dito. O tempo não espera por ninguém” ou mesmo “Isso ficará como uma agradável descoberta em mim...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, ao me escrever, você me deixou cheia de esperanças: “Valeu, muito! Ficou muito de você em mim...” ou “Quando algo foi ou é importante, a gente se lembra!!!!!” ou até “Adorei ter falado contigo, hoje!!!” ou “Só quero que saiba que Você foi diferente de tudo que já havia vivido”e me mandou músicas falando da dor da separação, de arrependimento, de amor “minha vida escureceu desde que você não quis mais saber de mim (...) Sem o seu calor o oceano é uma poça sem cor (...) O dia amanhece na minha solidão  (...) Eu namoro a lua mas meu coração é seu. (...) Sem querer te perdi tentando te encontrar, por te amar demais sofri, amor, me senti traído e traidor, fui cruel (...) A paixão veio assim, afluente sem fim, rio que não deságua (...) Foi bom se apaixonar, foi bom, é bom e o que será? (...) Sorria e saiba o que eu sei: Eu te amo”. Mas junto com essas mensagens, sempre vinha uma despedida fria, que parecia contradizer tudo o que havia antes: “Abraços”, “Por favor, qual foi a loja que compraste teu notebook?” E nunca se mostrava a sua intenção de lutar por esse amor, que você mesmo diz tão importante, tão diferente, que ficou tanto em você, e cuja ausência tanto o faz sofrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que posso pensar disso tudo? O que poderia responder? Como saber o que você pretende? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você quer, Rodrigo?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O QUE VOCÊS ACHAM QUE ELE VAI RESPONDER?&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-5753667446294816054?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/5753667446294816054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-44-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5753667446294816054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5753667446294816054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-44-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM  44                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-7121859801323683705</id><published>2010-11-07T13:39:00.003-03:00</published><updated>2010-11-07T14:47:54.635-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 43                           - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Sexto dia fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, mais um e-mail de Rodrigo. O assunto era “Para você”. E o texto: &lt;br /&gt;“Lembrei-me de você, apesar de não gostares muito ... Abraços, Rodrigo.&lt;br /&gt;Obs1: Quando algo foi ou é importante, a gente se lembra!!!!! &lt;br /&gt;Obs2: Por favor, qual foi a loja em que compraste teu notebook?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em anexo, ele colocou duas músicas de Jorge Vercilo, esse compositor de quem ele sabe que não gosto. As letras eram as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Praia Nua&lt;br /&gt;Ah, meu sol, meu bem, minha vida escureceu&lt;br /&gt;desde que você não quis mais saber de mim.&lt;br /&gt;Hoje eu só fiquei com a imensidão do céu&lt;br /&gt;de estrelas mil que se esforçam pra luzir meu vazio.&lt;br /&gt;Tudo que era flor viu o cinza da manhã&lt;br /&gt;e se entristeceu pelo fim do nosso amor.&lt;br /&gt;Mar azul também suas ondas estancou.&lt;br /&gt;Sem o seu calor o oceano é uma poça sem cor.&lt;br /&gt;Eu, praia linda e nua ventando de paixão.&lt;br /&gt;O dia amanhece na minha solidão.&lt;br /&gt;E posso ouvir você por entre as nuvens lá no céu:&lt;br /&gt;eu namoro a lua mas meu coração&lt;br /&gt;é seu”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Encontro das Águas&lt;br /&gt;Sem querer te perdi tentando te encontrar.&lt;br /&gt;Por te amar demais sofri, amor,&lt;br /&gt;me senti traído e traidor,&lt;br /&gt;fui cruel sem saber que entre o bem e o mal&lt;br /&gt;Deus criou um laço forte, um nó,&lt;br /&gt;e quem viverá um lado só?&lt;br /&gt;A paixão veio assim, afluente sem fim,&lt;br /&gt;rio que não deságua.&lt;br /&gt;Aprendi com a dor nada mais é o amor&lt;br /&gt;que o encontro das águas.&lt;br /&gt;Esse amor&lt;br /&gt;hoje vai pra nunca mais voltar&lt;br /&gt;como faz o velho pescador quando sabe que é a vez do mar.&lt;br /&gt;Qual de nós&lt;br /&gt;foi buscar o que já viu partir, quis gritar, mas segurou a voz,&lt;br /&gt;quis chorar, mas conseguiu sorrir?&lt;br /&gt;Quem eu sou&lt;br /&gt;pra querer&lt;br /&gt;entender&lt;br /&gt;o amor”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pude concluir que o “lembrei de você” talvez significasse que, ouvindo essas músicas, ele me visse como o “eu lírico” delas, como se quem estivesse pensando e se sentindo assim fosse eu. Porque não fazia nenhum sentido que ele estivesse pensando e se sentindo assim e se despedisse com “Abraços (...) Qual foi a loja que compraste teu notebook?”. Mas, no íntimo, queria acreditar que estivesse ele mesmo a se identificar com essas músicas, que, como em “Praia nua”, ele sofresse de solidão e assumisse que seu coração ainda é meu e, como em “Encontro das águas”, embora admitisse que o amor vai para não voltar, pelo menos ele afirmasse que me amou demais, que foi cruel, que me perdeu. E eu fiquei na esperança de que, enfim, ele viesse a ceder e me dizer tudo isso com as próprias palavras, me pedir para voltar para ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E segui sem lhe responder nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-7121859801323683705?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/7121859801323683705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-43-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7121859801323683705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7121859801323683705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-43-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 43                           - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-6150206738973008799</id><published>2010-11-06T04:26:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T13:39:54.398-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 42                            - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Quinto dia fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo me ligou. O visor do celular estava falhando e, logo que atendi, nem sabia quem era. Ele perguntou como eu estava, se o trabalho atingia as minhas expectativas. Eu disse que estava bem. Contei do meu trabalho, ele contou da faculdade. Ele disse que não era para eu cortar o cordão umbilical, que eu desse notícias. Eu falei que cortava o cordão umbilical mesmo e não falei se daria notícias ou não. Logo depois, ele me mandou um e-mail:&lt;br /&gt;"Adorei ter falado contigo, hoje!!! Mesmo sem ter sido reconhecido desde o início, mas valeu por saber que a sua expectativa foi alcançada e está bem, fazendo o que gosta. Isso é o que tem de mais importante ...  Abraços e desculpa alguma coisa ... Rodrigo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei estranho o “desculpa alguma coisa”. Ele nunca pedia desculpas, por coisa alguma, dizia que não se sentia culpado pelo que fizera e que, portanto, não fazia sentido pedir desculpas. Algumas vezes, duas vezes, exigi isso dele. E ele pediu forçado, sem vontade de pedir, chegou a soar falso, totalmente da boca para fora. E, de repente, agora ele pedia desculpas assim, do nada, e desse jeito vago, sem especificar do que ele estava se desculpando!? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Participe da enquete ao lado: Afinal, qual é a de Rodrigo?&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-6150206738973008799?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/6150206738973008799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-42-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6150206738973008799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6150206738973008799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-42-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 42                            - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3665807361369226499</id><published>2010-11-05T17:28:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T13:40:23.423-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 41                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Terceiro dia fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo me mandou a mensagem “Valeu, muito! Ficou muito de você em mim...”. Fiquei esperando a segunda mensagem em que ele viria a contradizer o que dissera na primeira, como ele sempre faz. Mas nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria responder: “Ficou muito de você em mim também! Em meus sonhos, ainda estamos juntos. Sempre acordo esperando encontrá-lo ao meu lado”. Eu queria continuar me comunicando com ele para que ele não se desligasse de mim, o que aconteceria se nós cortássemos completamente o contato. Mas sabia que, se escrevesse para ele, ele, sem dúvida, encontraria um jeito de me dar um fora, de me machucar, de me culpar, dizendo que eu estragara tudo, ou que nosso namoro não era para ser, que não daríamos certo, que o futuro confirmaria que foi a decisão acertada ficarmos separados, que seríamos mais felizes assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe da enquete ao lado: Afinal, qual é a de Rodrigo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3665807361369226499?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3665807361369226499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-41-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3665807361369226499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3665807361369226499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-41-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 41                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-5681623563530850445</id><published>2010-11-05T09:08:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T13:40:50.102-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 40                           - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Segundo dia fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã, recebi ainda uma mensagem sua: “Futuro: o tempo vai nos dizer o que já foi dito. O tempo não espera por ninguém, ontem foi história, amanhã, um mistério, e o presente um dádiva, por isso é chamado presente.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu pensei: "Eu não escrevi nada para ele em resposta à mensagem que ele me enviou na véspera e, se ele continua me escrevendo, é porque está ligado a mim ainda, mas, contrariamente, só escreve coisas que dizem que a gente deve ficar separado: 'o tempo vai dizer o que já foi dito', 'ontem foi história'..." Não faz sentido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-5681623563530850445?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/5681623563530850445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-40-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5681623563530850445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5681623563530850445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-40-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 40                           - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-8174947234844297809</id><published>2010-11-04T17:42:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T13:41:13.695-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 39                        - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Primeiro dia fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o avião pousou, eu achei que era a hora de encerrar esse capítulo e seguir com a minha vida. Então, escrevi para o celular de Rodrigo:&lt;br /&gt;“Não queria ter ido embora brigada com você. A intensidade do amor e do desejo que sentimos um pelo outro são as lembranças que devemos guardar. Vivi com você os mais sublimes e os mais tristes momentos da minha vida. Nós nos amamos profundamente e amar é assim mesmo. Valeu. Valeu muito viver tudo isso. Um beijo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, recebi uma mensagem dele: “Em resposta: estou de viagem para a praia. Mudar de ares, assim como você. Não briguei contigo, só sabia antes que não dávamos mais certo juntos. Por isso, viva a vida como deve ser vivida aí. Daqui, vou querer ver os programas, longas, curtas... admiro seus trabalhos! DEIXA! Temos nossas vidas pra seguir. Informação: ao sair do seu apartamento, fui ao hospital com um quadro de ansiedade. Estou melhor, preciso relaxar agora. Desejo: um ótimo início de vida longa! Fica bem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu fiquei pensando: “se ele teve quadro de ansiedade e tudo é porque gosta um monte de mim e agora que eu estou viajando ele sabe mesmo que vai me perder de vez. Ele é sempre tão frio, tão frio diante do meu desespero, se teve crise de ansiedade só pode ser isso”. Mas, ao mesmo tempo, o discurso dele é de que já sabia que não daríamos certo. E, quando me aconselha a seguir a minha vida sem ele, age como se eu estivesse pedindo para ele voltar,  o que não fora absolutamente o que eu lhe escrevera na mensagem: ao contrário, eu estava dizendo que foi bom até onde foi! É tudo tão confuso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, nessa primeira noite fora da cidade, sonhei, como sempre, que ainda estava com Rodrigo, e acordei com aquele choque da realidade. Como sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-8174947234844297809?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/8174947234844297809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-39-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8174947234844297809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8174947234844297809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-39-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 39                        - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3109941396257297505</id><published>2010-11-03T23:58:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T13:41:38.135-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 38                       - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Seis dias depois do fim do namoro, sem esperanças de que ele voltasse para mim, acabei aceitando um trabalho de dois meses noutro Estado (já dissera não a outros dois projetos fora para ficar com ele, mas, agora que já não o tinha, nada me impedia de ir). Eu viajaria em dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, preparei-me para ir encontrá-lo e entregar suas coisas. Cheguei lá. Conversamos amigavelmente. Eu falei da viagem, disse que essa seria nossa despedida e o fui seduzindo. Ele dizia que não, mas o corpo dizia que sim. Essas coisas. Ele quis que eu dormisse lá. Fizemos sexo três vezes. Ele sempre dizia uma coisa linda e depois uma coisa agressiva, me desprezando ou culpando. Do tipo: “É tão bom ficar assim contigo! Mas não é só isso”. Ou: “Era tão bom entre nós, nunca tive isso tudo com ninguém, só com você! Por que você tinha de estragar tudo?”. Era como se ele sentisse que me amava, mas a sua razão ficasse ditando que não ia dar certo o tempo inteiro, e ele não seguisse, então, os seus sentimentos. Eu ainda disse que ficaria, recusaria o trabalho, não viajaria, para ficar com ele. Mas ele disse que continuaríamos terminados mesmo que eu ficasse porque não daríamos certo. Mas confessou que sentia aquela agonia no peito, que a gente sente quando ama, e também quando está meio angustiado, porque amor mesmo não é a coisa mais tranqüila do mundo. E, quando eu lhe disse que eu vivi com ele os melhores momentos da minha vida, ele respondeu que também vivera comigo os melhores momentos da sua vida. E nos despedimos no carro, foi lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, logo depois que saí para preparar as malas para a viagem, ele me mandou um e-mail que parecia contradizer tudo o que havíamos passado de mágico naquela noite e naquela manhã: “Percebo que você está aceitando melhor o que se passa conosco. Claramente, o fim de nosso relacionamento estava revelado desde o sexto mês. Pensei muito em você, como ainda penso nas palavras e nas tomadas de ações, tudo para não te machucar com a nossa atual realidade, porque prezo muito pelo seu sentimento... A sua viagem é a oportunidade que procurou. Deve ir!!! Será bom para você e torço muito pela sua felicidade em qualquer lugar que seja.    Fica na santa paz, Abraços, Rodrigo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me ligou em seguida para dizer que enviara o e-mail e eu lhe pedi que não escrevesse mais assim para mim. Acabávamos de passar uma noite e uma manhã linda juntos, como namorados, ou amantes, ou seja lá o que, e ele já estava me tratando por “Abraços”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei-lhe se ele me levaria ao aeroporto. Ele disse que ficava complicado. Eu disse que era mesmo isso o que eu poderia esperar dele. Mas, depois, ele me mandou uma mensagem dizendo que poderia me levar. E, mais tarde, quando liguei para acertar tudo, ele avisou que haviam acabado de assaltar um vizinho da rua do prédio de sua mãe e que ele achava que seria muita exposição me levar às 4:30h da manhã, que seria melhor que eu fosse de taxi. Propus que ele me pagasse à meia-noite, seguiríamos para o nosso antigo apartamento, onde faríamos hora antes de sair para o aeroporto. Mesmo assim, ele não quis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele chegou no prédio da minha mãe, para me trazer a encomenda que lhe pedi, ele não queria subir, mas eu o obriguei. Não queria sentar na varanda, mas eu o obriguei. Ele disse que estava passando mal, pediu chiclete ou água. Quando eu trouxe a água, já o encontrei de pé, perto da porta. Eu entreguei a água e abri a porta. Ele disse:&lt;br /&gt;– Tinha mesmo de ser assim.&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;– Não, Rodrigo. Gostar ou não gostar têm de ser, mas terminar ou continuar não têm nada a ver com destino, são decisões de livre arbitrio, decisões que a gente toma. &lt;br /&gt;Ele disse que eu o estava irritando. E eu lhe disse que ele me deixara com raiva dele. Ele me deu dois beijinhos no rosto meio roubados, enquanto eu me esquivava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi nesses termos que ele entrou no elevador e desceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3109941396257297505?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3109941396257297505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-38-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3109941396257297505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3109941396257297505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-38-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 38                       - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-2112475995024296759</id><published>2010-11-01T23:41:00.001-03:00</published><updated>2010-11-07T13:41:59.923-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 37                  - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Então, três meses depois, Rodrigo terminou novamente o namoro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aconteceu da seguinte forma. Marcamos de ir a uma boate com seu irmão, a mulher dele, o irmão dela. Quando chegamos na boate, ele começou a ficar meio distante. Sentados à mesa, esperando o show começar, ele comentou que havia mais solteiros do que casais por lá. E observamos que havia mais grupos de homens do que de mulheres. E eu comentei que isso era até engraçado, porque o ingresso de homem era mais caro. Ele dançou comigo sem interagir, sem ter reação aos meus beijinhos, sem me abraçar, e isso nunca acontecia quando saíamos para dançar. À mesa, com seu irmão e esposa, ele comentou que o bar estava com homens demais, que era melhor que estivesse com mulheres demais, para poder paquerar. E eu disse: "ãh? hein?", como quem sabe que ele está provocando e finge que entra na brincadeira. E ele respondeu, sério: "Foi isso o que você ouviu".  Então, o cunhado do seu irmão referiu-se a mim como esposa de Rodrigo, e Rodrigo disse, em alto e bom tom para todos ouvirem: "Que é isso? Você está elevando um patamar. Ela é apenas minha namorada!". E saímos sem que ele me desse a mão. Eu estava dirigindo. Logo depois de deixar seu irmão e sua cunhada, falei, danada, que ele não me dera atenção, que me humilhara. Quis deixá-lo no apartamento da mãe, ou no seu carro, quando chegamos no nosso prédio. Mas ele subiu para pegar a chave do carro e, então, tirou tênis, camisa, e achei que íamos fazer as pazes. Mas ele sentou no sofá e falou: "É. Era para ser assim mesmo. A gente não está mais dando certo há um bom tempo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quis ir embora do apartamento, porque não queria passar por aquela conversa de final de namoro de novo. Estava já me sentindo mal. Ele escondeu a chave do meu carro, alegando que se preocupava com o fato de eu vir a sair de madrugada. Ele disse que dormiríamos e conversaríamos descansados na manhã seguinte. Eu perguntei se iria terminar ou continuar comigo na manhã seguinte. Ele falou que conversaríamos para decidir o que seria melhor para nós. Eu falei que ele estava me tapeando, mas ele disse que não, que falava a verdade. Tomei meio Rivotril, a que tive de recorrer quando ele terminou comigo pela primeira vez, para conseguir me acalmar. Eram 5 horas da manhã. Às 7:30h, senti um aperto no meu dedão do pé, acordei. Era ele, sentado na beira da cama. Pela fresta da porta, na sala, bem no meu ângulo de visão, eu via toda a sua bagagem pronta.  Ele disse que já estava tudo empacotado, que estava me acordando para me avisar que estava indo embora. Eu falei: "Como eu pude ser tão ingênua e acreditar em você de novo? Você disse que íamos conversar para tomar a decisão que fosse melhor para nós. E já está aí com as malas prontas". Ele respondeu: "Nós estamos conversando. E essa é a melhor decisão para nós". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão principal era o fato de ele não confiar mais em mim. A noite da véspera, na boate cheia de homens, fora a pontinha do iceberg. O problema mesmo era, como sempre, a minha relação com Ilma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas semanas antes, fora o chá de panela de uma antiga colega de colégio. Eu estava organizando tudo e Ilma seria uma das convidadas para a festa. Um dia, deixei o e-mail aberto por alguns minutos na casa da mãe de Rodrigo, mas antes de sair da casa, passei no seu computador e saí do meu e-mail. Ele ficou muito chateado. Para ele não fazia sentido que eu tomasse essa precaução. Ele dizia: “Eu li todos os seus e-mails, todos, sei tudo o que há lá. Se, a partir de agora, você não me deixa mais  ler, é porque alguma coisa está acontecendo a partir de agora que você não quer que eu veja”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Esse argumento que ele usou merece um aparte. Três meses atrás, quando ele terminou o namoro comigo pela primeira vez, acusei-o de ter pego minhas senhas de e-mail na lista de senhas que ficava no escritório. Ele negou e tornou a negar inúmeras vezes. Mesmo assim, troquei todas as senhas. Agora, e somente agora,  tanto tempo depois, e apenas para reforçar seu argumento, ele assumiu que lera todos os meus e-mails e, conseqüentemente,  que pegara todas as senhas. E admitiu isso sem se encabular com o fato de que, assim, estava confirmando que mentira para mim durante quase três meses. E ainda falou, com a maior tranquilidade, que não achava nada errado o que ele havia feito. Fim do aparte.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu expliquei para ele que não deixava que ele lesse meus e-mails para preservar minha privacidade, porque era errado que ele lesse, porque todo mundo, inclusive meu psicoterapeuta, dizia que eu não deveria permitir isso. Mas, quando ele demonstrou que sentia necessidade de olhar os meus e-mails porque estava preocupado com o encontro com Ilma que ocorreria durante o chá de panela, eu deixei, por cinco minutos, enquanto tomava banho, meu e-mail aberto para que ele visse, às escondidas, que não  havia lá nada demais. Infelizmente, ele só teve tempo de ver que havia e-mails trocados entre mim e Ilma, mas não conseguiu acessar o seu conteúdo antes que eu saísse do banho. E a emenda acabou saindo pior que o soneto. Quando, enfim, chegou o dia do chá de panela, em que somente meninas podiam estar presentes, coloquei o celular no silencioso, para não atrapalhar a entrega dos presentes, mas acabei esquecendo-o no silencioso, no bolso do casaco durante grande parte da noite. Quando percebi que havia uma ligação perdida de Rodrigo, gelei. Pensei: “Ele vai ficar desconfiado!” Senti tanto medo. Naquela ocasião, ele estava viajando para fazer um concurso. Tentei ligar para ele de volta, inúmeras vezes, mas o celular estava desligado, provavelmente porque ele estava na estrada, e, aparentemente, quando você está fora do seu Estado, a operadora não manda mensagem para o seu celular avisando das ligações perdidas. Então, ele não chegou a saber quão insistentemente tentei falar com ele. Enfim.  Tudo isso fez com que ele pensasse que eu tinha um caso com Ilma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nessa noite-madrugada-manhã em que ele terminava o namoro comigo pela segunda vez, contra a orientação do psicoterapeuta e os conselhos dos meus amigos, no  pânico de perder Rodrigo, cheguei a abrir o meu e-mail na frente dele para que ele visse que não havia nada lá, que a correspondência com Ilma não tinha nada de comprometedora, mas isso nem sequer adiantou, porque ele disse que agora era tarde demais, que o fato de eu não deixar que ele acessasse meus e-mails antes era prova de que eu não queria ter com ele uma relação de cumplicidade. Eu lhe falei que nós tínhamos muita cumplicidade emocional, sexual, e que ler os emails não tinha nada a ver com isso.  Disse que eu o amava, que era fiel, chorei, me desesperei, mas nada adiantou, ele estava irredutível: não confiava mais em mim e pronto. Eu lhe disse que o problema era sua insegurança, não minha fidelidade. Ele disse que eu o deixava inseguro. E eu lhe disse que é o fato de ele gostar de mim que o deixa inseguro, porque quem gosta tem medo de perder. E que eu também me sentia assim, muitas vezes, mas não estava terminando tudo por causa disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto eu chorava desesperada, ele dizia que achava que eu era mais forte do que isso, que não sabia que eu era tão fraca assim. E falava isso com um grande desprezo, uma imensa frieza e  a maior superioridade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-2112475995024296759?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/2112475995024296759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-37-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/2112475995024296759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/2112475995024296759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-37-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 37                  - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-5064045458414864065</id><published>2010-11-01T00:47:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T13:42:27.134-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 36                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Rodrigo tinha essa obsessão por Ilma. Achava que não estava certo que eu ainda mantivesse contato com uma ex-namorada. Não adiantava dizer que eu nunca a amara, nem durante o namoro, e não queria dela nada além da amizade de sempre. Não adiantava dizer que o que eu sentia por ele agora, e o que eu senti por ele quando éramos crianças, era muito mais intenso do que eu jamais sentira por qualquer outra pessoa na minha vida.  Ele continuava com ciúmes e desconfianças. Eu tinha tanto medo de perdê-lo que, embora eu tivesse completa consciência de que não estivesse fazendo nada errado ao entrar em contato com ela, acabei, algumas vezes, agindo como se fosse culpada, como aconteceu quando apaguei alguns e-mails que trocamos e que, de verdade, não diziam nada de mais. Acontece que Rodrigo (embora ele viesse a negar isso ainda por muito meses, mentindo com a maior tranqüilidade) já havia  encontrado, no escritório, a lista com as minhas senhas de e-mail e já lera tudo que havia lá. E, certamente, ficou mais desconfiado da súbita ausência das mensagens que lera lá do que do seu conteúdo. O fato é que ele andou me inquirindo a respeito do meu contato com ela, e, quando falei que, de vez em quando, nós trocávamos algumas palavras no messenger, cujo conteúdo ele não tinha como verificar, ciumentíssimo, terminou o namoro comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei arrasada. Arrasada. Eu pensava que viveria com ele o resto da vida. Em vários momentos do dia, eu simplesmente esquecia que o namoro havia acabado. Às vezes pensava que precisava me apressar para estar em casa às 22h, para recebê-lo quando ele voltasse da aula, e, então, prepararmos o jantar juntos, conversarmos um pouquinho, e ficarmos juntinhos, namorando, até dormirmos nos braços um do outro. Às vezes pensava que, agora que a fantasia já estava pronta, só precisava de mais alguns ensaios para fazer um outro número de dança para ele!  Às vezes pensava: “Que bom que o resfriado já passou e Rodrigo vai poder me levar novamente às estrelas!” Quando percebia que tudo isso já não podia acontecer, sentia como se estivesse vivendo um pesadelo do qual não conseguia acordar. Porque essa realidade não parecia nem um pouco real! O fim do nosso namoro não condizia com a intensidade do amor que vivêramos, com todo o interminável desejo que sentimos um pelo outro, com toda a magia que contribuiu para que nos reencontrássemos e ficássemos juntos, pois tantas coincidências não poderiam ser apenas coincidências!   O julgamento severo que determinou o fim do namoro, baseava-se em fatos tão poucos, tão bobos, tão absolutamente banais, tão irrelevantes diante de tanto amor, tanto desejo, tanta magia! Nada fazia sentido, como se realmente tudo não passasse de um pesadelo. Cheguei a começar a fazer terapia para suportar a dor. Tanto lhe escrevi, dizendo que o amava, implorando para voltarmos. Ele estava irredutível. Dizia, superior, frio, duro que eu mentia e que ele não confiava mais em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis dias depois, marcamos num parque a devolução das últimas coisas que guardávamos um do outro.  Ele deixara o meu tupperware no carro, eu lhe devolvi os seus dois DVDs, mas deixei o seu kit de banho no apartamento. Sentamos. Conversamos. Ele falou que era melhor mesmo estarmos terminados, que era para o meu próprio bem, pois, se ficássemos juntos, ele acabaria me traindo. Eu falei que, quando uma pessoa trai, trai porque encontrou uma pessoa interessante, atraente, desejável, que faz com que ela até esqueça que tem uma namorada ou que não se importe com o fato de ter uma namorada, mas ninguém trai porque acha que não confia mais na namorada e portanto precisa traí-la. Ele respondeu que a pessoa trai se acha que a namorada não vale mais a pena. E claro que eu disse que eu valia a pena, e claro que eu disse que nosso amor era grande demais para se perder por bobagens, ciúmes bobos, inseguranças minhas e dele, e claro que falei que o fato de ele nunca ter se tornado amigo de ex-namorada não quer dizer que seja impossível ou errado que isso aconteça, e claro que falei que não éramos donos um do outro para controlar a vida um do outro dessa maneira, que precisávamos aceitar as nossas diferenças e confiar um no outro porque eu nunca gostei de ninguém como gostei dele nem ele gostou tanto de ninguém quanto gostou de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que concluiu a conversa foi a seguinte frase que ele falou:&lt;br /&gt;– Talvez o jeito como eu gosto de você tenha mudado. Eu gosto de você como amiga agora. &lt;br /&gt;– Então está mesmo tudo acabado. – Disse, levantando. &lt;br /&gt;Comecei a me afastar. Ele me pediu para parar, esperar. Ia deixando os DVDs no banco ao correr atrás de mim, e eu apontei para que ele não os esquecesse. Segui em disparada na direção da saída do parque. Ele ia correndo atrás de mim, me dizendo que precisava me entregar o tupperware, que me daria uma carona para casa. Eu disse que não queria o tupperware, que ficasse com ele, ou que jogasse fora, que iria para casa andando.  Falei que amanhã ele pegasse o seu kit na portaria. Ele falou:&lt;br /&gt;– Nós ainda podemos ser amigos.&lt;br /&gt;Eu parei. Olhei para ele e falei:&lt;br /&gt;– Não, Rodrigo. Eu gosto demais de você para ser sua amiga. Entendeu a diferença entre você e Ilma agora? Eu podia ser amiga de Ilma porque eu não sentia nada por ela! &lt;br /&gt;Voltei a andar, rápido. Atravessamos o portão do parque. Seguimos pela avenida. Ele disse que, quando eu chegasse, encontraria o tupperware na portaria. Na esquina como parque ele parou.&lt;br /&gt;– É aqui que está o carro.&lt;br /&gt;Eu disse:&lt;br /&gt;– Você entendeu, não é? Que foi você quem estragou tudo? Com sua insegurança, você jogou fora o amor gigantesco que a gente sentia um pelo outro.&lt;br /&gt;Não esperei uma resposta, atravessei a rua e segui caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apenas quatro metros da esquina com a minha rua, um rapaz passou de bicicleta e me mandou dar a bolsa. Estendi a bolsa para ele. E fiquei, assim, sem celular e sem as chaves de casa. E fiquei sem saber o que fazer, desnorteada. Contei ao segurança do restaurante da esquina que havia sofrido  um assalto e perguntei se ele poderia me emprestar o celular para que eu fizesse uma ligação a cobrar. Mas depois vi o orelhão e dispensei. Mas então lembrei que não poderia ligar para mamãe, que estava de cama, resfriada, nem para Rodrigo,  cujo número nunca chegara a decorar. Então vi Rodrigo descer do carro na minha rua. Contei do assalto. Ele me colocou no carro, refizemos o caminho por onde julgava que o ladrão teria ido. Encontramos minha bolsa jogada, as agendas, o batom mas nada do celular, dos documentos ou das chaves de casa. Rodrigo ligou para o meu celular para negociar com o ladrão as chaves de casa, mas o ladrão mentiu dizendo que jogara na rua e desligou o aparelho. Rodrigo foi muito companheiro e carinhoso. Depois, em lugar de me deixar no apartamento de Mamãe, como eu pedira, disse que jantaríamos na casa da sua mãe. Paramos numa padaria, seguimos para lá. Eu fui para a varanda e me sentei. Ele me acompanhou. E falou:&lt;br /&gt;– Eu não iria me perdoar se tivesse acontecido algo com você. Mesmo eu tendo lhe dito que eu a levaria.&lt;br /&gt;E me deu um beijo no rosto. Um no pescoço. Outro no rosto. E pegou minha mão. E, daqui a pouco, eu estava em seu colo e nos abraçávamos forte e beijávamos. E eu até brinquei:&lt;br /&gt;– Fala a verdade. Você pagou uns dez reais para o rapaz e disse: “assalta aquela menina de vermelho. Leva o celular e as chaves de casa para ela ficar com um pouquinho de medo e se aconchegar nos meus braços, mas deixa o batom Marcelo Beauty porque esse tom de vermelho já saiu de linha”.&lt;br /&gt;– Eita humor macabro – falou, rindo.&lt;br /&gt;Ele me levantou me conduzindo até o quarto.  Fui me deixando levar. No final da noite, ele falou: &lt;br /&gt;– Eu estava com tanta vontade de você.&lt;br /&gt;Eu não respondi. Ele continuou:&lt;br /&gt;– Eu acho que confundi as coisas. Nós podemos ser diferentes.&lt;br /&gt;– Como assim?&lt;br /&gt;– Nesse tempo que nós moramos juntos. Eu confundi as coisas. Eu achei que podia ser seu dono. E eu não posso.&lt;br /&gt;– Nem eu posso ser sua dona. &lt;br /&gt;– É.&lt;br /&gt;– Mas podemos ser felizes juntos sem sermos donos um do outro.&lt;br /&gt;– É.&lt;br /&gt;– Não podemos?&lt;br /&gt;– Podemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ficamos bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-5064045458414864065?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/5064045458414864065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-36-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5064045458414864065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5064045458414864065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/11/postagem-36-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 36                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3244124036302776547</id><published>2010-10-27T19:49:00.004-03:00</published><updated>2010-11-07T13:43:25.235-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 35                - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Claro que não. Doze dias depois, estávamos em sua casa de praia quando ele me falou que  ele tinha razão para estar sempre avaliando, porque assim poderia identificar as falhas, e que eu cometera mais uma falha imensa. Evidentemente, eu fiquei irada e me levantei para sair. A falha fora: um dos meus 80 CDs da pasta de Instaladores de Programas e Backups tinha o rótulo: “Fotos com Ilma”.  Por mais que eu tenha lhe explicado que aquela é a única pasta de backup que tenho e, por isso, as fotos só poderiam estar nela, por mais que eu tenha dito que o fato de as fotos estarem guardadas lá não significa que eu as veja, por mais que eu tenha contado que eu nem lembrava da existência desse CD e nem me passara pela cabeça que ele pudesse sentir-se mal por isso, ele continuou considerando aquilo uma falha grave. Não era falha. Muito menos grave. Não era nada. Nada. Mesmo assim, eu lhe falei que, embora aquilo não significasse nada para mim, eu poderia tirar aquele rótulo de CD da sua vista, para que ele não se sentisse mal. Mas a briga foi crescendo muito, graças à incrível disparidade de valores atribuídos por mim e por ele à mesma coisa. No final das contas, ele estava me dizendo “A avaliação ainda não acabou”  e eu estava falando “Eu não sou apaixonada o suficiente por você para ter de passar por isso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um círculo vicioso. Primeiro, ele demonstrava, com os testes, as avaliações, as ameaças, as ressalvas (“Eu sou todo seu, enquanto você merecer”; “É tão bom estar contigo, só não sei o quanto vai durar”; “Eu só quero você, por enquanto, mas  não sei como vai ser o futuro”), que ainda não sabia se eu valeria a pena. Isso me deixava muito triste e insegura. Como vingança, eu tratava de deixá-lo inseguro também, fingindo que não estava completamente ligada a ele (em atitudes, como desligar o celular, ou palavras, como “A gente está muita casado, é melhor nos vermos menos”, ou “Você tem que me segurar, senão eu vou embora” ou “Não me faça ciúmes, Rodrigo, eu posso ser muito vingativa” ). Ele acabava avaliando essa minha falsa indiferença como mais uma falha e voltava a demonstrar que ainda não sabia se eu valeria a pena.  Isso me deixava muito triste e insegura. Como vingança, eu tratava de deixá-lo inseguro também, fingindo que não estava completamente ligada a ele. Ele acabava avaliando essa minha falsa indiferença como mais uma falha e voltava a demonstrar que ainda não sabia se eu valeria a pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas devia mesmo ser um amor imenso esse que vivíamos. Pois, apesar disso tudo, continuávamos juntos, querendo tanto um ao outro, colecionando momentos e palavras apaixonados, como os que listo baixo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não tem noção de quanto desejo você. Basta você tocar em mim para que eu fique louquinha. Às vezes basta que eu pense em você”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É impressionante. A gente se vê todos os dias, acorda junto todas as manhãs, dorme junto todas as noites, mas a vontade não passa!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É uma sensação assim de quero mais, e mais, e mais, e mais...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que você tem que me deixa tão doido por você?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É tão melhor quando a gente gosta. É... mágico.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Tão bom ficar assim com você. Tão bom, que eu estou ficando viciado nisso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por mim, ficava assim a tarde inteira. E a noite. E a madrugada. E a manhã do domingo, e a tarde, a noite, a madrugada. A segunda inteira. A terça inteira. A quarta. Depois a quinta, a sexta, o sábado, o domingo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Adoro essas tardes horizontais com você! A gente se encaixa tão bem.  Não dá vontade de sair daqui.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Penso em você todo o tempo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo em você é bom”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como é bom ter você em minha vida !”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Era tudo o que eu mais queria. Ter alguém como você na minha vida. E assim, meio por acaso. É engraçado, não é? Você apareceu na hora certa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É engraçada a história da gente. A gente se conheceu no início e se reencontrou no fim. A gente se conheceu na fase de descobertas e se reencontrou na fase de definições.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É tão bom programar o futuro contigo. Mesmo que ainda indefinido, o importante é estar junto de você.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Não pense em incertezas, menina, porque o que eu sinto por você é uma certeza.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por várias vezes senti vontade de dizer que o amava. Uma vontade imensa, imensa. E também vontade de ouvir isso, com todas as letras. E sei que ele se sentia da mesma maneira. Porém,  nem dissemos, nem ouvimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3244124036302776547?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3244124036302776547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-35-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3244124036302776547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3244124036302776547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-35-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 35                - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-8783723190062572174</id><published>2010-10-27T16:06:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T13:43:49.970-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 34               - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Naquela mesma noite, entre lágrimas, liguei para ele, mas o seu celular estava desligado. No dia seguinte, no meio da tarde, liguei para a casa da sua mãe. Informaram-me que ele saíra. Liguei então para o seu celular, que chamou, mas ele não atendeu. Muito aflita, telefonei para minha irmã, para pedir conselho. Ela me disse: “Ele acha que domina você completamente, você tem que demonstrar indiferença, sumir, para que ele sinta medo de perdê-la e corra atrás.” Eu argumentei que ele era ciumento, gostava de ser paparicado, e que, se eu sumisse, perderia ainda mais pontos. Ela respondeu, muito coerentemente: “Você está ouvindo o que você está falando? Quem ele pensa que é para ficar atribuindo nota a você? Ele não tem a superioridade necessária para fazer isso! E você não pode se submeter dessa maneira!”.   Quando desliguei o telefone, pensei nas coisas que ele vinha me dizendo, lembrei que, mesmo antes de eu trocar seu nome, ele disse que ainda era cedo para parar de me testar, pensei na ameaça de me trocar pela outra garota, pensei no fato de ele não me considerar ainda a mulher nota 10 com quem queria dividir sua vida, pensei na mensagem que me mandou na véspera dizendo que ainda precisávamos nos conhecer melhor. Eu gostava tanto dele, tanto, queria tanto continuar com ele, tinha tanto medo de perdê-lo, mas sabia que ele não tinha o direito de fazer comigo o que estava fazendo. Então, desliguei o celular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo me ligou duas vezes naquela mesma noite, mas não retornei.  Trabalhei até tarde e mal dormi, ansiosa demais com toda essa história. Na manhã do outro dia, meu celular já estava ligado e ele me acordou com um telefonema. Eu esperava tanto daquela ligação: um pedido de desculpas, palavras de carinho, uma declaração de amor, o compromisso de que ficaríamos bem. Mas não. Ele apenas queria que eu revisasse um trabalho de faculdade dele até o final da manhã. E nem se encabulou com o fato de ter me acordado, ou sequer pediu “por favor”.  Nem sei por que aceitei fazer a revisão! Em primeiro lugar, ele não merecia; e, em segundo lugar, eu nem estava tão disponível assim, pois corria contra o tempo para terminar de editar meu curta! Quando lhe enviei o texto revisado, ele agradeceu sem grande efusão, como se o que eu fizera fosse obrigação minha. Isso me deu mais razão para desligar o celular de novo, e, agora, com menos pesar: a raiva era tão grande que eu comecei a achar que já não gostava tanto dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da manhã seguinte, Rodrigo tentou novamente falar comigo pelo celular. Até que, já no final da manhã, ligou para a casa do meu pai e eu, que ainda estava dormindo, sem imaginar que podia ser ele, atendi logo no primeiro toque. Mais esperanças rodeavam aquela ligação, e mais uma decepção estaria por vir, elevada à potência da reincidência. Ele falou:&lt;br /&gt;– Eu gostei tanto da revisão que você fez no meu artigo que vou  lhe mandar outro agora para revisar!&lt;br /&gt;Dessa vez eu disse que não, falei que não tinha tempo, que estava editando meu curta. &lt;br /&gt;– Não precisa ser hoje. Pode ser amanhã, depois que o filme acabar.&lt;br /&gt;– Amanhã ainda estarei editando! &lt;br /&gt;– É pequenininho, pode ver na hora do almoço. Pode lê-lo em lugar de ler prosa ou poesia. &lt;br /&gt;– Eu vou trabalhar hoje, mas, mesmo que eu estivesse livre o suficiente para ler prosa ou poesia, Rodrigo, eu não sou obrigada a interromper essa distração para revisar o seu trabalho porque eu não sou sua funcionária. Eu sou outra coisa sua, não sua funcionária. &lt;br /&gt;– Eu vou mandar para o e-mail. Você abre lá para ver. &lt;br /&gt;– Rodrigo, eu não vou abrir. &lt;br /&gt;– Vai. Eu sei que você vai. Eu vou mandar. Vou mandar agora pela manhã. &lt;br /&gt;– Rodrigo, você me acordou ontem às 8:40h da manhã, depois de eu ter passado a noite inteira trabalhando, só para que eu revisasse seu texto. E eu ainda fiz isso, só porque sou uma pessoa muito legal. Tá bom! Cansei de ser boazinha. Estou vendo agora que você me ligou quatro vezes essa manhã! Você me ligou só para me pedir para revisar esse texto!? – Perguntei.&lt;br /&gt;– Também. Mas também porque quero ver você hoje à noite. &lt;br /&gt;– Ótimo. Vamos nos ver mesmo hoje à noite. Vai ser bom conversarmos pessoalmente. &lt;br /&gt;– Tá. Mas eu vou mandar agora. &lt;br /&gt;– Mande. Não posso impedi-lo de mandar. Mas não espere que eu leia. &lt;br /&gt;E foi assim que eu desliguei o celular. E era capaz de apostar que ele não ia me ligar naquela noite. Não ia querer me ver de jeito nenhum agora que sabia que eu estava danada da vida com ele e ainda com planos de discutir a relação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, no início da tarde, ele telefonou novamente para a casa do meu pai. &lt;br /&gt;– Estou na frente da sua casa. Você abre para mim? Quero lhe dar um beijo! &lt;br /&gt;Eu abri para ele. Ele me deu um selinho. Eu fiquei meio distante. Ele falou:&lt;br /&gt;– Vim aqui lhe trazer o artigo para você revisar. &lt;br /&gt;E eu respondi, irada:&lt;br /&gt;– Sério!? Eu não acredito, não. &lt;br /&gt;– É sério. Está aqui no pendrive. &lt;br /&gt;Foi quando falei:&lt;br /&gt;– Rodrigo, muita coisa mudou desde a pizzaria.&lt;br /&gt;– O que aconteceu na pizzaria?&lt;br /&gt;– Eu tive de ouvir de você de novo todas as coisas que eu não gostava de ouvir. &lt;br /&gt;– O que eu disse?&lt;br /&gt;– Você disse que para ficar com você eu teria de ser uma mulher nota 10 em todas as categorias, o que é ridículo! E que você ainda precisa de tempo e convivência para verificar se eu seria nota 10 ou acima da média. E ainda me ameaçou de novo de me trocar pela sua ex-namorada virtual se eu deixasse de ser muito especial. E, como se já não bastasse, quando eu já estava em casa, me mandou uma mensagem dizendo que  ainda há muito que você precisa conhecer de mim, para me avaliar melhor, não é? E, depois disso tudo, praticamente só falou comigo para me pedir para revisar seus artigos! Isso foi desgastando, Rodrigo. E o que eu sentia por você foi esfriando por causa disso. Lembra como eu tinha vontade de estar juntinho de você o tempo todo? Pois bem. Depois de tudo isso, eu nem tinha mais vontade de ver você. Tanto que desliguei o celular. &lt;br /&gt;– Eu não acredito que você não iria fazer a revisão só por causa disso?&lt;br /&gt;– Rodrigo, eu não estava nem considerando você mais meu namorado, e ainda iria revisar seu trabalho? Já havia me arrependido à beça de ter revisado o outro, depois de ter ouvido de você tudo o que ouvira na pizzaria!&lt;br /&gt;– Mas que sentimentos volúveis são esses que mudam em um dia?&lt;br /&gt;– Não foi um dia. Você já me testa desde o início do namoro. Já faz  uma semana que você anda me ameaçando. Eu acho que ainda tem jeito. Eu quero que tenha. Porque a história da gente é muito mágica para acabar assim. Mas você tem que me conquistar de novo. Tem que fazer por merecer. Porque eu sou uma pessoa super competente, trabalhadora, inteligente, honesta, fiel, amorosa, apaixonada! E, sinceramente, não tenho de ficar ouvindo essas coisas, não tenho de ficar sendo continuamente avaliada e ameaçada! Você tem que voltar a ser o Rodrigo de antes. Aquele que me mandava mensagens fofas. Se bem que antes você também me testava. A diferença é que eu passava nos testes, e agora eu reprovo. E antes você não me ameaçava. &lt;br /&gt;– Se você reparar, eu só mudei depois que você começou a fazer besteira. &lt;br /&gt;– Sim. Eu sei. Eu percebi. Desde que eu, sem querer, troquei seu nome pelo de Ilma pela primeira vez, você parou de me mandar mensagens bonitas e começou a me ameaçar. &lt;br /&gt;– Você ficou magoada por conta disso, não ficou?&lt;br /&gt;– No começo eu fiquei magoada, depois fiquei com raiva, o que me fez começar a deixar de gostar de você. &lt;br /&gt;– Pois bem. Eu também fiquei magoado quando você trocou meu nome. Ela ainda precisaria estar muito presente na sua vida para você trocar nossos nomes tantas vezes! &lt;br /&gt;– Nos somos amigas agora.&lt;br /&gt;– Então. Você ficou  magoada. Eu fiquei magoado. Estamos quites. Vamos começar de novo agora.&lt;br /&gt;– E você não vai mais me ameaçar de me deixar pela sua ex-namorada?&lt;br /&gt;– Não.&lt;br /&gt;– E vai parar completamente com os testes, todos os testes?&lt;br /&gt;– Vou. &lt;br /&gt;– Tá. Tudo bem. Vamos tentar.&lt;br /&gt;Será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-8783723190062572174?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/8783723190062572174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-34-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8783723190062572174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8783723190062572174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-34-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 34               - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-4340446769780860693</id><published>2010-10-24T14:43:00.005-03:00</published><updated>2010-11-07T13:44:14.090-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 33                     - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Mas nem tudo era um mar de rosas. Rodrigo me dizia coisas lindas, românticas, apaixonadas, muitas vezes. Mas, outras vezes, fazia ressalvas às declarações que acabara de fazer. E ele me testava, o tempo todo, e, com base nesses testes, me avaliava, dando ou tirando pontos. Era como se ele não tivesse coragem de mergulhar profundamente na nossa relação, a menos que ela fosse idealmente perfeita, e, assim, estivesse sempre procurando uma falha qualquer para poder escapar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorávamos há apenas 10 dias quando ele me escreveu,  num feridão que passou com a família noutro Estado: “Lembrei muito de você e como quis você! O melhor é que estou querendo mais e mais  e mais... Quero você, só quero você, somente quero você, muitooooooooo... Esperei um tempo por isso que está acontecendo...Tudo está fluindo bem, se continuar assim melhor ainda...”. Percebeu o “ se continuar assim”? Era essa a ressalva de que eu estava falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorávamos há apenas 24 dias, quando ele, ao criar uma nova senha de acesso para o seu computador, disse-a em voz alta, diante de mim. Eu falei, brincando:&lt;br /&gt;- Faz todo sentido dizer a senha em voz alta. &lt;br /&gt;E ele respondeu:&lt;br /&gt;- Eu não sei se vai durar. Nenhuma das duas coisas. &lt;br /&gt;As duas coisas seriam, na minha interpretação, a senha e minha presença em sua vida, única testemunha da criação da senha. Foi uma frase bem cruel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando completamos um mês de namoro, ele me falou:&lt;br /&gt;- Um mês. Eu passei um mês procurando uma falha, um defeito. Se tivesse encontrado qualquer uma, qualquer uma, teria terminado o namoro ou não teria levado o namoro como levei. Não valeria a pena. Nesse período, tive alguns reencontros com ex-namoradas, você sabe. Se tivesse encontrado alguma falha, poderia ter retomado os namoros. Mas eu não encontrei. Nenhuma. Tem sido perfeito. Tanto fisicamente, quanto realmente, quanto virtualmente. Você ouviu?&lt;br /&gt;- Ouvi.&lt;br /&gt;- Não me decepciona, viu?&lt;br /&gt;Eu balancei negativamente a cabeça.&lt;br /&gt;- Nem você a mim.&lt;br /&gt;O que pensar desse diálogo? Eu estava sendo testada todo esse tempo. Estava também  sob o risco de ser trocada por uma ex-namorada a qualquer momento, sempre que ele esbarrava com uma delas na faculdade ou outra ao telefone. Ele achava a nossa relação uma “pena” que precisava não possuir qualquer falha para poder “valer”. E estava procurando com afinco por essa falha, procurou-a durante um mês inteiro, como se desejasse realmente livrar-se da pena!  E tudo isso seria péssimo, não fosse a conclusão de que ele não encontrou qualquer falha. Mas, se encontrasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos com um mês e cinco dias de namoro. Já havíamos feito todos os exames e começamos a fazer sexo sem camisinha, mas eu ainda não tinha começado a tomar anticoncepcional e acabei tendo de recorrer à pílula do dia seguinte. Ele me ligou para saber se eu lembrara de tomar a segunda dose da pílula e, como eu tinha lembrado, ele me escreveu: “Parabéns! Você está atenta a todos os testinhos, estou amando isto” Eu mandei outra mensagem perguntando: “Testinhos?” E ele respondeu:  “Testinhos, sim! Desde o dia do nosso reencontro te observo, muitooo..” . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos com um mês e treze dias de namoro, quando eu conheci sua mãe, que pareceu gostar de mim, e o apresentei a meus pais. Logo em seguida, ele me escreveu:&lt;br /&gt;“Como você é linda!! ! Vive passando nos testes...”&lt;br /&gt;Mas eu só a mensagem vi no final da tarde, porque a caixa estava lotada. Ele me alertou:&lt;br /&gt;- Presta atenção, menina. &lt;br /&gt;E eu fiquei preocupada de que essa fosse uma falha que não passasse no teste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um mês e quinze dias de namoro, ele me falou que eu passara em todos os testes, menos um. Eu quis saber que teste era esse. Depois de muita relutância ele falou:&lt;br /&gt;- Você diz palavrão.&lt;br /&gt;− Eu só disse palavrão uma vez. E nem foi em situação de palavrão. Usei “puto” como se usa “irado”!&lt;br /&gt;- Antes tivesse sido numa situação de palavrão. Se tivesse dado uma topada, por exemplo. Mas você falou com tanta naturalidade!&lt;br /&gt;- Não é possível que você não diga palavrão.&lt;br /&gt;− Eu digo. Mas sou homem, é diferente. É muito feio mulher falando palavrão. &lt;br /&gt;Eu fiquei chateada. Chateada mesmo. E falei:&lt;br /&gt;− Acho horrível você ficar me testando! Um teste atrás do outro para ver se eu valho a pena!&lt;br /&gt;− Não é para ver se vale a pena. Você vale muito. E o palavrão é uma coisa ínfima. Você passou em testes muito mais importantes. &lt;br /&gt;- Pare de me testar. Por favor, pare de me testar.&lt;br /&gt;− Não. Ainda é cedo para parar com os testes. &lt;br /&gt;Ai! Imagine a sensação horrível que senti ao ouvir isso! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, enquanto o ajudava a ordenar as páginas de um trabalho de faculdade que ele estava imprimindo, sem querer, chamei-o de Ilma, o nome de uma amiga que já fora minha namorada.  Quando voltou da faculdade, ele me falou:&lt;br /&gt;− Você está zerada comigo. Perdeu todos os pontos que tinha ganho.&lt;br /&gt;Eu falei que eu vivia trocando nomes. Que minha família vivia trocando nomes. Minha mãe sempre me chamava pelos nomes das quatro irmãs dela até acertar o meu!  Falei que trocar nome não significava nada. Ele me chamou de Catarina, para se vingar. Perguntei quem era Catarina. Ele respondeu: &lt;br /&gt;- Catarina foi minha penúltima namorada.&lt;br /&gt;- E quem foi a última?&lt;br /&gt;− Você. &lt;br /&gt;− Assim, no passado? Bom saber. &lt;br /&gt;− Está sendo você. Por enquanto. Agora, realmente, pode deixar de ser. – Ele ameaçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, já tínhamos feito as pazes. Havíamos acabado de passar horas mágicas, namorando numa praia linda, paradisíaca, e voltávamos para casa de carro. Ele disse que foi lindo estar no paraíso comigo. E eu concordei e disse que nunca esqueceria. E ele concordou. E então, pouco depois, já mudáramos o assunto da conversa para uma banalidade qualquer, e eu, sem querer, troquei o nome dele por Ilma de novo!!! Pedi que não ficasse chateado, mas não houve jeito. Quando chegamos em casa, vingou-se chamando-me de Ana, que fora a garota que namorara durante um curso que fizera noutro Estado e, depois, com quem se relacionara virtualmente, quando ele foi embora de lá. Depois, começou a falar que tivera total empatia com Ana,  que ela era muito inteligente e só terminara o namoro virtual que durara um ano (e durante o qual apenas “ficara” com Catarina) por conta de algo muito especial. Mas que esse algo muito especial estava deixando de ser muito especial. Porque eu estava estragando tudo. E quando sumisse o “muito”, ele retomaria o namoro com Ana. Que eu prestasse atenção porque eu não teria outra chance. E isso me deu uma dor tão grande que comecei imediatamente a me sentir mal. &lt;br /&gt;Eu lhe falei:&lt;br /&gt;− Eu preciso lhe dizer uma coisa muito séria: em todo o tempo que namoramos, eu nunca senti por Ilma o que sinto por você hoje e o que senti na época do colégio. Eu nunca fui apaixonada por ela. Eu quis. Eu quis muito. Porque ela me amava imensamente, ela faria qualquer coisa por mim, largaria tudo por mim, era um amor totalmente incondicional, que eu nunca consegui retribuir. Mas não sentia por ela o que sinto por você. E, no entanto, eu troquei seu nome pelo dela. E não sei por quê. Mas certamente não há Freud nisso.&lt;br /&gt;− Pois é – ele disse ainda muito chateado. – Você tem que ir num psicólogo ver isso.&lt;br /&gt;− Da sua perspectiva, você tem razão de estar chateado, porque você não está dentro da minha cabeça para saber o que eu penso. Mas da minha perspectiva, é realmente inacreditável que você fique tão enciumado ou chateado quando eu troco seu nome porque você é Rodrigo! Se você estivesse dentro da minha cabeça você veria que, minha nossa, você é Rodrigo, você está fora de competição! Você é o menino de quem eu mais gostei. Aquele que eu nunca esqueci. Eu posso não ter reconhecido uma vez, mas nunca esqueci. &lt;br /&gt;Eu lhe pedi que não desistisse de mim. Porque eu não poderia deixar de ser “muito especial”. Porque eu não poderia correr o risco de que ele voltasse a namorar virtualmente com Ana, porque eu não era boa namorada virtual e certamente perderia para Ana! Ele disse:&lt;br /&gt;− Perderia mesmo. Todo esse tempo, Ana sempre me segurou apenas virtualmente. Ela era ótima.  &lt;br /&gt;Ai, que dor! &lt;br /&gt;Eu lhe pedi para não pensar nas besteiras que eu faço, concentrar-se nas coisas legais, como a tarde no paraíso.&lt;br /&gt;- Foi lindo mesmo lá. Mas o que você falou no carro estragou tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um mês e vinte dias de namoro, estávamos numa pizzaria, quando ele me falou: &lt;br /&gt;– Eu acho que uma mulher, para a gente ficar, para a gente se relacionar de verdade, para a gente escolher, tem que ser nota 10, não só fisicamente, mas também em termos pessoais, de valores, na cozinha...&lt;br /&gt;Fiquei com medo de que ele me deixasse quando percebesse que não sou nota 10 e falei:&lt;br /&gt;― Não existe mulher nota 10. Ninguém é nota 10. Todo mundo tem um ou outro defeito, mas há qualidades que os suplantam. &lt;br /&gt;― Sim. Mas tem que ser acima da média. E só com a convivência, só com o tempo, para a gente descobrir isso.  A gente não sabe ainda como vai ser. &lt;br /&gt;Depois, falou:&lt;br /&gt;― Eu acho que as coisas podem dar certo, se você ficar certinha!&lt;br /&gt;― Certinha?&lt;br /&gt;― Sem fazer essas coisas chatas. &lt;br /&gt;― Coisas chatas?&lt;br /&gt;― De ficar provocando ciúmes. Isso irrita. &lt;br /&gt;A essa altura, já estávamos entrando no carro:&lt;br /&gt;― Eu não provoco ciúmes. &lt;br /&gt;― Provoca sim, um pouco. &lt;br /&gt;― Seja qual for o ciúme que eu provoco, não se compara com o que você me provoca!&lt;br /&gt;― Eu não provoco!&lt;br /&gt;― Rodrigo, você me ameaça. Você diz que se eu não for muito especial, se eu deixar de ser muito...&lt;br /&gt;― Não é uma ameaça. É um aviso, para você ficar prevenida do que pode vir a acontecer. &lt;br /&gt;― Isso me machuca muito. &lt;br /&gt;― É para ver a sua reação. &lt;br /&gt;― Sabe qual é a minha reação? Imagine colocar seu coração num espremedor de batatas e apertar.  &lt;br /&gt;― A gente está juntos há muito pouco tempo. Parece mais, porque a gente se conhecia antes e foi tudo muito intenso, mas a gente só está junto há um mês e pouquinho. É muito pouco. Mas eu quero que dê certo. Até porque eu abri mão de muita coisa por isso. Tem que valer a pena.&lt;br /&gt;E senti aquele aperto violento no coração. Encostei a cabeça no painel e falei:&lt;br /&gt;― Ai! De novo!&lt;br /&gt;Ele riu. E não me tranqüilizou. &lt;br /&gt;Eu falei, mais adiante:&lt;br /&gt;― Se a gente quer que dê certo, já é 80%.&lt;br /&gt;Ele concordou. &lt;br /&gt;Quando me deixou em casa, falou:&lt;br /&gt;― A vantagem é que só depende de nós. &lt;br /&gt;Eu cheguei na casa do meu pai aperreada, muito aperreada. Estava achando tudo já ruim o suficiente quando percebi que ele enviara, logo depois de me deixar em casa, uma mensagem para o meu celular: “Especialmente hoje percebi que temos muito ainda para nos conhecer ou reconhecer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu chorei tanto, tanto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-4340446769780860693?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/4340446769780860693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-33-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/4340446769780860693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/4340446769780860693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-33-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 33                     - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-6768211579992502483</id><published>2010-10-22T01:15:00.004-03:00</published><updated>2010-11-07T13:44:30.368-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 32                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Eu e Rodrigo tínhamos esse encaixe incrível, incrível! E ambos sentíamos isso. Ele me disse que nunca em sua vida fizera tanto sexo: nosso mínimo eram duas vezes por dia, nosso recorde, cinco vezes, e nossa média, três vezes. Rodrigo disse que, para ele, a primeira vez era sempre melhor que as seguintes, o que, antigamente, o levava a não querer fazer mais do que uma vez, mas que eu, e somente eu, conseguira quebrar completamente essa sua regra! Muito rápido, em apenas dois meses de namoro, já estávamos morando juntos. E eu ficava tão impressionada de que, mesmo acordando juntos todas as manhãs, dormindo juntos todas as noites, e, muitas vezes, também passando a tarde juntos, continuássemos nos desejando tão intensamente o tempo todo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente com ele, tive vontade e ousadia para fazer uma série de brincadeiras que nunca fizera com ninguém! Sexo no mar, no rasinho, durante o dia, com pessoas caminhando na areia e turistas passeando em jangada a poucos metros; ou na praia, na areia, durante a noite, tendo de disfarçar sempre que passava um pescador ou um senhor conduzindo seu cachorro; ou no tanque de lavar roupa diante do portão de grade da sua casa de praia; ou no quarto da mesma casa, com a porta aberta, e toda a sua família circulando no andar de baixo; ou na rede, na varanda do meu apartamento, cercados de outras varandas por todos os lados; ou no carro, com a cabeça batendo no teto, a coxa no freio de mão, e o joelho dobrado há tanto tempo que já não me era possível sentir os pés, dentro de um drive-in motel, coisa que eu nem sabia que existia! Strip-tease, primeiro em movimentos meio desengonçados, com o vestido se recusando a passar pelo quadril e a timidez apressando a performance, mas, aos poucos, com música, dança,  a roupa apropriada, e o tempo certo. Dança da cadeira, que aprendi assistindo a alguns vídeos no youtube, e que, de tanto agachamento, me deixou três dias sem conseguir andar direito, ao som de “I’ve fallen in love with you”, cantada por Joss Stone, num vestido flutuante de cetim vermelho com um decote imenso, feito especialmente para essa noite. Dança do ventre, à luz de velas, dentro de uma tenda, abrasileirada pelo som de Malemolência, de Céu, acompanhada por mim, que, no final, cantava, baixinho, no seu ouvido: “Menino bonito, ai, menino bonito, ai!”. Fotos nuas, minhas e dele. Encenaçõezinhas:  quando ele conseguiu uma monitoria, fingi que era sua aluna e que queria encontrá-lo em particular para tirar algumas dúvidas e algumas casquinhas; quando estudamos juntos na mesma biblioteca da universidade, fingi que era uma desconhecida que tentava seduzi-lo descaradamente, com as palavras e o corpo; quando ele reposicionou o ar-condicionado, designei-lhe o papel de mestre de obras, e expliquei que estava sem dinheiro, que meu marido levara o talão de cheques, e perguntava o que poderia fazer para pagar o serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tão boa essa maratona de sedução! Mas era tão bom também quando ficávamos completamente quietinhos, abraçadinhos, descansando da maratona, com nossos corpos nus tranqüilamente colados, sentindo o calor, a respiração e o coração um do outro! E, então, eu tinha certeza de que o nosso encaixe só era tão incrível porque não era apenas físico, era também emocional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-6768211579992502483?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/6768211579992502483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-32-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6768211579992502483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6768211579992502483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-32-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 32                    - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-2228199873120178356</id><published>2010-10-21T09:48:00.001-03:00</published><updated>2010-11-07T13:45:11.229-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 31                 - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Tanto tempo se passara, já não éramos aquelas crianças que estudaram juntas, a vida nos fizera passar por incontáveis novas experiências, que, boas ou más, nos transformaram nos adultos de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era tão bom reviver esse amor que sentira tantos anos atrás, só que, dessa vez, de maneira partilhada! Era como se devêssemos ficar juntos de todo o jeito e, por isso, o destino tivesse tratado de corrigir os desencontros do passado, dando-nos essa segunda chance! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lhe dei, num envelope, uma foto minha e uma foto dele, da época de colégio, junto com o bilhete: “Essa menina de 14 anos está com o coração disparado e um tremendo frio na barriga só porque se encontra no mesmo envelope que esse lindo garoto com olhinhos escuros tão doces e o sorriso metálico mais cativante do mundo!”. Ele me mandou o clipe de “Se enamora”, e eu lembrei exatamente como me sentia quando estudava com ele: “Quando você chega na classe, nem sabe quanta diferença que faz, e às vezes faço que não vejo e nem ligo e finjo, ser distraída demais. Quantas vezes te desenhei, mas não consigo ver o teu sorriso no fim, te sigo caminhando pelo recreio, quem sabe você tropeça em mim...” Ele cortou o cabelo como na época em que o conheci, e eu o achei tão mais bonito assim! Ele me pediu em namoro, com “Quer namorar comigo?”, essas três palavras que só crianças dizem e que ninguém jamais dirigira a mim antes! Dançamos “Patience” juntos, uma das músicas que eu queria ter dançado com ele no meu aniversário de criança, mas não conseguira, e lembrei que, na época, quando a ouvia, pensava que, talvez, se eu tivesse mesmo "a little patience",  "we would come together fine".  E foi o que aconteceu, não foi?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-2228199873120178356?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/2228199873120178356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-31-siga-ordem-das-postagens_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/2228199873120178356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/2228199873120178356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-31-siga-ordem-das-postagens_21.html' title='POSTAGEM 31                 - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-7132258049555465699</id><published>2010-10-20T02:45:00.003-03:00</published><updated>2010-11-07T13:45:36.193-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 30                            - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Rodrigo sempre falava, impressionado, das coincidências que possibilitaram o início do nosso namoro: o encontro fortuito no ônibus; a lista de telefones dos alunos concluintes do primeiro grau que achei depois de tantos anos (único jeito de contatá-lo, já que ele não tinha nem Orkut nem Facebook);  seu número de telefone ter permanecido o mesmo por todo esse tempo; o fato de ele estar em casa quando liguei (pois sua família dificilmente transmite os recados deixados), o fato de estarmos ambos solteiros, e ele, especialmente, ter terminado um namoro não mais do que uma semana antes do meu telefonema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois de começarmos a namorar, peguei um resfriado bem forte. Rodrigo veio me visitar no apartamento da minha mãe. Enquanto esperava que o porteiro interfonasse, começou a olhar ao redor. Uma caminhonete branca estacionada diante do prédio chamou sua atenção e ele reparou, então, que havia nela um adesivo de nossa antiga escola, justamente o adesivo que comemorava o aniversário da escola, no ano em que estudamos juntos. Quando chegou em casa, me mandou uma mensagem de celular que dizia: “Fiquei muito feliz em ver você!!! Tudo o que estamos vivendo parece uma magia... Viu hoje a coincidência do adesivo? O mesmo adesivo de quando nos conhecemos!  Parece que o tempo parou pra nós, que eu estava visitando uma colega de sala... É  tudo tão estranho... Eu até parei um pouco na frente do prédio tentando entender aquilo: por que olhei para aquele carro e reparei no adesivo? Eu quero lhe dizer que você foi e é muito especial pra mim e, de vez em quando, fico meio confuso, sem entender as coisas. Tudo parece tão claro que pode estar me ofuscando. Isto é o que eu estou sentindo neste momento, e confesso que nunca senti!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui muito cética. Sempre achei que todas essas coincidências não passavam de acaso mesmo, não havia nada de mágico nisso. Mas achava bonitinho e super romântico que ele acreditasse tanto em destino! Até o momento em que ele se mostrou assustado com isso. Fiquei realmente receosa desse estado de confusão dele, receosa de que ele achasse a pressão do destino grande demais e fugisse. Então, pensei que poderia deixá-lo mais tranqüilo saber que eu me sentia da mesma forma, mas estava gostando disso. Respondi o seguinte: “Também fiquei impressionada com mais essa coincidência depois de tantas outras. Talvez não estejam aí por acaso. Talvez as coisas tivessem mesmo que tomar esse curso. Dá um friozinho na barriga pensar nisso, não dá? É o que eu sinto o tempo todo, desde que nos reencontramos! Mas está tão bom assim!!!”.  E, aos pouquinhos, sem que eu me desse conta, esse texto, que era apenas um discurso de convencimento, tornou-se um sentimento real para mim. E lá estava eu, como ele, completamente convencida dos poderes mágicos do destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-7132258049555465699?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/7132258049555465699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-31-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7132258049555465699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7132258049555465699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-31-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 30                            - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-7079621080197746645</id><published>2010-10-19T00:05:00.001-03:00</published><updated>2010-11-07T13:46:00.934-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 29                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>No caminho, até chegar à sala de cinema, Rodrigo passou várias vezes a mão na minha cintura. Eu escapava. Não porque estivesse fugindo, mas estava realmente me movendo e o acabava perdendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o filme, ele falou várias vezes ao meu ouvido. Várias. Gostei. Gosto de que falem comigo durante o filme e gosto de falar de volta. Num determinado momento, ele falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe? Antigamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora, minha mão buscou um espacinho no braço da poltrona para que eu pudesse me inclinar em sua direção para ouvi-lo melhor, mas o braço dele já estava lá e meu dedo mindinho tocou o seu por uma fração de segundo. Então ele pegou a minha mão e apoiou, junto com a sua, sobre a sua perna, enquanto continuava a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... muito antigamente mesmo, era assim que se fazia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ri. Não conseguia olhar para ele. Ele me deu um beijo no rosto. Eu ri. Demorei, olhando para a frente. Então dei-lhe também um beijo no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, pensei que não vinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostei minha cabeça no seu ombro. Mas ele é baixinho. A posição não era aconchegante. Tirei. Ele disse que ia beijar o outro lado. Inclinou-se sobre mim e beijou meia bochecha, meia boca! Roubou-me um beijo. Eu ri. Então ele me pediu que fizesse o mesmo. Eu me inclinei para beijar-lhe a outra face, mas ele desviou rápido a boca, e me roubou outro beijo. Eu ri e voltei a olhar para a tela. &lt;br /&gt;Depois, virei o rosto em sua direção. Ele também olhava para mim. Ficamos um tempo nos olhando. Então nos beijamos. E foi ótimo. Foi o melhor beijo que já recebi na vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado um tempo, ri. Ele quis saber o que era. E eu lhe disse: “Minha nossa! Eu beijei Rodrigo!”.  Ele riu. Essa frase deveria estar no diário da época do primeiro grau, mas vinha agora: “MINHA NOSSA! EU BEIJEI RODRIGO!!!”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aqueles filmes da Disney que passam vez por outra na sessão da tarde? Aqueles filmes de colégio em que uma garotinha nerd e esquisita, alvo de toda sorte de ridicularizações, no final, acaba conquistando o garoto mais popular do colégio? Demorou, mas enfim tive a chance de viver isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-7079621080197746645?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/7079621080197746645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-29-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7079621080197746645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7079621080197746645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-29-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 29                         - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3744808840751305730</id><published>2010-10-18T12:11:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T13:46:24.331-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 28                            - Siga a ordem das postagens a partir da 27</title><content type='html'>Procurei, procurei, procurei em toda a parte, e enfim encontrei a antiga lista de contatos dos alunos concluintes. Liguei para Rodrigo. O número ainda era o mesmo. Sua mãe atendeu e o chamou. Falei com ele, marcamos de nos encontrar. Num dia, saímos para conversar e comer. Assim, soube de sua vida e ele da minha. Noutra noite, saímos para dançar salsa num clube comunitário que tem festa de música latina  a cada 15 dias. E eu dancei direitinho. E, percebi, quando nos soltávamos, que ele olhava para mim encantado. Fiquei orgulhosa demais de ter conseguido dançar bem com ele, depois do fiasco da minha festa de aniversário, anos atrás. (Ver postagem 7) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinamos irmos a um festival de cinema alguns dias depois. Até então, via-o apenas como um possível amigo, mas, na véspera da sessão,  recebi um e-mail seu que dizia: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Certa vez, Escola: Uma menina bem recatada.&lt;br /&gt;Certa vez, Ônibus:  Encontrei uma moça que conseguiu se lembrar de um canhoto.. &lt;br /&gt;Certa vez, Festival de cinema: Descobrindo uma mulher e seus mistérios... Será que vou conseguir? ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei completamente sem ar! Tive de abrir a janela. O coração disparado. Para ele, já estava certo que algo aconteceria entre nós no cinema.  E, de repente, percebi que eu também queria que acontecesse. Mas tinha um medo! Um medo de me apaixonar de novo por ele e não ser para valer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me telefonou. Perguntou se eu lera o e-mail. Disse que mandaria outro, uma música. E reforçou que esperava a resposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O email seguinte tinha o seguinte título: “O passado será num amanhã”. O texto da mensagem era: “Tanto mistério, de uma eu sei!!! Gostamos de coisas parecidas... Esta música lembra você, já escutamos ... Até amanhã.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música era “Tudo por acaso”, de Lenine. Tocara no rádio do seu carro no nosso primeiro encontro marcado.  Alguns trechinhos da letra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu sei!&lt;br /&gt;Tudo por acaso&lt;br /&gt;Tudo por atraso&lt;br /&gt;Mera distração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer dia&lt;br /&gt;Qualquer hora&lt;br /&gt;Tempo e dimensão&lt;br /&gt;O futuro foi agora&lt;br /&gt;Tudo é invenção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém vai&lt;br /&gt;Saber de nada&lt;br /&gt;E eu sei&lt;br /&gt;Pelo sentimento&lt;br /&gt;Pelo envolvimento&lt;br /&gt;Pelo coração...” etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendia o que ele queria dizer com a música. Ele entende nosso encontro como obra apenas do acaso? O que ele sabe que ninguém vai saber? E por que ninguém deveria saber? “Tudo é invenção” era uma expressão que me dava um tremendo medo. Mas o título do email estava bastante claro: amanhã nós atualizaríamos o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que responder? Não queria parecer ter cedido completamente, mas também não queria parecer rejeitá-lo. Escapei com uma resposta bem verdadeira que levei duas horas e meia para escrever:  “E quem iria imaginar que a mulher do Festival de Cinema ainda pudesse ficar tímida como a menina da Escola? E como essa inesperada timidez não me deixa escrever qualquer outra palavra, mando apenas o meu endereço para que nos encontremos não ‘qualquer dia, qualquer hora’, mas amanhã mesmo, por volta das 19:30h. Pode ser? :)” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, foi me buscar no apartamento da minha mãe. Eu o esperava tão ansiosamente na varanda que, quando vi seu carro manobrando no térreo, voltei-me tão rápido na direção da saída  que não vi a porta de vidro que separava a varanda da sala. Bati o rosto violentamente contra o vidro. Por sorte,  a porta resistiu e meu rosto também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3744808840751305730?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3744808840751305730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-28-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3744808840751305730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3744808840751305730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-28-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 28                            - Siga a ordem das postagens a partir da 27'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-7311089967744207347</id><published>2010-10-07T23:38:00.002-03:00</published><updated>2010-10-07T23:51:42.922-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM  27                                                     - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Passei muito tempo sem escrever aqui. E, nesse tempo, vivi os mais sublimes e os mais tristes momentos da minha vida. Mas não vou me antecipar. Retomemos de onde parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vestibular estava chegando. Resolvi não me apaixonar por ninguém, não namorar ninguém, e, assim, não me meter mais em apuros. Estudei. Estudei. Estudei. E passei. Assim descobri que era perfeitamente capaz de viver muito bem e muito feliz sem amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu primeiro dia aula na faculdade, muitas novidades: lugar novo, colegas novos, professores novos. Eu estava gostando de tudo. Na saída, tomei a condução que sai da universidade e passa por 14 bairros até chegar à minha casa. Quando subi, todos os lugares estavam ocupados na frente e na traseira do ônibus. Por sorte, ainda a tempo, vi uma garota se levantar no fundo do ônibus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, fui ocupar o lugar, que ficava na última fila, entre a janela do lado esquerdo e o banco contínuo, debaixo do sol. Sentei e comentei com um rapaz que estava ao lado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melhor ficar no sol do que ficar em pé quando se trata desse ônibus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz do lado confirmou e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está fazendo cinema, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendi-me com uma pergunta tão certa vinda de um desconhecido. Olhei para o meu caderno e não encontrei nele nenhuma informação que ele pudesse ter lido para saber que curso eu faço. Perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faço curso com Tiago. Ele me disse. – Respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tiago? Seria algum professor de cursinho? Eu não conheço nenhum professor com esse nome. Quem eu conheço que faça cursinho?” Pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem visto o pessoal do colégio? - Ele perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E agora? Que colégio? Melhor dar uma resposta neutra”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Nunca mais vi... E você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Devo dizer que não o estou reconhecendo? Que não sei nem de que colégio ele está falando?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lembra de Mauro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mauro? Não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acho que ele está me confundindo com alguém”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outro dia vi Franciele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ufa! Até que enfim. Franciele eu conheço. Já sei de que colégio ele me conhece! Resta descobrir quem ele é”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você era da turma A ou da B? - Perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu era da B, depois passei para a A. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo? Eu era da C e só passei para a A no último ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom. Já sei em que ano ele estudou comigo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vi sua irmã uma vez. - Ele falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pode ser que ele fosse amigo dela!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa escola está acabando. – Comentou tristemente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... – Concordei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi porque tiraram o segundo grau. Ninguém quer ficar num colégio que só tenha primeiro grau para depois passar para outro. Agora só há turmas A e B, tiraram o C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo? Eu não sabia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Durou tanto tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oitenta e poucos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oitenta e três, eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fomos falando assim. Sem que eu descobrisse quem era aquele menino que não se parecia com ninguém que eu houvesse conhecido até hoje. Já havíamos passado por uns doze bairros quando perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está na...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escola técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fazendo o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que ele disse a palavra mágica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei. Respirei. Me afastei um pouco e olhei para ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa! – Eu falei - Desculpa! Eu só reconheci você agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não acredito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade. Eu estava falando com você e pensando: “Quem será ele? De onde ele me conhece?” Só identifiquei quando você falou que estava fazendo química, e eu lembrei que você tinha me dito que ia fazer esse curso. Como você está diferente! Só se reconhece pelos olhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não. Continua a mesma. Quando você subiu no ônibus eu reconheci. Não sabia se você tinha me reconhecido, mas como você falou comigo eu achei que sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu falei com você como com qualquer outra pessoa no ônibus. Eu sou muito ruim de fisionomia. Quando não sou ruim de fisionomia, sou de nome. Uma vez eu encontrei um colega meu do terceiro ano no ônibus, fiz a viagem todinha conversando com ele, sabia quem ele era, mas não conseguia lembrar o nome! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  A propósito, qual o meu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse seu nome e sorri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, bom! - Ele também sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa, é que você está muito diferente mesmo. Mais alto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que você ainda não viu Tiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele cresceu mais ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está enorme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxa. Como pude esquecer. Tiago era o seu amigo inseparável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só eu que não mudei. - Comentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade. Não mudou nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sinal de que, quando eu estiver com cinqüenta anos, vou estar com rostinho de vinte . - Brinquei. Ele riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa. Começamos a rir. Não resisti: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca pensei que não fosse reconhecê-lo. Incrível! Eu passei um ano inteiro apaixonada por você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Continua muito conquistador? – Perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, bom. Porque você era um fenômeno. Todas as meninas do colégio eram apaixonadas por você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu, concordando. No rosto, a expressão “Bons tempos aqueles...”. Expressão que se repetiu durante toda a conversa, numa doce nostalgia dos tempos de criança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como o tempo passa rápido! – Ele falou. - Daqui a pouco eu estou fazendo 18 anos, depois de uns tempos 30, depois 50, depois... Adeus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho um rapaz como ele, sempre tão brincalhão, preocupar-se com as mesmas coisas em que eu, na minha seriedade toda, vivo pensando.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o ônibus parou no meu ponto. Por sorte, alguém puxara a cordinha. Eu simplesmente esquecera que teria de descer da condução em algum momento da minha vida! Nos despedimos tão apressados que não  houve tempo para trocar telefones, e-mail, endereço, Orkut... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei em casa, concluí que ele foi o único menino de quem gostei na vida, que, passados os anos e a paixão, não virou sapo! E achei que nós poderíamos restabelecer contato e nos tornarmos bons amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PARTICIPE DA ENQUETE AO LADO: QUEM É O GAROTO QUE ENCONTREI NO ÔNIBUS?&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-7311089967744207347?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/7311089967744207347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-27-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7311089967744207347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7311089967744207347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/10/postagem-27-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM  27                                                     - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-8259870539415287787</id><published>2009-10-29T13:50:00.000-03:00</published><updated>2010-10-07T23:39:12.901-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 26                                                      - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Ilma me pediu que passasse um tempo sem procurá-la. Disse que, assim, seria melhor para ela. Entretanto, de vez em quando, acabávamos esbarrando uma na outra num show ou numa festa. Nessas ocasiões, eu sempre percebia que ela ficava um pouco hostil, agressiva, como se tivesse raiva de mim, e eu logo me afastava para deixá-la mais à vontade.  Passados cinco meses, Ilma me telefonou. Marcamos de nos encontrar numa praça próxima da minha casa. Ela começou a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu queria saber como você se sente em relação a mim.&lt;br /&gt;- Eu gosto de você, como sempre gostei. E fico triste porque vejo que, agora, você me odeia. &lt;br /&gt;- Eu não odeio você.&lt;br /&gt;- Então por que, sempre que a gente se encontra, você me trata com tanta frieza?&lt;br /&gt;- Será que você não percebe, será que você não vê que essa frieza é para disfarçar, para não demonstrar que, mesmo passados cinco meses, eu ainda sou apaixonada por você!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente, ela falou isso sem sofrimento, sem entusiasmo, sem qualquer emoção. E eu não sabia o que lhe responder. Então fiquei calada. Ela se despediu de mim, levantou-se e saiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, Ilma bateu à minha porta. A primeira coisa que me disse quando abri para ela foi:&lt;br /&gt;- Pronto. Passou.&lt;br /&gt;- O quê? – Perguntei, sem entender. &lt;br /&gt;- Ontem, aconteceu uma coisa maravilhosa. Eu passei tanto tempo apaixonada por você, sofrendo por esse amor, alimentando as esperanças de que a gente voltasse a namorar... Eu ensaiei tanto o discurso que lhe fiz ontem, que sabia o texto todo de cor, palavra por palavra. Mas quando falei, não senti nada! Eram apenas palavras vazias! Nada parecia de verdade, o texto saiu falso, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confirmei com a cabeça. Ela continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que eu já não amava você, mas eu me apegava tanto à lembrança desse amor que achava que ele era real. Só quando eu resolvi agir por esse amor, revelando para você o que pensava sentir, foi que descobri que esse sentimento não existia mais! &lt;br /&gt;- Passou. – Falei, agora compreendendo o que ela dissera no início da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela abriu um sorriso:&lt;br /&gt;- Agora podemos voltar a ser amigas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o que aconteceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-8259870539415287787?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/8259870539415287787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/07/postagem-26-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8259870539415287787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8259870539415287787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/07/postagem-26-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 26                                                      - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-7659582127684918994</id><published>2009-10-27T22:38:00.000-03:00</published><updated>2010-07-15T13:51:40.133-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 25       - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Nossa amizade transformou-se em namoro. Ilma me contou que sempre me amara, mas nunca tivera coragem de me falar nada, pois, desde sempre (lembram das postagem 1, 3, 4, 12?), vira-me interessar-me apenas por garotos. E eu entendi por que, em todos esses anos de amizade, eu nunca a vira com um namorado! Eu sempre gostara muitíssimo de Ilma, mas apenas como amiga. O desejo surgiu de súbito, num só golpe, já acompanhado de sua saciação, mas, mesmo assim, não me assustou. Foi tudo tão espontâneo, como se não pudesse ser de outra maneira! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entrei em crise por namorar uma garota. Para mim, era a mesma coisa de namorar um rapaz. Não havia a menor diferença. Por isso, fiquei um pouco aborrecida quando Ilma insistiu em manter nossa relação em segredo, como se fosse um ato vergonhoso que precisássemos ocultar! Aos poucos, entretanto, fui percebendo que Ilma não escondia nossa relação por envergonhar-se dela, mas para tentar protegê-la. Nosso namoro era, para ela, a perfeita realização de um desejo alimentado há tantos anos, que ela não queria correr o risco de alterar qualquer detalhe dessa relação, com receio de causar-lhe algum abalo. Revelar nosso namoro para nossa família ou nossos amigos poderia trazer-lhe confrontos aos quais ele, talvez, não pudesse resistir. Já para mim, nosso namoro era uma história linda, uma grande aventura, um ato de coragem, um enfrentamento das convenções sociais! Algo que deveria ser exibido com orgulho. Mas não mais do que isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então entendi que jamais seria capaz de corresponder apenas com meu desejo a todo o  amor que Ilma sentia por mim! Resolvi terminar o namoro. Ilma merecia encontrar alguém que fosse capaz de corresponder a ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-7659582127684918994?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/7659582127684918994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/07/postagem-25-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7659582127684918994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7659582127684918994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/07/postagem-25-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 25       - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-2874829921076696892</id><published>2009-10-25T18:32:00.000-03:00</published><updated>2010-07-10T22:41:59.291-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM  24       - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Certa noite, Ilma e eu estávamos nos arrumando para sair para uma boate. Como de costume, escolhemos juntas as nossas roupas, maquiamos uma a outra, elegemos as bolsas, sapatos, bijuterias que usaríamos. Foi divertido, como sempre: preparar-nos para sair já era parte da nossa festa! Então, Ilma propôs prender meu cabelo no alto da cabeça. Era difícil, a presilha deslizava, uma mecha logo se soltava, e era preciso começar tudo de novo! E era tão bom o jeito como ela pegava nos meus cabelos! A firmeza como ela passava a mão pela minha nuca para recolher até os últimos fios e erguê-los num rabo! A precisão como dividia a franja para o lado, deslizando suavemente as unhas pela minha testa! A delicadeza com que passava meus cabelos por trás das orelhas, contornando-as com os dedos. Cheguei a ficar inteiramente arrepiada enquanto ela me fazia o penteado. E devo ter olhado para ela de um jeito diferente, pois ela parou seu trabalho e ficou olhando nos meus olhos muito de pertinho, com os dedos ainda mergulhados nos meus cabelos. E ficamos ali, com os rostos muito próximos, sentindo a respiração uma da outra. Já não brincávamos. Já não ríamos. Já não falávamos. Havia uma espécie de eletricidade no ar! Devagarzinho, ergui as mãos e acariciei seu rosto. Então nossos lábios se tocaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi tão bom! Tão bom! Tão bom!!! Não chegamos a sair para a boate. Na verdade, não chegamos nem a tocar nesse assunto, como se o projeto de ir para a boate jamais tivesse existido! Ficamos ali, juntinhas, no quarto dela. Parecia que estávamos completamente a sós no mundo, vendo, ouvindo, sentindo apenas uma a outra. Sequer lembramos de trancar a porta e foi mesmo muita sorte seus pais não terem visto nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe da enquete ao lado: &lt;br /&gt;Você já se sentiu atraída por alguém do mesmo sexo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-2874829921076696892?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/2874829921076696892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/06/postagem-24-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/2874829921076696892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/2874829921076696892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/06/postagem-24-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM  24       - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-6908511558352967957</id><published>2009-10-23T17:14:00.000-03:00</published><updated>2010-06-21T21:13:26.855-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 23        - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>A traição estaria comprovada no momento em que eu descobrisse se Cláudio realmente estava de mãos dadas com uma mulher no Centro Antigo. Para descobrir isso, eu precisava apenas comprovar que Emília tinha um celular tijolão, pois era esse o aparelho que Cláudio usava naquela ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como descobrir isso? Minha segunda tentativa foi contatar a outra ponta do triângulo. Resolvi tentar os telefones que copiara do celular de Cláudio. Ambos estavam desativados. Era provavelmente verdadeira a história da viagem para a Espanha. Então joguei o nome completo de Emília na Internet. Encontrei vários artigos seus para a Universidade. No final de vários deles, havia sempre um número de contato. Confrontei os números com os que já tinha. A grande maioria era igual. Mas, num dos últimos artigos, encontrei um número de celular que diferia dos outros em apenas um algarismo: o último.  Poderia ser um erro de digitação, é verdade, mas poderia também ser um número adquirido na mesma ocasião que o seu número de celular, vinculado à mesma conta, e, por isso, seqüenciado. Ou seja, o celular poderia ser do seu marido. Bolei uma história muito fraquinha para justificar uma pergunta sobre o celular tijolão e liguei. Não tinha muitas esperanças de que a ligação fosse se completar, mas o telefone chamou e um homem atendeu!!! Falei:&lt;br /&gt;- Eu queria falar com Emília, por favor.&lt;br /&gt;- Emília se mudou para a Espanha. &lt;br /&gt;- Quem fala, Ricardo?&lt;br /&gt;- Sim. É ele. Quem fala?&lt;br /&gt;- Uma aluna dela da Universidade. Bom... o que eu preciso perguntar a ela talvez você possa responder: mais ou menos no mês de abril, vocês tinham um celular Motorola, daqueles antigos, cinzentos, do tipo tijolão, não tinham?&lt;br /&gt;- Tínhamos sim. &lt;br /&gt;- Pois é. Eu tenho um desses e queria trocar por outro. Você sabe se eu dou meu aparelho antigo de entrada ou se ele não vale mais nada? Como vocês fizeram?&lt;br /&gt;- A gente só jogou fora e comprou outro.&lt;br /&gt;- Ah, tá! Vou fazer isso então.  E Emília, como está?&lt;br /&gt;- Está bem.&lt;br /&gt;- Você deve com umas saudades danadas, né? &lt;br /&gt;- Pois é! Fiquei aqui só com o cachorro!&lt;br /&gt;- É um Chow Chow, não é?&lt;br /&gt;- É. Conhece?&lt;br /&gt;- De ouvir falar! Você não vai visitá-la na Espanha?&lt;br /&gt;- Vou sim. Daqui a mais ou menos um mês.&lt;br /&gt;- Ah, faz bem! Obrigada, Ricardo. &lt;br /&gt;E desliguei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Estava provado. Emília e Cláudio tinham um caso. Eu não sabia bem se estava feliz ou triste. Por um lado, era bom saber que eu tinha razão e que poderia voltar a acreditar em mim, tirar dos meus ombros a responsabilidade pelo fracasso do nosso namoro, voltar a viver a minha vida! Por outro lado, eu perdia assim a última esperança que tinha de estar enganada, e de que, ao negar o caso, Cláudio não estivesse mentindo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que meu coração desacelerou, liguei para Cláudio e falei:&lt;br /&gt;- Cláudio, você estava sim de mãos dadas com Emília dentro da lojinha de artesanato do Centro Antigo. Acabei de falar com Ricardo. Em abril, Emília tinha um celular tijolão. &lt;br /&gt;Ele não respondeu. Pela primeira vez, ele não inventou uma mentira para justificar as falhas que eu descobria nas mentiras anteriores. Simplesmente não falou nada. Foi a última vez que falei com Cláudio e sequer ouvi a sua voz! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuperei-me muito mais rápido a partir daí. E contei todo o tempo com o apoio e o carinho de Ilma. Saímos juntas muitas vezes nessa época. E, logo, começamos a viver algo que, em tantos anos de amizade, jamais imaginei que pudesse acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-6908511558352967957?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/6908511558352967957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/06/postagem-23-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6908511558352967957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6908511558352967957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/06/postagem-23-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 23        - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-746352370489277171</id><published>2009-10-21T21:24:00.000-03:00</published><updated>2010-06-09T18:17:53.536-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 22       - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Meu primeiro plano para provar a traição era convencê-lo a confessar.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Chamei Cláudio em casa. Ficamos sentados na varanda. Eu falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cláudio, eu queria lhe dizer que você pode me falar a verdade.  Eu compreendo que você tenha me traído, eu estava longe, você estava sozinho aqui, tinha necessidades a saciar, era natural que procurasse outra pessoa. Eu compreendo e não me aborreço. O que me machuca é a mentira. Porque você, quando mente, ofende-me, como se achasse que eu sou tão estúpida que acreditaria em qualquer coisa! Então, por favor, Cláudio, fale a verdade. Eu não vou censurá-lo. Eu prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E garanto que falei isso com toda a honestidade. Eu acreditava sinceramente em tudo aquilo que lhe falei. Eu realmente perdoaria a traição, perdoaria até com facilidade, mas não desculparia a mentira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pensou um pouco e, então, falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei que você sondou Aline sobre Marta. Eu realmente menti para você algumas vezes, dizendo que saí com Artur e Aline, quando, na verdade, saíra apenas com Marta, e menti também quando disse que ficamos em quartos separados na Semana Santa quando, na verdade, economizamos mais dividindo um quarto. Eu não queria lhe dizer isso porque sabia que você tinha ciúmes de Marta, e não queria que isso gerasse uma crise. Mas eu juro que nada aconteceu entre nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa! A essa altura das circunstâncias eu até esquecera que fora sobre Marta que haviam recaído minhas primeiras suspeitas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cláudio, eu sei que não há nada entre você e Marta. Ilma se confundiu. Eu sei que se trata de Emília. Sei que existe apenas uma Emília, que a ex-professora da Escola de Dança que lhe mandava e-mails políticos, a monitora que quer vender os móveis para viajar para a Espanha, e a sua ex-namorada são a mesma Emília Jurema Cavalcante Amaral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que ele falou a história mais esdrúxula que já ouvi na vida: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lembra que você viu uma vez essa cicatriz que eu tenho na barriga e perguntou o que era?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A cicatriz da cirurgia de apêndice.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Não era apêndice. Eu nasci com apenas um testículo. Quando o testículo existe, mas não desce, pode acabar virando um tumor. Naquela época, não havia ultra-som para ver se o testículo não descera. Era preciso abrir para procurar. Essa cicatriz é da cirurgia que procurou meu testículo. Eu sempre tive vergonha disso. E sempre mentia sobre a cicatriz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu pensei, muito surpresa: “Minha nossa! Ele só tem um testículo! E eu achava que era esse o aspecto de testículos normais!” Se ele não me contasse, eu nunca descobriria. Com o tanto de experiência que possuía, eu não saberia distinguir um testículo de dois!  E, em seguida, me perguntei: “Mas por que  razão ele estaria me revelando isso agora?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De tanto mentir sobre a ausência do testículo, a mentira acabou virando um hábito para mim: eu sempre mentia para não ter de contar uma verdade incômoda ou embaraçosa. Foi por isso que, dois anos atrás, eu menti quando disse que a mulher dos e-mails políticos era professora da Escola de Dança e não minha ex-namorada. Porque sabia que criaria uma situação incômoda se revelasse isso. Mas nós não tivemos nada! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas vocês se encontraram várias vezes enquanto estive fora. Num espetáculo no centro, por exemplo. E em vários outros locais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas nos encontramos como amigos. Somos amigos agora. Ela já está na Espanha a essa altura e é casada com um rapaz chamado Ricardo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que não adiantava tentar que confessasse. Se ele revelou o fato extremamente embaraçoso de que só tinha um testículo e de que essa era a razão porque mentia com tanta freqüência e, mesmo nesse momento, continuou mentindo ao negar o caso com Emília, já não haveria nada que eu pudesse esperar dele!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-746352370489277171?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/746352370489277171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/05/postagem-22-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/746352370489277171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/746352370489277171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/05/postagem-22-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 22       - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-1260283023576429609</id><published>2009-10-19T16:42:00.000-03:00</published><updated>2010-05-06T21:30:02.933-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 21       - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Liguei para a Escola de Dança. Inventei que tinha uma filha que estudara com a professora Emília Cavalcante por lá e que eu gostaria muito de ter contato com ela novamente. Eles checaram todo o corpo docente. Não encontraram Emília Cavalcante em seus registros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, procurei Cláudio e lhe falei que a Escola de Dança não possuía nenhuma professora chamada Emília Cavalcante. Ele respondeu que Emília Cavalcante não era mais professora de lá. E que a Emília que lhe telefonara era outra Emília, que também trabalhava na Escola de Dança, mas não como professora, e sim como monitora. E que não adiantava ligar para lá para perguntar dela, porque o trabalho dos monitores é voluntário e decidido entre professor e aluno, sem passar pela secretaria, ou pela coordenação, ou  pela diretoria: eles não saberiam informar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A pessoa que lhe mandava e-mails políticos era Emília Cavalcante, a sua ex-namorada se chama Emília Amaral, qual o nome da monitora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Emília Jurema – ele respondeu prontamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossibilitada de checar a monitora, resolvi checar a ex-namorada. Tentei resolver tudo por telefone, pois cursara a Academia de Dança há pouco mais de dois anos e receava que me reconhecessem se aparecesse por lá, mas a moça da secretaria me disse que, para obter essa informação, eu precisaria ir lá pessoalmente, para falar com o rapaz do financeiro, que tinha acesso às fichas de ex-alunos. Demorei um pouco para ir à Academia de Dança, pois precisava esperar o dia em que Cláudio não tinha turma. Quando cheguei, o rapaz do financeiro estava na sala da diretoria, junto com a diretora e o professor de zouk. Inventei que tinha estudado, há cerca de onze anos, na Academia de Dança, com a aluna Emília Amaral, mas acabara me mudando para a Inglaterra e perdera o contato com ela. Queria saber se eles teriam ainda algum telefone ou endereço dela. Ele procurou nas fichas e encontrou. Mostrou-me. Quando li, congelei. O nome dela era Emília Jurema Cavalcante Amaral. Todas as Emílias numa só! Todas as Emílias eram uma só! Não existia a ex-professora da Escola de Dança, não existia a monitora da Escola de Dança, só existia a ex-namorada, ex-aluna da Academia de Dança.  Fingi naturalidade, anotei o endereço. O rapaz do financeiro disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse endereço deve estar desatualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou anotar de qualquer forma, vai que ainda tem algum parente morando lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aconteceram duas dessas coincidências que parecem invenção, de tão inacreditáveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, o professor de zouk falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe com quem você pode falar? Com o professor Cláudio. Ele certamente pode lhe passar o contato dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você acha? Eles tinham contato tanto tempo atrás! – joguei, referindo-me à época em que ainda eram professor e aluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Eles ainda mantêm contato. Domingo mesmo estavam juntos assistindo a um espetáculo no centro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a diretora falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho fotos dela aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou um álbum de fotos que estava logo ali, sobre a mesa, e me mostrou. Eram fotos de festinhas na Academia de Dança, onze anos atrás. Ao lado de Cláudio, lá estava Emília, de cabelos escuros cacheados, gostosona, com peitão, bundão, tal qual a descrição feita por Ilma! Realmente, era muito fácil confundir Marta com Emília! As duas tinham exatamente o mesmo tipo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração estava disparado. Eu agradeci e comecei a sair da sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando a diretora perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu me lembro de você. Como é mesmo o seu nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gelei. Eu estudara realmente na Academia de Dança. Mas não onze anos atrás, e sim há apenas dois anos. E, como Emília, eu também fora namorada do professor Cláudio. A diretora não poderia lembrar quem eu era, do contrário, Cláudio saberia que eu estivera lá. Tentei pensar num nome, mas nada me vinha à cabeça. Somente um nome me chegava à memória: Emília Amaral. O único que eu não podia usar. Só assim entendi porque Cláudio, mesmo ao mentir, nunca mudara o nome de Emília. De todas as mentiras que se podem criar, a mais difícil é inventar um nome assim do nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pausa que dei foi tão grande que o professor de zouk falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela perguntou seu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eeeeeeeeeeeeeee - eu comecei a falar – Eeeeeemiliana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Emiliana de quê? – a diretora perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Emiliana Aaaaaaaaaaa - eu continuei, sem conseguir me desapegar do nome da amante - Aaaaaamorim.  Emiliana Amorim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da sala antes que me fizessem outra pergunta, com as pernas completamente bambas.  Aquela tarde fora absolutamente impressionante. Foi incrível que o professor de zouk os tivesse visto juntos e incrível que a diretora estivesse com as fotos em mãos! As coincidências foram tamanhas que, se estivessem no roteiro de um filme, soariam forçadas demais, absolutamente inverossímeis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, tudo isso provava apenas que Cláudio mentira quanto à natureza única e não tríplice de Emília, e demonstrava somente que eles haviam saído em público algumas vezes, mas não provava que eles haviam tido um caso! A única maneira de provar a traição seria demonstrar que ele realmente estivera de mãos dadas com outra mulher, a dona do celular tijolão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-1260283023576429609?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/1260283023576429609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/03/postagem-21-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/1260283023576429609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/1260283023576429609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/03/postagem-21-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 21       - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-7809402384767199629</id><published>2009-10-17T12:47:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T16:47:00.865-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 20                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fiz com que Ilma fosse à Escola de Dança reconhecer Marta. Como a sala era fechada, ela precisou de uma desculpa para trazê-la à porta. Fingiu que tinha interesse nas aulas de forró, mas gostaria que a professora a avaliasse para que dissesse em que nível ela deveria se matricular. Ilma fez uma parte da aula para que Marta fizesse a avaliação e pôde observá-la bastante. Na volta, me disse que achava que era Marta, sim, a mulher que estava com Cláudio no Centro Antigo. Tinha o mesmo tipo físico. Assim que ela me deu essa confirmação, liguei para Cláudio. Falei que minha amiga reconhecera Marta. Ele ficou aborrecidíssimo. Insistiu que nunca tivera nada com Marta. Disse que teria de pedir desculpas à amiga por tê-la colocado numa situação constrangedora como essa! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Também achei estranho que o caso fosse com Marta. Eles eram amigos há tanto tempo! E, de fato, Marta não tinha um celular tijolão! Mas, de fato, tivera algumas suspeitas dela durante a minha viagem (lembram da postagem 15?) e resolvi checá-las para ver se procediam. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Liguei para Aline. Perguntei do cinema, a que teriam ido juntos ela, Artur, Marta e Cláudio. Ela me falou que Cláudio, durante todo o tempo que passei viajando, jamais fora ao cinema consigo ou Artur. Contei que, segundo Cláudio, eles foram para sessões diferentes, mas no mesmo cinema. Ela negou. Nesse caso, teriam ido ao cinema apenas ele e Marta. Ou então, ele e outra pessoa. Ou mesmo, poderia nem ter havido cinema! Então perguntei da viagem ao interior. Aline me contou que&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Cláudio só chegara na pousada no dia seguinte àquele em que eles chegaram, e não no mesmo dia, como ele me contara. O que significa que, nesse primeiro dia, ele não dormira em casa, mas também não dormira na Pousada. Onde teria dormido? Contou também que ele e Marta ficaram, de fato, no mesmo quarto da pousada, mas que achava muito improvável que eles tivessem um caso, porque estavam ambos agindo de maneira perfeitamente normal! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Poderia mesmo não ser Marta a amante. Ilma poderia ter se enganado!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então resolvi perguntar a Aline:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style="mso-char-type: symbol; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Cláudio recebeu um telefonema meio suspeito de uma garota chamada Emília. Você sabe algo sobre isso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela me respondeu:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style="mso-char-type: symbol; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Cláudio teve uma namorada chamada Emília, dentista, professora de odontologia da universidade, que fora aluna dele na Academia de Dança. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style="mso-char-type: symbol; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; É. Eu sei dessa Emília. Mas Cláudio me disse que não era a mesma. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por via das dúvidas, resolvi checar se realmente existiam duas Emílias, uma professora da Escola de Dança, uma ex-aluna da Academia de Dança, onde eu também estudara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-7809402384767199629?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/7809402384767199629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/01/postagem-20-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7809402384767199629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7809402384767199629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/01/postagem-20-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 20                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-207626461428443483</id><published>2009-10-15T15:39:00.000-03:00</published><updated>2010-01-27T12:47:59.626-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 19                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ilma hesitou um pouco antes de revelar:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Em abril, pouco antes da Semana Santa, eu estava com alguns amigos num bar no Centro Antigo, quando vi Cláudio passar acompanhado de uma mulher. Ela tinha tipo de gostosona, com peitão, bundão, e cabelos escuros cacheados. Ele carregava a sua bolsa. Resolvi segui-los de uma certa distância para ver o que havia entre eles. Eles entraram numa lojinha de artesanato. Entrei em seguida e escondi-me atrás de algumas estantes. Lá dentro, ele ficou segurando a mão dela. Depois, fez uma ligação de um celular Motorola, daqueles antigos, grandões, cinzentos, tipo tijolão. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Ele segurou a mão dela? Por que você nunca me contou isso!?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Pensei que, se as coisas estivessem bem entre vocês, não havia necessidade de você saber disso!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Liguei para Cláudio, narrei a cena tal qual Ilma me contara, e falei:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Só me diga que não era Emília.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Não. Emília é bem magra, loira, com cabelo liso. &lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Deu todas as características opostas às que lhe passei! &lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; A descrição que você me deu parece a de Marta. Mas eu não fiquei de mãos dadas com Marta, nem ela tem um celular tijolão. Sua amiga pode ter se enganado quanto a isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu sabia que ele estava me traindo. Soube, primeiro, por instinto. E, agora, uma testemunha ocular confirmava meus temores. Mas ele, ao negar, ao contra-argumentar, ao por em dúvida a percepção da minha amiga, fazia com que eu duvidasse de mim mesma e também dela, fazia com que eu achasse que era eu que estava pondo nosso namoro a perder por conta de suspeitas infundadas, investigações obsessivas, ciúmes neuróticos. A partir daí, minha razão de viver passou a ser provar a traição que ele tanto negava para que eu pudesse voltar a acreditar em mim e tirar dos meus ombros o peso dessa responsabilidade!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não nego que sofria ao investigar. Sofria muito. A cada descoberta que eu fazia, a cada mentira que ele contava para justificar o fato revelado, a cada nova investigação para solapar a nova mentira,&amp;nbsp; eu sentia uma dor imensa, imensa. Muitas vezes, a dor era tão grande que era maior do que eu, não cabia em mim, ultrapassava os limites do meu corpo. Parecia que eu estava me afogando nessa dor, e que ela me retinha, e eu não conseguia emergir! Mas, de alguma forma, por todo o tempo que durou a investigação, eu sempre soube que, no momento em que tudo estivesse completamente esclarecido, a dor passaria.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-207626461428443483?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/207626461428443483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-19-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/207626461428443483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/207626461428443483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-19-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 19                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-5364848526055161546</id><published>2009-10-13T10:56:00.002-03:00</published><updated>2010-01-26T15:07:31.947-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 18                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Durante o carnaval, dormi na casa de Cláudio. Como estava gripada e não queria arriscar ficar no ar-condicionado do seu quarto, instalei-me no sofá-cama do seu escritório. Aproveitei para abrir a gaveta da escrivaninha e espiar. Pois bem. Logo na primeira gaveta, por cima de tudo, como se tivesse acabado de ser posta ali, havia uma carta de uma “Emília Amaral” datada de onze anos atrás. Li a carta. Era uma carta de amor e saudades, uma carta de namorados. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fui até o seu quarto e tentei dar um jeito de sondar sobre essa Emília Amaral sem que ele descobrisse que andei mexendo em suas coisas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Quantas namoradas você teve antes de mim?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele pensou um pouco e me deu o número. Eu fui checando nome por nome. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Antes mesmo de mim foi... e antes dela foi... &lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; E assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele hesitou um pouco, mas foi fazendo a lista. Não chegou a citar Emília. Então perguntei:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; E quando você namorou Emília? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Eu nunca namorei Emília!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Cláudio, eu sei que você namorou Emília. Quando foi isso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Quem lhe disse?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Eu tenho minhas fontes. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Que fontes?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Não posso revelar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ele saiu. Provavelmente foi ao escritório para identificar o que eu poderia ter visto por lá para obter essa informação. Depois voltou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Você andou mexendo nas minhas coisas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Sim. Eu vi a carta de Emília Amaral.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Não é a mesma Emília &lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; ele respondeu, encerrando o assunto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bom, Emília não é um nome muito comum. Mas, de fato, o sobrenome era diferente. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Minha relação com Cláudio ficou péssima depois dessas investigações. Ele não me procurava mais. Nem em sentido bíblico, nem mesmo no sentido literal! Uma vez, conversando com Ilma, extremamente arrependida por ter posto nosso namoro a perder por conta das minhas desconfianças, ela me falou:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Cláudio não é flor que se cheire, garota.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;-&lt;/span&gt; Por quê? O que você sabe?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O que Ilma me contou me forneceu, enfim, o primeiro indício de que todas aquelas desconfianças não eram apenas paranóia!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-5364848526055161546?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/5364848526055161546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/01/postagem-18-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5364848526055161546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5364848526055161546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/01/postagem-18-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 18                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3231517325258599300</id><published>2009-10-11T19:22:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T19:30:16.465-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 17                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>O reinício do namoro&amp;nbsp;deu-se com uma viagem à praia. Chegamos à pousada no início da noite. Namoramos na varanda, sob a lua cheia, ao som das ondas que batiam a poucos metros, com a brisa suave acariciando nossos corpos. Foi lindo! Na manhã seguinte, estávamos no mar quando vimos passar, na areia, uma mulher com um cachorro. Cláudio comentou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Olha: um Chow Chow. Uma amiga minha tem um cachorro desses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhei. Eu conhecia todas as amigas mais próximas de Cláudio e nenhuma tinha um Chow Chow. E deveria ser uma amiga próxima, alguém que ele visitasse, do contrário não lhe conheceria o animal de estimação! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Que amiga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Emília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Emília da Escola de Dança? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;É. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a segunda vez na vida que ouvi falar em Emília. Até então, Cláudio só me falara dela no início de nosso namoro, dois anos antes (lembram da postagem 14?). Realmente, era estranho que agora ele tivesse intimidade para conhecer-lhe o cachorro, não é? Mas, de qualquer maneira, conhecer o animal de estimação de alguém não é nada de mais, e eu teria esquecido completamente esse episódio se, cerca de uma hora depois, Emília não lhe tivesse telefonado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio dirigia de volta para a cidade e seu celular estava no meu colo. No momento em que tocou, li, para ele, a informação passada pelo bina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;“Emília casa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pegou o aparelho, colocou no ouvido e falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Alô, alô, alô, alô... Nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolveu-me o telefone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A operadora de celular de Cláudio costumava enviar-lhe uma mensagem sempre que alguém telefonava para o seu número mas ele não atendia. Pois bem. Logo depois que Cláudio me devolveu o aparelho, veio a mensagem da operadora. Estranho! Essa mensagem não viria se ele tivesse atendido a ligação! Logo, Cláudio não chegara a atender! Ele apenas fingira que atendera! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Cláudio parou em frente ao meu portão, eu falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Olha, Cláudio, por que você fingiu que atendeu a ligação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Eu não fingi. Eu atendi e não havia ninguém. Talvez ela já tivesse desligado! Emília costuma fazer essas coisas: dar um toque e desligar, para que a gente ligue de volta. Ela está viajando para a Espanha e quer me vender alguns móveis. Deve ter me telefonado para combinar isso. Depois eu ligo para ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta era muito complexa para ser mentira! Pedi desculpas, super envergonhada. Mas, mesmo assim, não deixei de sentir o incômodo de uma pequena desconfiança, que, por mais que eu tentasse afugentar, não me deixava em paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, aproveitei um momento de distração seu e chequei as chamadas discadas do seu celular. Estavam lá: “Emília casa” e “Emília cel”. Ele ficara de ligar e, de fato, ligara. Peguei um papel e copiei para mim os números de Emília, tanto do fixo, quanto do celular, para futuras checagens, caso, mais adiante, ele resolvesse excluir seu nome da agenda. Depois, resolvi perguntar-lhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Você falou com Emília? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um teste. Se ele dissesse que sim, eu perguntaria naturalmente como acertara a questão da compra dos móveis, a conversa evoluiria amigavelmente, sem crise, e eu ficaria tranqüila. Mas ele respondeu que não!!! E eu me vi obrigada a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Olha, Cláudio, eu fiz uma coisa muito feia: eu olhei as ligações discadas do seu celular e vi uma ligação sua para Emília. Mas você fez uma coisa mais feia ainda: você mentiu para mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Eu não menti! Eu não falei com ela. Eu liguei, mas ninguém atendeu! Se quiser, ligo para ela de novo agora, aqui, na sua frente. Você mesma pode falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tinha nada a esconder, devia estar falando a verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Não precisa. Desculpe. Não sei o que está acontecendo comigo! Não sei por que ando tão desconfiada! Por favor, me perdoe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha lágrimas nos olhos. Ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Não tem o que desculpar. Só não faça mais isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a desconfiança continuava aflorando, de tempos em tempos, a cada lembrança ou reflexão. E a necessidade de ter certeza era mais forte do que o desejo de não contrariá-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Participe da enquete ao lado: Cláudio está mesmo tendo um caso? Com quem? Marta ou Emília?)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3231517325258599300?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3231517325258599300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/01/postagem-17-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3231517325258599300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3231517325258599300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2010/01/postagem-17-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 17                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-4997909089987701345</id><published>2009-10-09T10:32:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:18:22.593-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 16                                            - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Cláudio estava muito ocupado para receber-me no aeroporto. Depois do trabalho, estava muito cansado para ver-me em casa. Queixei-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Puxa, Cláudio! A gente não se vê há um tempão! Eu estou morrendo de saudades de você, morrendo de vontade de ver você! E você parece nem se importar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então pensei: “Se ele achar que corre o risco de me perder, talvez faça algum esforço!”. E continuei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Talvez a gente devesse terminar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Tem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele concordou! Não era para ser assim. Ele deveria ter pedido desculpas, dito que me amava, tentado me dissuadir! Mas ele concordou! Tentei voltar atrás:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;A gente não precisa terminar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Não, não. Eu acho que você está certa. É melhor mesmo a gente terminar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não houve jeito de fazê-lo mudar de idéia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tão absolutamente inacreditável tudo o que estava acontecendo! Eu esperara tanto para revê-lo, estava tão ansiosa para cair em seus braços, e ele, não só não fez qualquer esforço para me encontrar agora, como evitava me encontrar depois! Era tudo tão fantástico que, durante a conversa, eu cheguei a pensar: “Talvez isso seja apenas um sonho!”. Então, eu olhava ao meu redor e reconhecia a sala da casa dos meus pais, olhava para a minha roupa e lembrava que a usara no aeroporto, e chegava à conclusão lógica de que tudo era real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era uma conclusão apenas racional. A sensação era outra. Eu me sentia como se estivesse imersa no vácuo, como se não houvesse atmosfera, como se eu não vivesse, como se nada daquilo estivesse acontecendo comigo! Por isso, quando desliguei o telefone, não chorei. Estava apenas exausta, completamente sem forças. Deitei-me e adormeci logo em seguida. Somente quando acordei, à primeira luz do sol, senti o impacto violento da realidade! E chorei, chorei, chorei... Eu pensava que ia me casar com ele, eu pensava que nós viveríamos juntos para sempre! De repente, minha vida não fazia mais qualquer sentido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas depois, Cláudio me telefonou. Disse que sentira minha falta e pediu para voltar. Claro que eu aceitei prontamente, sem sequer imaginar os tormentos que me aguardavam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-4997909089987701345?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/4997909089987701345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/12/postagem-16-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/4997909089987701345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/4997909089987701345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/12/postagem-16-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 16                                            - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3950924591027119390</id><published>2009-10-07T11:10:00.001-03:00</published><updated>2010-01-26T15:07:50.839-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 15                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>A peça em que eu trabalhara foi selecionada para participar de uma tournée por vários Estados. Fiquei triste por deixar Cláudio, e fiquei também morrendo de medo de perdê-lo, mas era uma oportunidade tão importante, havíamos nos dedicado tanto para vencer essa seleção, eu não podia deixar de ir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa despedida, ele me pediu para não esquecê-lo, eu lhe pedi para não me esquecer, e nos abraçamos já cheios de saudades! No começo, ele me ligava todas as noites, depois do espetáculo, perguntava de mim, me contava seu dia, dizia sentir minha falta. Uma vez, tirou no violão as notas de uma cantiga de ninar que eu adorava, “Valsa para uma menininha”, e tocou-a para mim por telefone, antes de me desejar boa noite! Foi tão bonito, tão bonito, que meus olhos se encheram de lágrimas. Como eu quis estar juntinho dele naquele instante! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo foi passando e, aos poucos, acho que ele foi se habituando à distância, pois passou a ligar para mim cada vez com menos freqüência. E eu comecei a ficar um pouco preocupada e resolvi telefonar-lhe, de vez em quando, dos hotéis onde me hospedava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite, ao receber um telefonema meu, ele me falou que estava no cinema com Marta, Artur e Aline. Eu comentei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom! Me chama Aline! Quero muito falar com ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou no banheiro agora. Quando sair, ligo de volta para você e entrego o telefone para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei. Esperei. Esperei. Cansei de esperar e liguei novamente para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que Artur e Aline assistiram à sessão de outro filme. Estava esperando encontrá-los agora na saída, mas acho que eles já foram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom. Ele assistiu ao filme só com Marta, então. Tudo bem. Se ele me revelou isso, não deve ser nada preocupante, não é?”, disse para mim mesma. Mas não consegui deixar de experimentar alguma desconfiança, dessas que ficam guardadas lá no fundo do peito, e que a gente tenta fazer de conta que nem estão lá, mas que, sem que a gente possa evitar, acabam nos fazendo sentir o tempo todo uma dor bem fininha, agoniadora, como a pressão de um alfinete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, ele me contou que passaria a Semana Santa no interior com Artur, Aline e Marta. Prometeu-me que ficaria sozinho num quarto. Disse que viajariam na quinta e voltariam no domingo. Na quinta, ligou contando como havia sido a viagem e deu-me o número da pousada. Na sexta, telefonei para lá. Disse ao atendente o nome do hóspede com quem queria falar. Ele não sabia bem em que quarto Cláudio estava. Aparentemente, não anotavam os nomes dos hóspedes por quarto naquele estabelecimento. Expliquei-lhe que fora um grupo de quatro pessoas que chegara na quinta e que reservara três quartos, um de casal, dois de solteiro. Cláudio era o rapaz que estava sozinho no quarto. O atendente me deixou esperando na linha um tempo e depois falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Encontrei. Ele não está sozinho no quarto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então transferiu a ligação. Quando Cláudio atendeu, falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer dizer que você está no mesmo quarto que Marta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, estamos em quartos separados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não foi o que o atendente me disse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O pessoal daqui é meio atrapalhado. Artur e Aline chegaram um pouco antes e pediram apenas dois quartos. Quando eu e Marta chegamos, pedimos mais um. Mas acho que a atendente de ontem esqueceu de anotar a mudança, de modo que o atendente de hoje não sabia da existência do terceiro quarto! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que achei isso bem suspeito. Tão suspeito que, quando desliguei o telefone, até chorei. Depois dessa ligação, aquela dor fininha de pressão de alfinete evoluiu para um aperto tão grande que parecia que meu peito estava sendo comprimido por um espremedor de batatas! Mas eu lutava contra essa desconfiança com todas as minhas forças. “A pousada é mesmo desorganizada, não é? Eles não sabem nem os nomes dos hóspedes! Cláudio deve estar falando mesmo a verdade!”, eu me esforçava para pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tournée já estava no fim. Resolvi não esperar pelo grupo ou pela festa de encerramento: paguei do meu bolso para antecipar minha passagem e acabar com essa agonia. E então descobri que aquilo não era de forma alguma uma agonia! Agonia seria o que estava por vir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Participe das duas&amp;nbsp;enquetes ao lado: o que você acha que realmente aconteceu no cinema e na pousada?)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3950924591027119390?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3950924591027119390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/12/postagem-15-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3950924591027119390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3950924591027119390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/12/postagem-15-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 15                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-6163195540087437157</id><published>2009-10-05T10:38:00.001-03:00</published><updated>2010-01-26T15:08:09.653-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 14                                          -  Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Engraçado. Enquanto era virgem, achava que sexo era uma coisa absolutamente extraordinária, uma grande decisão a tomar, uma atitude de enormes conseqüências... Depois da minha primeira vez, descobri que sexo não é mesmo nada de mais! É uma coisa tão natural, tão simples, tão inevitável! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fica mais fácil depois da primeira vez, menos tenso principalmente. Eu e Cláudio ficamos mais íntimos. E o relacionamento ficou mais maduro, mais adulto. Passamos a falar mais abertamente o que queríamos um do outro e a agir mais livremente um com o outro, de acordo com nossas vontades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois de nossa primeira vez, conheci seus amigos Marta e Artur. Marta trabalhava com ele na Escola de Dança. Era solteira e muito bonita, de um jeito sensual, os lábios carnudos, o busto grande, os quadris largos. Não era magrela como eu. Confesso que essa amizade me deixou um pouco enciumada, mas ele me garantiu que se conheciam desde a faculdade sem que nada tivesse havido entre eles, nem mesmo atração. Artur era amigo de infância. Um rapaz gordinho, engraçado, muito simpático. Tinha uma namorada, Aline, uma mulher independente e empreendedora, que viera de outro Estado, trabalhava para se sustentar e morava só, enquanto Artur ainda dividia a casa com os pais e a enrolava há dez anos. Artur e Aline acolheram-me muito bem e foram bastante carinhosos comigo, já Marta foi menos expansiva, menos comunicativa, mas não chegou a ser antipática. Saímos muitas vezes todos juntos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas vezes, paramos num cybercafé para que Cláudio pegasse em seu e-mail a programação do festival de dança, para onde planejávamos ir no encontro seguinte. Eu estava ao lado de Cláudio quando ele abriu a página do webmail. Havia uma série de mensagens de uma certa Emília Cavalcante. Ele comentou, enquanto as excluía:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa! Muito chatos esses e-mails políticos que Emília me manda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu perguntei, só por curiosidade, quem era Emília. Ele respondeu, prontamente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma professora da Escola de Dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi um acontecimento absolutamente banal, que não mereceria espaço nem na minha memória, nem neste diário. Por alguma razão, entretanto, ele ficou muito bem gravado, tanto lá como aqui, e, no futuro, teria repercussões impressionantes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-6163195540087437157?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/6163195540087437157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/11/postagem-14-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6163195540087437157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6163195540087437157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/11/postagem-14-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 14                                          -  Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-7087640545600445254</id><published>2009-10-03T21:14:00.001-03:00</published><updated>2010-01-26T15:08:29.842-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 13                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Ele recuou. Sentou-se na cama. Sério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você é virgem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz que sim com a cabeça. Em seguida, falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas eu quero. Quero muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou paralisado, olhando para mim. Eu continuei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu nem ia falar nada. Só falei mesmo porque fiquei com medo de que doesse e eu não conseguisse disfarçar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu, assustado: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não acredito que você não ia falar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então se afastou um pouco mais. Encontrou minha calcinha entre os lençóis e me entregou. Eu a vesti. Então ele tirou a camisinha e vestiu a cueca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que ele ia terminar de pôr sua roupa e me abandonar ali, sozinha, envergonhada e arrependida. Mas não. Ele posicionou os travesseiros contra a parede e foi me conduzindo até lá, onde ficamos abraçados, quietinhos, em silêncio, por um bom tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso que você quer me dar é tão importante! Eu não acho que eu mereça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não acho que você não mereça. Mas, de qualquer forma, eu acho que eu mereço. Você não acha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou pensativo. Depois de um tempo, olhou no relógio e propôs irmos embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias se passaram sem que nos falássemos. Então ele me ligou e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você tem certeza de que é isso que você quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu tenho, Cláudio. Faz tempo! A questão, na verdade, é saber se você quer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É claro que eu quero! Eu quero muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos ao apartamento no dia seguinte. Tentamos por horas. Uma dor! Uma dor! De ir no teto e voltar! E não adiantava fazer todos os tipos de carinho antes ou durante. Doía de qualquer jeito. Desisti. Tentamos novamente no outro dia. Mais algumas horas de tortura. E não adiantava dizer para relaxar! Doía do mesmo jeito! Desisti mais uma vez. No terceiro dia, em meio ao suplício, de repente, sem mais nem menos, a dor cessou completamente. Inteiramente. Veio, em seguida, uma sensação estranha, uma espécie de deslocamento de ar dentro de mim. Então entendi que havia perdido a virgindade. E, a partir daí, comecei a gostar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(E a sua primeira vez, como foi? Pode&amp;nbsp;contar aí embaixo, nos comentários!)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-7087640545600445254?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/7087640545600445254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/11/postagem-13-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7087640545600445254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/7087640545600445254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/11/postagem-13-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 13                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3182394074861567302</id><published>2009-10-01T02:19:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:16:46.409-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 12                                            - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Praias, praças, seu carro, jardim da minha casa, varanda da sua. Esses eram os lugares em que namorávamos, e em que sempre nos arriscávamos a sofrer as interferências dos transeuntes ou das famílias. Um dia, ele me falou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu queria ficar juntinho com você. Sozinho com você. Longe de todo o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu também. – Concordei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei de um lugar onde a gente pode ficar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez uma pausa. Eu esperei em silêncio. Ele continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Num motel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que o que ele dizia fazia todo o sentido. Sabia que a gente tinha de passar para a próxima etapa. E eu queria. Queria muito. Mas tinha um medo danado de que ele perdesse o interesse em mim depois de ter tudo o que quisesse, e de que, ainda por cima, o próximo, que viesse depois dele, não me valorizasse porque eu já fora de outro! Por outro lado, também tinha medo de perdê-lo se não cedesse, já que ele, com nove anos a mais do que eu, certamente não iria agüentar por muito tempo esse namoro adolescente! E eu o amava tanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cheguei a responder-lhe nada. Fiquei apenas séria, pensativa. Ele percebeu meu constrangimento e pediu desculpas. Logo depois, deixou-me em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, telefonei para Ilma. Passamos um século conversando. Ela me demonstrou que eu me preocupava demais com a opinião dos outros sobre algo que só deveria dizer respeito a mim! Eu deveria fazer o que meus sentimentos e minha vontade me ditassem, sem pensar nele, sem pensar em ninguém depois dele. Achei que ela tinha razão. Eu o amava. Eu queria. Era o suficiente para que eu fosse adiante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não num motel qualquer. Não de qualquer jeito. Teria de ser mágico! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antigo apartamento onde minha família morara estava à venda. A chave ficava na última prateleira do guarda-roupa dos meus pais. Quando ninguém estava olhando, escalei as prateleiras, peguei a chave, tomei um ônibus e fui ver em que condições ele estava. Fechado há anos, o apartamento estava coberto de poeira, insetos e penas. A faxina durou dois dias. Aos poucos, fui levando lençóis, travesseiros, pratos, copos, talheres, algumas velas. Então, liguei para Cláudio. Ele foi me buscar em casa. Levou-me até o apartamento pensando que íamos para uma festa. Somente ao entrar, ele pôde compreender que a festa era somente para nós dois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não tem juízo! – ele falou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, abraçou-me e disse, pela primeira vez, que me amava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completamente a sós, fomos nos beijando, nos tocando. Tão bom! Aos poucos, foram-se abrindo botões, colchetes, fecho éclair. E eu vi, pela primeira vez, um homem nu. Achei um pouco estranho. Mas gostei. Então, ele pegou um envelope de camisinha. E eu pensei em algo que não tinha me ocorrido até então: “Devo ou não devo dizer para ele que sou virgem?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outros medos surgiram. Se eu dissesse que era virgem, ele poderia fugir de mim, para não ter de arcar com a responsabilidade de ser o primeiro. Se eu não dissesse que era virgem, ele poderia achar que eu tinha algum problema quando começasse a sentir a inevitável dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não conseguia chegar a uma decisão. E o tempo corria. Corria muito rápido. Ele rasgou o envelope num piscar de olhos. Levou apenas alguns segundos para vestir a camisinha. Então foi se aproximando de mim. Em dois tempos, já tinha as mãos sobre os meus joelhos. Dobrou minhas pernas. Afastou-as. Começou a inclinar-se sobre mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando falei, bruscamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu nunca fiz isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Participe da enquete ao lado, dizendo o que você faria se estivesse na situação de Cláudio. Em alguns dias, conto o que, de fato, aconteceu.)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3182394074861567302?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3182394074861567302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-12-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3182394074861567302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3182394074861567302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-12-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 12                                            - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-4084334816891614799</id><published>2009-09-29T19:39:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:15:56.993-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 11                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Marcamos de passear no calçadão à beira-mar. Embora fosse noite, era mais seguro freqüentar a orla agora que a prefeitura havia instalado gigantescos balões de iluminação fluorescente. Esses balões eram bem mais econômicos do que os antigos refletores de lâmpadas incandescentes, que estavam proibidos, porém não eram tão discretos quanto eles, e subtraíam à praia um pouco do seu encanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinado momento, durante a caminhada, nossos braços se tocaram levemente. Ele aproveitou para segurar minha mão. Então, foi me guiando até a areia, onde nos sentamos. Ele passou o braço pelas minhas costas. Eu encostei a cabeça no seu ombro. Ficamos assim, quietinhos, olhando o mar, até que ele falou, meigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bem que a lua poderia estar nascendo agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Para quê a lua se temos esses balões espetaculares! – Brinquei. Ele riu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois comentou, delicado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aquela estrela tem um brilho diferente. Todas são branquinhas, só ela é amarela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É que ela usa iluminação incandescente. Vai ser multada! – Continuei brincando. Ele riu novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos um tempo em silêncio. Então percebi que, ao contar piadas em resposta a comentários tão românticos, eu talvez lhe tivesse tirado toda a coragem. Para corrigir essa minha falta, respirei fundo e falei, num só fôlego:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom que você não é mais meu professor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ri, tímida, sem ter coragem de olhar para ele. Ele sorriu. Logo depois me deu um beijo no rosto. Tão carinhoso. Então olhei para ele. Ficamos um tempo assim, muito próximos, mergulhados nos olhos um do outro. Em seguida, nos beijamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tão bom! Tão incrivelmente bom. Tão melhor do que eu, nos meus sonhos mais otimistas, já imaginara que um beijo seria! Trazia-me uma paz tão grande e deixava-me tão leve, tão leve que eu tinha a sensação de que flutuava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse primeiro beijo, vieram-me outras descobertas. Mas estas ficam para&amp;nbsp;as próximas postagens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-4084334816891614799?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/4084334816891614799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-11-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/4084334816891614799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/4084334816891614799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-11-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 11                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-8952231543350217746</id><published>2009-09-27T11:43:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:15:19.703-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 10                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>Cláudio me ligou no dia seguinte. Fomos ao cinema. Nada aconteceu. Ele não pôs o braço por trás da minha poltrona, não segurou minha mão, não me beijou. O filme parecia ganhar toda a sua atenção. Depois da sessão, passamos numa sorveteria. Então descobri o que o afligia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu tenho que lhe dizer uma coisa. Acho melhor contar agora para depois você não ficar chateada. – ele falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, começou a hesitar. Não sabia por onde começar. Não sabia se realmente deveria falar. Temia as conseqüências. No início eu apenas aguardava, com alguma curiosidade, depois, comecei a tentar ajudá-lo, gentilmente, dizendo que ficasse calmo, que eu costumava ser muito compreensiva, no final eu já estava tão preocupada com a possível gravidade do assunto que perdi completamente a paciência e disse: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu prometi para meus pais que estaria em casa à meia-noite. Você tem dez minutos para falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele tomou coragem e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A gente se conheceu há pouco tempo. Tem muita coisa sobre mim que você ainda não sabe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu uma pausa. Uma pausa bem longa. Tão longa que não pude deixar de tecer suposições sobre o que eu ainda não sabia. “Talvez ele tenha cometido um crime e cumprido pena!”, pensei, alarmada. Ele continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você conhece somente meu trabalho, não sabe nada da minha vida pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez mais uma pausa. Voltei a pensar: “Talvez ele seja gay! Faz sentido. Esse não é um aspecto da vida pessoal que as pessoas saiam revelando no trabalho”. Ele seguiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tive uma namorada. Não deu certo. Terminamos. Era muito difícil. Ela tinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será que ela tinha AIDS?”, pensei, assustada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– ... muitos ciúmes, por causa da história da dança. Acontece que, com ela, eu acabei indo mais além e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, meu Deus, talvez ele a tenha estuprado, ido para a prisão, virado gay na cadeia e pego AIDS!”, pensei, em pânico. O silêncio que veio a seguir pareceu-me uma eternidade. Eu nem conseguia respirar. Fitava-o com os olhos arregalados, apavorada de que a minha suposição estivesse correta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– ... ela tem um filho meu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Peraí. Um filho? Um filho!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a rir. Estava tão aliviada! Um filho não era nada, especialmente comparado com tudo o que eu imaginara.&amp;nbsp;Ele deve ter achado minha reação meio maluca. Mas ficou mais tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dez minutos acabaram. Ele me deixou em casa. Na noite seguinte, passados seus receios e meus pavores, nosso encontro seria muito melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-8952231543350217746?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/8952231543350217746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-10-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8952231543350217746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8952231543350217746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-10-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 10                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-1121232099331354816</id><published>2009-09-25T18:09:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:14:55.577-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 9                                              - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>O professor de teatro convidou-me para participar de um espetáculo que ele dirigiria por fora do colégio. Minha personagem seria uma dançarina de tango. Logo dançarina! Logo tango! Logo eu que não sabia dançar nem “dois pra lá, dois pra cá”! Para não perder o papel, entrei numa escola de dança. No começo, tive uma certa dificuldade. Mas o processo era bem didático, os passos eram estudados pedacinho por pedacinho, devagar, em silêncio, até estarmos seguros para fazê-los inteiros com música. Acabei aprendendo direitinho. E gostei tanto de dançar que comecei a treinar outros ritmos, além do tango. Quando a peça estava para estrear, despedi-me da escola de dança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, na noite da estréia, ao final do espetáculo, Cláudio, meu professor de dança, me procurou nas coxias. Disse que estava orgulhoso do seu trabalho, fez-me vários elogios, perguntou até quando ficávamos em cartaz. Voltou ainda algumas vezes. Trouxe amigos, parentes, em algumas ocasiões foi até sozinho. Sempre falava comigo ao final do espetáculo. No início, eu ficava apenas agradecida por tanta assiduidade. Depois, comecei a esperar ansiosamente por suas visitas! Antes do espetáculo, quando o público começava a ocupar a platéia, eu dava uma olhadinha por uma fresta das cortinas para tentar localizá-lo em alguma poltrona. Quando ele estava lá, ficava tão feliz que voltava às coxias saltando e girando! Se não estava, suspirava de saudades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a temporada estava perto de acabar, com receio de não vê-lo novamente, tomei coragem e sugeri fazermos alguma coisa juntos. Ele pegou meu telefone. E eu passei a contar os minutos, à espera da sua ligação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-1121232099331354816?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/1121232099331354816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-9-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/1121232099331354816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/1121232099331354816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-9-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 9                                              - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3848223706113771042</id><published>2009-09-23T19:12:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:14:31.553-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 8                                              - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu sempre fui extremamente tímida. Sabe aquelas pessoas que não têm coragem de falar em público, que não conseguem puxar assunto com desconhecidos e que têm bem poucos amigos, geralmente tão tímidos quanto elas? Assim era eu. Por outro lado, eu era muito boa aluna. Sempre tirava as melhores notas da turma, elucidava as dúvidas dos colegas e ficava encarregada de fazer, sozinha, os trabalhos em grupo. Essas características me faziam completamente invisível para quase todos os alunos do colégio até que se aproximava a data de alguma prova ou da entrega de algum trabalho, quando eu me tornava, por um instante muito breve, convenientemente perceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo colégio em que entrei era ainda maior do que o último. Só a minha turma tinha duas vezes mais alunos do que a turma anterior. E havia dezenas de turmas do tamanho da minha! Se eu já não era notada nos outros dois colégios, imagine o que aconteceria nesse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para fugir à melancolia que essas reflexões me traziam, decidi participar do curso de teatro do colégio. O ingresso na turma dependia de uma seleção. Os alunos deveriam representar algum monólogo. Aqueles que tivessem as melhores interpretações preencheriam as vagas. Eu havia lido, há algum tempo, a peça “Santa Joana”, de Bernard Shaw, sobre Joana D’Arc, e resolvi interpretar uma fala linda de Joana ao perder o apoio da Igreja e do governo franceses. Estudei um bocado o texto e procurei dar intenções específicas para cada frase, valorizando os menores detalhes, dando a cada instante uma cor diferente, passando de momentos de angústia a revolta e, daí, a consolo e, em seguida, a coragem, terminando a fala com lágrimas aos olhos. O professor gostou muitíssimo e eu entrei no curso. A partir daí, passei a viver em função do teatro: treinando, lendo os textos, construindo as personagens, ensaiando. Julieta de Shakespeare, Irina de Tchekov, Hilda Wangel de Ibsen, Dorotéia de Nelson Rodrigues, a Enteada de Pirandello..., como eu gostava de criar e viver cada uma dessas personagens! Quando estava imbuída do papel, eu já não era tímida, porque, na personagem, eu já nem era eu mesma! O professor deu-me o papel principal na primeira apresentação e isso se repetiu em todas as apresentações seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As apresentações me tornaram mais conhecida no colégio e surpreenderam meus colegas de classe. Como conseqüência, na escolha do representante de turma, fui eleita por unanimidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho como representante de turma consistia, de maneira geral, em fazer a mediação entre os alunos e os professores, coordenadores e diretores. Precisando conversar sempre, ora com uns, outra com outros, acabei por me tornar menos tímida, mesmo fora do palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior desafio desse meu trabalho como representante foi liderar a minha turma nos jogos internos. Precisei escolher um subtema para a cerimônia de abertura dos jogos, desenvolver o conceito do espetáculo, arrecadar fundos para produzi-lo, contratar uma coreógrafa, convocar os dançarinos interessados, ensaiar, desenhar a estamparia das camisas dos jogadores, conseguir patrocínio para confeccioná-las, reunir jogadores para cada time... Uma trabalheira enorme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última semana antes dos jogos internos, eu não assisti a mais do que duas aulas e nenhuma inteira. Ficava do lado de fora da sala, fazendo todos os preparativos. Eu já estava no limite de faltas que poderia ter no ano inteiro e contava com o fato de não haver aula na véspera da cerimônia de abertura para encher dois mil balões e picar cinqüenta quilos de jornal para a torcida, porém, numa decisão inédita, a direção determinou que, nesse ano, a véspera dos jogos internos seria de aula normal. Quase chorando, entrei na sala e sentei na primeira fila. Estava exausta, abatida, visivelmente preocupada. No fim da aula, levantei-me para falar com a turma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pessoal, amanhã vocês já sabem que haverá aula normal. – Parei, tentando segurar as lágrimas – Eu estou trabalhando muito e, por isso, estou perdendo muitas aulas. E ainda tenho um monte de coisas da abertura para preparar! – Dei mais uma pausa, tomei fôlego e fiz o pedido – Se ninguém vier para a sala amanhã não haverá aula. Vocês se comprometem a faltar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, deu-se o fato mais bonito que já acontecera desde a minha posse: absolutamente todos os alunos da sala levantaram as mãos, todos se dispuseram a faltar aula, em total boa vontade, sem queixas, sem aborrecimentos! Foi realmente emocionante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema das apresentações era a nossa cidade. Nosso subtema foi enxergá-la como era em nossa infância, numa perspectiva nostálgica. A encenação começava no escuro, com a leitura dos primeiros versos de um poema que evocava “uma cidade sem história nem literatura, uma cidade sem mais nada, a cidade de nossa infância”. Seguia com brincadeiras infantis: bola de gude, elástico, amarelinha, boca de forno. Continuava com danças de roda. Terminava com carnaval de rua. Era um espetáculo bem sentimental e delicado. A coreografia tinha três minutos de duração que passaram como vinte segundos. Quando acabou, eu nem estava ansiosa. Não fazia questão de ganhar. Já estava satisfeita porque tudo tinha dado certo. De qualquer forma, quando veio o resultado, fiquei radiante com nosso primeiro lugar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, cheguei no colégio&amp;nbsp;um pouco&amp;nbsp;atrasada. Quando abri a porta da sala, em plena aula, todos os alunos começaram a me aplaudir. Aplaudiram por praticamente um minuto inteiro, sem parar. Alguns se levantaram para me abraçar. Até o professor, que deveria estar bem chateado por ter tido sua aula interrompida por essa manifestação, veio me dar os parabéns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que deixei de ser invisível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi essa inédita visibilidade que me fez ser notada por aquele que seria, enfim, meu primeiro namorado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3848223706113771042?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3848223706113771042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-8-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3848223706113771042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3848223706113771042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-8-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 8                                              - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-8255049917746242417</id><published>2009-09-21T16:09:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:14:03.326-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 7                                                         - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já havia um bocado de gente na festa quando o telefone tocou. Minha irmã foi atender e voltou dizendo que Rodrigo ainda estava na casa de praia e não poderia vir.&amp;nbsp; Que desapontamento! Eu havia investido tanto nesse encontro! No meio da noite, porém, Rodrigo chegou. Como fiquei contente! O telefonema havia sido para dizer, na verdade, que ele já havia saído da casa de praia e estava a caminho, mas minha irmã invertera a história, na tentativa de deixar-me menos ansiosa, o que, de fato, funcionou, até que a surpresa de vê-lo entrar reacendeu minhas expectativas! Adélia, irmã de Rodrigo, veio junto com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Estávamos todos sentados, conversando.&amp;nbsp; Rodrigo sentou ao meu lado e Adélia ao lado dele. Ele parecia um pouco nervoso. Passou, disfarçando, a mão no cabelo antes de colocar o braço no encosto do banco, por trás de mim. Senti um tremendo frio na barriga quando ele fez isso. Eu não sabia como agir! Pensei em encostar a cabeça no seu ombro, mas estávamos em grupo, as luzes todas acesas, e Adélia não tirava os olhos de nós! Não tive coragem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Logo, começou a tocar um forró e Rodrigo tirou Adélia para dançar. Eles dançaram tão bem juntos, todos os tipos de passos e giros, pareciam dançarinos profissionais. Em seguida, ele veio me chamar.&amp;nbsp; Levantei com o coração disparado. O forró era bem mais rápido do que o que eu usara para treinar. O passo básico que eu aprendera era totalmente diferente do que ele fazia. E eu não conseguia entender, na prática, o que ele queria dizer com “Deixa que eu conduzo!”. Foi um fiasco! Um fiasco! Eu pedi para parar. Sentei-me de volta no banco. Tinha tanta vergonha, tanta! Uma vontade enorme de encolher, de ficar tão pequenininha que ninguém fosse capaz de me enxergar!&amp;nbsp; Rodrigo dançou mais alguns forrós com outras meninas da festa. Depois, sentou mais uma vez ao meu lado. E, novamente, Adélia não parava de olhar na nossa direção.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Então Rodrigo me pediu que eu lhe mostrasse meus cachorros. Uma ótima oportunidade para ficarmos a sós! Descemos a escada, saímos para o quintal e, quando estávamos já próximos do canil, mamãe apareceu e começou a falar dos cachorros, da mordida de uma tonelada do rottweiler, do vitiligo de Arcano, das ninhadas de Sibila, do tamanho de Cyborg, do quanto Arcano era bravo e subjugava Cyborg, de como Sibila era&amp;nbsp; boa caçadora, mas péssima guarda, do tanto que Cyborg era forte, mas medroso etc, etc, etc. Mamãe não parava de falar! Ela falou tanto, tanto, tanto que só foi interrompida pela chegada do pai de Rodrigo, que o levou embora antes termos tido qualquer momento a sós!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em algumas semanas começariam as aulas no novo colégio, e eu prometi para mim mesma que esse seria um ponto de virada na minha vida, que, a partir daí, tudo seria completamente diferente. E eu cumpri essa promessa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-8255049917746242417?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/8255049917746242417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-7-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8255049917746242417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8255049917746242417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/10/postagem-7-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 7                                                         - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-3517625368284927053</id><published>2009-09-19T01:05:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:13:29.037-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 6                                            - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aquele não era só o último dia do ano letivo. Como éramos da turma de concluintes, aquele era nosso último dia na escola. Houve uma comemoração na quadra. Alguns professores falaram, alguém colocou para tocar “Canção da América”, os alunos se abraçaram chorando... Eu estava sentada na arquibancada sozinha assistindo a tudo isso ligeiramente indiferente. Não me apegara muito àquela escola e os poucos colegas a quem me afeiçoara, inclusive Ilma, minha melhor amiga, seguiriam junto comigo para o próximo colégio.&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em determinado momento, Rodrigo saiu da quadra, deixando Thiago com o resto da turma, e subiu até a arquibancada. Ele parou, de pé, ao meu lado e pegou no meu cabelo, fazendo festa. Foi o primeiro gesto carinhoso que já tivera comigo! Eu olhei para ele e sorri. Ele falou que sua mãe não viria buscá-lo e propôs descermos juntos a ladeira. Aceitei a proposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Saímos do colégio. Conversamos um pouco, sobre a entrega dos boletins, o resultado das provas, nossos futuros colégios, mas passamos a maior parte do tempo calados. Minha casa ficava na base da ladeira. Parei quando chegamos em frente ao portão. Ele, então, ergueu os braços, segurou carinhosamente minha cabeça com ambas as mãos, o polegar sobre meu rosto, os outros dedos sob meus cabelos, e deu-me um beijo em cada bochecha. Em seguida, ficou parado à minha frente, ainda segurando minha cabeça, olhando-me nos olhos, seu rosto muito perto do meu. Vários segundos se passaram sem que ele se movesse. Tímida, sem saber o que fazer, eu lhe disse: “Tchau”. Ele recolheu as mãos, respondeu-me com a mesma palavra e seguiu em direção ao ponto de ônibus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Somente depois que entrei em casa, entendi que essa sua atitude – seu olhar nos meus olhos, suas mãos na minha cabeça, seu rosto tão perto do meu – só poderia demonstrar que o que ele queria, na verdade, era me beijar, que ele estava apenas reunindo um pouco mais de coragem antes aproximar seus lábios dos meus, e que, ao invés de lhe dar qualquer indício de que sua atitude seria bem recebida, eu simplesmente arruinei tudo dizendo “Tchau”!&amp;nbsp; Como fui estúpida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Eu precisava criar outra oportunidade para que ele continuasse de onde eu o havia interrompido. Meu aniversário estava próximo. Resolvi fazer uma festinha e chamá-lo. Até então, nossas festas de aniversário se limitavam a comidinhas e conversas. Mas eu sabia que, para termos a chance de ficar bem juntinhos, a festa teria que ser dançante. E eu não sabia dançar! Revelei esse problema a minha irmã, na esperança de que ela se oferecesse para me ensinar forró. Nenhuma palavra dela. Pedi-lhe que me desse uma aula. Ela se recusou. Ofereci-lhe minha mesada inteira. Ela renegociou até que o valor atingiu quatro mesadas. Então, enfim, tive a minha aula. A professora não tinha muita didática, nem muita paciência, e não quis dançar junto de jeito nenhum, mas consegui aprender um pouquinho do básico. A festa seria no dia seguinte. Eu estava tão ansiosa que passei a noite inteira em claro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-3517625368284927053?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/3517625368284927053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/postagem-6-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3517625368284927053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/3517625368284927053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/postagem-6-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 6                                            - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-323814507720477623</id><published>2009-09-17T12:35:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:12:54.680-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 5                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quando entrei, cumprimentei Rodrigo e, em seguida, percebi que um colega nosso, Thiago, também estava presente. Que droga! Pensava que estaríamos a sós! Eu cumprimentei Thiago, fingindo naturalidade. Rodrigo comentou: “Tomou um susto, não foi?”. Eu respondi, tentando parecer tranqüila: “Que nada, três cabeças pensam melhor do que duas!”. Logo depois, Thiago pediu para Rodrigo buscar seu livro, e seguiram os dois casa adentro. Eu os segui até o corredor e vi quando os dois começaram a cochichar num canto. Estranhei. Parecia que tramavam algo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quando voltaram, Rodrigo e Thiago sentaram juntos, dividindo o mesmo livro, e designaram-me uma cadeira do outro lado da mesa. Eles faziam juntos todas as contas, gabando-se de chegar ao resultado correto mais rápido do que eu, numa injusta competição de dois contra um. Por três vezes, eu acertei o resultado, mas eles se uniam para dizer que eu estava errada. Thiago me atacava com pequenas ironias, que Rodrigo parecia incentivar. Em determinado momento, uma mosca, que teimava em sobrevoar nossa mesa, esbarrou na minha boca. Eu disse: “Eca!”, e limpei a boca com as costas da mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;Tem um negócio colado na tua boca – Rodrigo disse, fazendo careta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Eu voltei a passar a mão, para limpar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;É um negócio amarelo. Que nojo! – disse Thiago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Eu continuei a limpar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;Agora está no dente. Vai no banheiro tirar isso! – Rodrigo falou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;Onde fica o banheiro? – perguntei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;Primeira à esquerda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Então eu levantei, desci o corredor, abri a primeira porta à esquerda e ouvi um grito:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;Ei! Ei! Fecha a porta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Era a irmã de Rodrigo. Aquele era o seu quarto e ela estava trocando de roupa. Pedi desculpas e fechei a porta. Desisti de procurar pelo banheiro, com medo de ouvir outro grito. Avistei um espelho no final do corredor. Fui até lá, olhei e não vi nada: não havia nada na minha boca, era tudo invenção dos meninos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Voltei até nossa mesa. Eles riam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;Adélia te deu um grito, não foi? – Rodrigo disse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;E aí, tirou a gosma de mosca do dente? – Thiago perguntou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;Muito engraçado! – eu respondi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Voltamos a estudar. Mas agora já era mais difícil fingir que não me importava com as brincadeiras deles. Mamãe veio me buscar apenas meia hora depois, mas pareceu uma eternidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Depois dessa tarde, deixei de ter qualquer esperança! Rodrigo e Thiago ficaram muito próximos e eu, que não queria voltar a ser o brinquedinho deles, acabei me afastando. Até que, nas comemorações do último dia de aula, tudo mudou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-323814507720477623?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/323814507720477623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/postagem-5-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/323814507720477623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/323814507720477623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/postagem-5-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 5                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-5207948171638519829</id><published>2009-09-15T19:55:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:06:29.067-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 4                                           - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;Mais um ano letivo terminou. No ano seguinte, fui para uma turma nova, em que não conhecia ninguém. Nessa turma, os lugares eram marcados. Atribuíram-me um lugar na segunda fileira, atrás de um garoto baixinho de aparelho nos dentes chamado Rodrigo. Esse garoto era muito bom em matemática, ciências e geografia enquanto meu forte eram português, inglês e história. Graças à proximidade de nossas carteiras e à complementariedade de nossas capacidades, fazíamos as tarefas de classe sempre juntos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #632035; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;Aos poucos, comecei a perceber sobre mim os olhares enciumados de várias meninas da minha turma, de outras turmas, até de outras séries! Descobri, então, que aquele garotinho tão comum era o objeto dos amores de dezenas de garotas do colégio.&amp;nbsp; E, devagarzinho, sem que me desse conta, também eu comecei a me apaixonar por ele.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #632035; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;Rodrigo ora não parecia interessar-se por ninguém, ora demonstrava interesse por uma ou outra das meninas, ora indicava gostar, na verdade, somente de mim. Mas não tomava qualquer atitude. Eu, como todas as outras garotas, vivia aos sobressaltos, intercalando momentos de muita esperança com momentos de grande frustração, a cada experiência de atenção ou rejeição.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #632035; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;Um dia, Ilma faltara aula na turma dela e estava compensando na minha. A classe estava dividida em grupos e pares de estudo. Eu e Ilma estávamos sentadas no fundo da sala. Rodrigo andava de grupo em grupo, dando uma olhada em cada trabalho, trocando algumas palavras a cada parada. Ele ia em todos os grupos, menos no nosso. Então Ilma comentou: “Sabe por que ele não vem até aqui? Porque você está acompanhada. Quer apostar que, se você sair daqui e for até a sua carteira sozinha, ele vai até você?” Fiz o que ela sugeriu. Fui até minha mesa, peguei o livro de história e comecei a ler. Em um minuto, lá estava ele ao meu lado. Sentou-se comigo, estudamos um pouco a matéria que eu estava lendo e, depois de uns dez minutos, foi embora. Voltei até Ilma impressionada. Rodrigo voltou a circular entre os grupos. Depois de um tempo, resolvi tirar a prova e repeti minha caminhada até minha carteira. Dessa vez, em apenas trinta segundos, lá estava Rodrigo novamente, sentado ao meu lado, estudando comigo.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #632035; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;Conversando com Ilma, cheguei à conclusão de que ele devia gostar realmente de mim, mas não tomava qualquer atitude por estar na escola, cercado pelos colegas. Decidi que precisávamos ficar a sós. Então liguei para ele e perguntei se ele estava sabendo bem função de segundo grau. Ele disse que sim. Eu perguntei se poderíamos estudar juntos, porque eu estava completamente perdida nesse assunto. Marcamos de estudar na casa dele no final de semana. Eu passei três intermináveis dias com frio na barriga, esperando ansiosamente o momento em que finalmente lhe daria a oportunidade de tomar uma atitude.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #632035; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;Enfim, chegou o sábado. Mamãe me deixou diante da casa dele exatamente na hora marcada. Bati à porta sem sequer imaginar a surpresa que aquela tarde reservava para mim.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #632035; font-family: Helvetica; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-5207948171638519829?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/5207948171638519829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/postagem-4-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5207948171638519829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/5207948171638519829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/postagem-4-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 4                                           - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-6086124607022394486</id><published>2009-09-10T18:29:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:05:53.508-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 3                                          - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Para minha surpresa, somente a professora estava dentro da sala. No corredor, diante da porta da sala, Luís Gustavo liderava todo o grupo de alunos, que fechou um círculo ao meu redor quando tentei passar. Ele perguntava: “O que você queria falar comigo?”&amp;nbsp;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O grupo repetia: “O que você queria?”.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Eu, em pânico, respondia: “Nada.” Ele insistia: “Como, nada? E esse bilhete?”. A turma, em coro: “E o bilhete?”. Eu complementava: “Nada demais. Nada importante. Deixe pra lá”.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Luís Gustavo gritava: “Tu é a fim de mim. Era isso que tu queria falar!”. E o grupo dizia: “Todo mundo sabe disso.” Eu tentava seguir para a sala, tentava voltar para o corredor, mas o grupo, denso, fechava todas as passagens. Não havia saída. Ilma, que mudara de colégio comigo, veio em meu auxílio.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ela disse: “Não é nada disso. Ela gosta de outro Luís Gustavo, um galeguinho, que faz curso de inglês com ela. Eu conheço. Não tem nada a ver com você”. Ele não acreditou. Ninguém acreditou. “Então para quê o bilhete?”, ele perguntou. “Sim, pra quê?”, todos repetiram. E eu respondia: “Para lhe dizer isso, Luís. Eu só queria esclarecer esse mal entendido”. Enfim, a professora apareceu à porta e mandou todos para dentro da sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Entrei. Sentei na primeira fileira. A cabeça baixa. Não tinha coragem de olhar para ninguém. Enquanto a professora falava sobre análise sintática, uma lágrima começou rolar pelo meu rosto. Eu enxuguei, tentando esconder. Mas logo veio outra, e mais uma, e mais outra... Então, pedi à professora licença para sair da sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-6086124607022394486?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/6086124607022394486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/postagem-3-siga-ordem-das-postagens.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6086124607022394486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/6086124607022394486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/postagem-3-siga-ordem-das-postagens.html' title='POSTAGEM 3                                          - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-8708790147889331591</id><published>2009-09-05T17:40:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:05:21.837-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 2                                          - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No ano seguinte, a escola fechou. Mudei para um colégio maior, bem maior. Minha nova turma tinha dez vezes mais alunos do que a turma anterior, e, desses alunos, pelo menos metade eram meninos. Mesmo com tantas opções, eu fui prestar atenção justamente em Luís Gustavo. Sabe aqueles meninos muito bonitos que são ótimos em esportes, vivem zoando os colegas, não respeitam os professores, não levam os estudos a sério e têm uma legião de seguidores? Luís Gustavo era assim.&amp;nbsp; Era o oposto de mim. E eu fiquei completamente louca por ele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Luís Gustavo me chamava de Salsicha, porque eu começara a esticar, sem engordar, e ficara comprida e magrinha como uma. E, como o apelido era uma prova de que ele notava que eu existia, eu até gostava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma vez houve na escola uma festa com dança. Ele me perguntou se eu ia dançar. Eu respondi que não sabia. Ele continuou: “Então dança com Zé Galinha, que também não sabe e é a fim de tu”.&amp;nbsp; Zé Galinha era o apelido de Nícolas, um colega de nossa turma muito, muito, muito magrinho, muito, muito, muito feinho, mas também muito simpático e amável. Para não dar esperanças a Nícolas, acabei me afastando dele. Mesmo assim, não perdi as esperanças de que Luís Gustavo pudesse ainda me querer, mas preferisse sacrificar esse desejo para proteger sua amizade com Nícolas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Às vésperas das férias, pedi a uma colega da turma que falasse para Luís Gustavo que eu ficara decepcionada quando ele me dissera que&amp;nbsp;Nícolas gostava de mim, porque eu não gostava de Nícolas, mas sim dele. O objetivo era descobrir como Luís Gustavo se sentia em relação a mim. Luís Gustavo respondeu muito diretamente: “Eu não quero nada com aquela tripa”.&amp;nbsp; Fiquei muitíssimo triste e envergonhada por ter sido desprezada de maneira tão grosseira, e, para livrar-me se não da tristeza, pelo menos da vergonha que sentia, elaborei um plano para ser posto em prática logo depois das férias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No primeiro dia de volta às aulas, coloquei um bilhetinho sobre a mesa de Luís Gustavo: “Preciso falar com você. Vamos nos encontrar na hora do recreio.”&amp;nbsp; Vi, pelo canto do olho, quando ele leu o bilhete. Pouco antes de sermos liberados para o recreio, com o coração disparado, desisti de dar andamento ao plano, saí da sala e fiquei escondida durante meia hora.&amp;nbsp; O sinal do final do recreio já havia tocado quando voltei. Esperava entrar discretamente na sala com a aula já iniciada. Mas não foi isso o que aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-8708790147889331591?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/8708790147889331591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/no-ano-seguinte-escola-fechou.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8708790147889331591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/8708790147889331591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/no-ano-seguinte-escola-fechou.html' title='POSTAGEM 2                                          - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5303921770553982263.post-266874786907271824</id><published>2009-09-01T17:33:00.000-03:00</published><updated>2010-01-04T18:04:03.973-03:00</updated><title type='text'>POSTAGEM 1                                          - Siga a ordem das postagens</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sabe aqueles sonhos que são tão reais que parecem ter acontecido de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O primeiro colégio em que estudei era bem pequeno. Na minha turma, só havia cinco alunos. Desses alunos, somente um deles era menino. Ele se chamava Victor. Era branquinho com cabelos pretos, alto, magrinho e dentuço. Era ótimo aluno, desenhava muito bem e as suas redações eram as melhores da turma. Eu me apaixonei por ele. Perdidamente. Um dia, num intervalo de aula, eu estava à janela com Ilma, uma colega da turma. Ele veio até nós, tapou, com as mãos, os ouvidos de Ilma e me perguntou: “Você quer namorar comigo?”.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Eu fiquei tão envergonhada, tão envergonhada, que disse “Nem morta!” e saí correndo da sala.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O tempo passou. Um dia, inauguraram no colégio um sistema de correspondência entre os alunos. Nós postávamos as cartas na secretaria do colégio e, no dia seguinte, um funcionário ia, de sala em sala, entregar os envelopes aos destinatários. Escrevi uma carta para Victor. Eu explicava que, quando ele me perguntara se eu queria namorar com ele, eu não aceitara o pedido apenas por timidez, mas que, na verdade, eu queria sim namorar com ele, queria muito, pois eu gostava tanto dele, gostava demais!&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acabava de tocar o sinal para o recreio quando o funcionário entrou na sala e entregou a minha carta para Victor. Vi quando ele abriu o envelope e tratei de sair da sala imediatamente. Victor jogava queimado no pátio quando eu o reencontrei. Parei diante dele e perguntei: “Você leu?”. Ele fez que sim com a cabeça.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Então perguntei: “Você lembra?” e ele fez que não.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como ele poderia ter esquecido que um dia tivera coragem de me pedir em namoro e que esse pedido fora recusado de maneira tão cruel? Por que eu teria demorado tanto para conversar com ele sobre isso, para explicar-me, para corrigir-me, a ponto de ele ter esquecido um acontecimento tão marcante? Como poderíamos ter convivido na escola durante tanto tempo, entre o episódio da janela e a entrega carta, sem fazer qualquer menção ao pedido de namoro ou à sua recusa?&amp;nbsp;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A falta absoluta de uma resposta a essas perguntas só me deixa uma conclusão: eu sonhara o pedido de namoro!&amp;nbsp;Victor nunca me pedira em namoro: o pedido não passara de um sonho! E eu desejara tanto que esse sonho fosse verdade que chegara a acreditar que era real. Mas a carta (que vergonha!), a carta era de verdade.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É por essas e outras que este é o diário de uma Garota em Apuros.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5303921770553982263-266874786907271824?l=diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/feeds/266874786907271824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/quando-eu-tinha-nove-anos-estudava-num.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/266874786907271824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5303921770553982263/posts/default/266874786907271824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com/2009/09/quando-eu-tinha-nove-anos-estudava-num.html' title='POSTAGEM 1                                          - Siga a ordem das postagens'/><author><name>Garota em Apuros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03080040319855502466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_z9-zDaQliVo/S-SpNSWhUnI/AAAAAAAAAB8/dQVsMjuuAGg/S220/Em+Apuros.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
